Start Again a New Chance for Love - Capítulo 2

Pov. Christian Grey

Levantara mais cedo que o habitual para dar aquela corrida matinal. Não me importava com o fato de estar sol, ou chuva, sendo que isso não era motivo para me impedir de nada. Eu corria sobre um sol radiante ou como abaixo de uma chuva torrencial. Em particular, o dia hoje parecia mais quente que o normal em Seattle.

Voltando ao apartamento, rapidamente seguido de um duche quente e relaxante na banheira de imersão, pude preparar me a tempo de mais uma reunião na Grey Enterprises Holdings. Taylor como sempre se fazia esperar por mim no andar inferior. Enquanto a senhora Jones a pedido meu, preparava o quarto de hospedes para receber mais tarde Leila, já que era sexta-feira e passava meus finais de semana sempre com ela.

Nesse momento me olhando no espelho, me levei a lembrar a última vez em que a levara para o meu quarto de prazer. Leila era uma ótima submissa, respeitava todas as minhas ordens, tendo o cuidado de usar a palavra de segurança sempre que excedia do seu limite.

Flashback on

- Leila o que disse sobre ter orgasmo antes de eu mandar? - pergunto alisando a sua bunda com a minha chibata tão corado de prazer e duro de vontade de a foder ali de quatro.

- Que me espancaria, senhor! - responde ela reprimindo um gemido ao contrair toda a linha do corpo na minha frente.

- Então vais contar comigo! - ordeno ao alisar a chibata entre os dedos e a batê-la com alguma força sobre sua pele, criando assim dor que para mim era prazer. - Um! - começo a contar.

- Um! - ela repete comigo gemendo baixo.

Eu sabia que era uma questão de tempo até ela vir novamente com outro orgasmo, mas iria castigá-la do meu jeito. Só que quando percebi que isso ia acontecer, larguei a chibata num canto qualquer do quarto e baixando calça jeans surrada, enfiei o meu pénis na sua entradinha melosa e quente. A fodi tão forte e intenso que repeti o mesmo orgasmo umas cinco vezes. Leila continuava na posição que lhe dera ordem, com suas mãos presas em minha gravata cinza sem me tocar, pois não aceitava que mulher alguma me tocasse, esse era o meu limite intransponível. Muito embora, soubesse que Leila queria mais do que o que podia dar, mas isso sempre fora esclarecido por mim ao oferecer aquele contrato de relação Dom/sub, do qual ela aceitara muito bem.

Flashback off

Voltando à realidade, descia no elevador na companhia silenciosa de Taylor, que sempre fora um profissional à altura. Ele trabalhava para mim há pelo menos uns 3 anos, altura em que fizera a reforma do apartamento e contratara os serviços de senhora Jones, a minha governanta.

- Senhor! - fala Taylor assim que as portas do elevador se abrem sobre um térreo cheio de carros de diferentes colecções, já que detinha de uma gama imensa.

- Taylor vou precisar que me faça um serviço mais tarde! - digo entrando no lugar traseiro assim que ele abre a porta para mim. - Preciso que vá às compras e traga umas novas roupas para Leila, creio que ela não esteja satisfeita com as últimas! Não esqueça de comprar peças íntimas! - ele acena com a cabeça fechando a porta, contornando a viatura pelo lado esquerdo.

A viagem decorrera em maior silêncio, Taylor não era um motorista falador, o que facilitava muito a minha vida, pois não era dado a grande falas, menos ainda quase se tratava de amizades. Sempre soubera manter a distância profissional entre meus empregados e família.

Ao passar pelas grandes e giratórias portas da Grey Enterprises Holdings, uma das minhas atenciosas secretárias acenou um bom dia para mim, eu sabia o quanto elas se derretiam, mas nunca lhe dera chance alguma. (Regra número 1: não fodo com os meus empregados. Regra número 2: se me interessasse por mulheres loiras, não as contrataria).

- Tem uma reunião marcada para daqui a 5 minutos, senhor Grey! - avisa Melissa com um agenda electrónica na mão. - Quer que peça para Gia levar um café para o senhor no gabinete? - pergunta ela atenciosa.

- Não! - respondo ao carregar no botão do canto inferior esquerdo do elevador e entrar em seguida, ela encolhe os ombros rodando nos próprios saltos agulha.

Reunião com a administração era sempre a mesma coisa, eles sempre vinham com novas ideias para aliciar os meus vastos projetos. Mas o que eles não podiam esquecer é que o voto final era sempre meu, já que detinha as maiores acções da empresa, então na sequência disso tinha vezes que os fazia deixar com fumo a sair das orelhas por indeferir algumas decisões.

Assim que me vi sozinho novamente em meu gabinete largo e espaçoso em tonalidades de cinza e branco, já que essa era a cor que melhor definia a minha vida e meus gostos peculiares. Pude finalmente visualizar toda a panorâmica da cidade atrás do vidro duplo. Visualizar aquelas pequenas pessoas, carros passando como berrões. Contudo, o silêncio foi escasso até o meu iPhone começar a tocar em cima da secretária e me fazer lembrar a minha falha atenção ao não tê-lo deixado no silêncio anteriormente, já que essa sempre fora a primeira coisa que fazia sempre que entrava ao trabalho.

Na tela do visor pisca "Grace Grey". Era minha mãe quem fazia a chamada. Certamente para realizar um nova tentativa em tecer um convite para jantar, só que ultimamente andava bem ocupado para me reunir com a família. Os meus finais de semana eram muito reservados, quase sempre fora de Seattle ou a viajar no meu catamarã do qual baptizei de "Grace" nome da minha mãe em sua homenagem, sobre as águas calmas do pacífico. Como sabia que ela não ia desistir fácil e porque de logo em seguida estaria minha irmã ligando, decido atender.

- Mãe! - falo com uma voz calma mantendo o meu olhar concentrado no exterior. - Como vai? - pergunto traçando um pé na frente do outro ao encostar sobre a secretária metálica escura.

- Querido, finalmente atende! Estava achando que tem me ignorado, sabe? - reviro os olhos um pouco sabendo o quanto a senhora doutora Grey estava certa quanto a isso. - Melhor agora que se dignou a retribuir a chamada! - a sua voz parecia aliviada do outro lado com um burburinho de fundo que dava a impressão de estar no hospital. - Posso contar com você amanhã para jantar? Mia está regressando de Paris e sabe muito bem o quanto ela o adora! Faça essa surpresa a sua irmã! - ela pede.

O meu final de semana já estava reservado, Leila ia estar comigo, mas agora com o convite para o jantar de boas vindas de Mia mudava um pouco o corso dos meus planos. Levar a minha submissa para o jantar estava fora de qualquer cogitação, mais agora que andava com ideias muito absurdas em sua cabeça. Se bem que o mais provável fosse eu terminar nosso contrato o quanto antes. E depois não seria nada sensato levá-la a conhecer pessoas que ela jamais voltaria a ver.

- Posso ou não contar com você? - ela pergunta novamente, volto a lembrar que a minha mãe ainda continuava em linha.

- Posso dar uma resposta mais tarde? Por e-mail? Agora estou muito ocupado! - minto, sabendo que era o único jeito de escapar à insistência da senhora Grey.

- Tudo bem, não esqueça de pensar muito bem, sim? É sua irmã caçula, filho! - passo a mão livre nos cabelos os alisando em vão. - Te amo filho, até. - desligo a chamada colocando o aparelho sobre a secretária novamente.

E puxando a cadeira para sentar, carrego no botão direito do intercomunicador chamando Crystal. Ela logo se apressa a vir na minha sala com sua postura profissional e atenta para fazer cumprir as minhas ordens.

- Senhor Grey! - fala ela ajeitando a aba do blazer cinza.

- Desmarque a minha agenda da tarde! - digo ao levantar novamente correndo a cadeira para trás e pegar a minha pasta de trabalho com o notebook dentro, já que nunca o dispensava. - Tenho alguns assuntos pendentes para resolver! Há... - lembro momentaneamente antes de lhe dar as costas, podia até perceber ela a suspirar nesse mesmo instante, mas se recompor rapidamente assim que lhe retribuo um olhar intimidador. - Certifique a que o Dr. Flynn me possa atender essa tarde e me avise por e-mail! - ela assente com a nuca.

Dr. Flynn era o meu terapeuta, provavelmente a segunda pessoa que depois de minha mãe, é claro, me conhecia melhor que ninguém. Ele sabia tudo sobre o meu passado traumático e exigente, assim como o meu presente obscuro e peculiar. Era por isso mesmo, a única pessoa com o qual eu me abria totalmente, sem medos, sem complexos e julgamentos. Ele tinha conhecimento muito aberto sobre os meus desejos sexuais, incluindo a história com minhas submissas e usá-las em jogos sadomasoquismo.

Ao abandonar o edifício da Grey Enterprises Holdings, tinha Taylor no lado de fora com a porta segura por sua mão para que eu pudesse entrar. Acena, lhe retribuo um aceno de cabeça ao me instalar dentro do carro. Nesse momento em que ele fecha a porta para mim, recebo um novo e-mail de Crystal confirmando a consulta com o Dr. Flynn. Após sairmos da empresa, ficamos pelo menos uns 5 minutos sem exageros, retidos no trânsito, aproveito a deixa para revirar os meus e-mails com mais tempo.

Chegando no outro lado da cidade, Taylor para o carro na frente do edifício onde tinha as minhas consultas de terapia. Saio de dentro do mesmo e me dirijo até ao balcão de atendimento personalizado. O meu terapeuta sempre tinha agenda para mim, só que era muito pontual ao querer marcar um horário fixo. (Regra número 3: pontualidade é fundamental).

Instantes depois à minha entrada, e porque Verónica, assistente do Dr. Flynn havia feito o anúncio da minha chegada, ele veio a meu encontro com sua postura profissional de sempre. Fora convidado por ele a entrar em seu consultório e sentar na poltrona couro marrom, enquanto ele ia pegando um bloco de notas de sua secretária mogno sentando no lugar à minha frente, numa também poltrona, embora negra pronto a me escutar.

- Leila está se a revelar um verdadeiro problema! - digo de olhos fixos em um objeto no cimo da secretária dele. - Nas duas últimas semanas, ela tem agido de um jeito diferente e apaixonado que sabe que não posso corresponder. - Dr. Flynn por outro lado, parecia bem concentrado em mim, escutando meu relato sem interromper uma única palavra que fosse. - Ela chegou a dizer nesta última vez em que estivemos juntos que me ama, que me deseja tocar, tê-lo só para si. Mas estou farto de salientar que não sou digno de amor, que não tenho alma. Não mereço ser amado por mulher alguma. - digo recostando as minhas costas largas no encosto confortável da poltrona.

- Conhece os seus limites, Christian! - o meu terapeuta debruça sobre o seu bloco de notas quieto no colo. - Devido à infância problemática, acredita que não é digno de qualquer afeto, é compreensível! - explica ele. Concordo com um breve aceno de cabeça.

- Ela conhece os termos do contrato! Já sabia que ia ser assim, não entendo porque agora está tentando mudar! - digo cerrando punho contra a minha coxa, deixando os nós dos dedos salientes. - Dessa forma por muito que lamente, terei que dispensá-la!

O Dr. Flynn não se prenuncia sobre o assunto, silenciando por meros segundos. Ai lembro de que devia expor o meu outro problema. Os pesadelos que novamente haviam voltado nesses últimos dias, me atormentando noites inteiras, de me deixar de me deixar de olhos pregados e com isso sentar na roda do piano tocando meus temas melancólicos até o sono voltar. Novamente e porque já era constante, o meu terapeuta voltou a aconselhar alguns métodos eficazes.

Quando sai do consultório, Taylor já me esperava no lado de fora em uma postura muito formal e pronto abrir a porta do carro para mim, embora não me importasse de muitas vezes ser eu o motorista, só que esse era o seu trabalho, não o podia tirar. Talvez em outra hora o dispensaria, para que pudesse ficar junto de sua família, pois eu sempre sei tudo sobre os meus empregados. (Regra número 4: faço investigações detalhadas sobre todas as pessoas que contrato).

A caminho da Grey House, o meu iPhone começa a tocar dentro do bolso interno do meu blazer e quando o retiro para fora olho na tela do visor piscar "Elena Lincoln" e ergo ligeiramente a sobrancelha com aquilo. Ultimamente andara a evitar Elena.

- Christian Grey! - falo com a minha formalidade habitual, mas que Elena dispensava sempre, pois me conhecia melhor que ninguém, por vezes até melhor que eu mesmo. - Elena! - falo o seu nome.

- Christian! - escuto a sua voz madura. - Há quanto tempo não retoma as minhas chamadas! Pensei que nunca mais iria escutar sua voz! - diz ela num gracejo, sempre tentando ser bem humorada comigo.

- O que queres Elena? - vou direto ao assunto, pois se tem coisa que não suporto é que me enrolem.

- Sempre tão afiado e direto! - retoque, eventualmente fazendo um sorriso torto que imaginava na perfeição. - Estou a ligar para marcar um jantar! Tem tanto tempo que não estamos juntos, mal o vejo! - propõe.

Movo o dedo sobre a barba rala do meu queixo e olhando para o lado de fora, dou conta de que Taylor havia abrandado a velocidade, estávamos praticamente na frente da Grey House.

- Hoje à noite? - pergunto entortando o canto da boca ao sair do carro, logo após Taylor me abrir a porta. - Combinado, Elena! 


Gostaram?
Comentem por favor, quero saber vossa opinião sobre esse Christian Grey destemido.
Até ao próximo capítulo, Lucy. 

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