Start Again a New Chance for Love - Capítlo 16
Pov. Christian Grey
Ter Anastacia em meus
braços foi talvez a sensação mais poderosa que alguma vez me permiti
sentir. Nunca desejei tanto uma mulher como agora. Mulher essa que me
oferece tanta resistência, que me enlouquece a maior parte do tempo e
que me leva a cometer coisas monstruosas. Como foi o caso de ainda agora
à pouco, em que soquei aquele rapaz que estava junto dela, a tocando de
um modo que me cegou completamente. Fiquei cego de raiva, sim admito,
uma raiva incontrolada que precisei descontar. Ela me desafiou isto
posto em causa não seguir a minha ordem para sua própria segurança,
ainda se expondo mais ao perigo. "Porque é tão teimosa, Anastacia" penso
observando tão tranquila de cabeça encostada em meu peito.
Taylor me oferece uma
ajuda ao instalá-la no banco traseiro, onde sento apoiando sua cabeça em
minhas coxas acariciando os seus cabelos marron cheirosos. Retomamos o
caminho de volta para o Escala. Novamente me vejo encarando ela, a
contemplando, um pouco mais que seja para perceber o quanto é bela e
delicada.
No hall do apartamento a
seguro firme em meus braços, sem grandes movimentos, pois podia
acordá-la e a recepção podia não ser muito favorável, embora depois de
toda a cena, não estivesse mais em posição de protestar o quer que
fosse. Me viro para Taylor que está distraído observando o seu paletó.
— Sim, senhor! - ele assente em confirmação se recolhendo.
Abro a porta do quarto
com a ponta do meu pé, e deslumbro a minha cama semi-aberta, já que
sempre peço a sra. Jones para me abrir pouco tempo antes de vir deitar.
Deito Anastacia nos lençóis macios com muito cuidado, como se ela fosse
uma criança frágil, um bebé que não tenciono acordar.
A cobro com os
cobertores e sorrio a vendo tão inocente em seus sonhos. Atrevo a
aproximar meus lábios dos cabelos, mas travo essa intenção lembrando de
que devia ligar para Elena e me desculpar pela forma rápida de como
abandonara no meio de nossa conversa no bar. Então em silêncio afasto,
saindo do quarto deixando simplesmente a porta entreaberta, não fosse
ela acordar e ficar confusa.
Vou até ao meu
escritório, lá poderia conversar mais à vontade e em privado, apesar de
não ter o risco de ter gente escutando atrás da porta, já que os meus
empregados haviam recolhido algum tempo e são extremamente
profissionais. A minha velha amiga atende logo no segundo toque de
chamada.
— Está tudo bem,
Christian? É que saiu tão às pressas que fiquei preocupada! - encosto na
lateral da minha secretária semicerrando os olhos. Nesse instante as
últimas cenas vem num flashback forçado ao pensamento. Aperto meus dedos
sobre o tampo da secretária, deixando simples marcas digitais.
— Está sim, Elena! -
respondo a tranquilizando. Sei que Elena se preocupa demasiado comigo.
Sempre assim fora desde que eu era seu submisso, lá no meu passado
distante.
— Tem alguma coisa haver
com tal submissa que anda de olho? - ao escutar a sua pergunta levo
meus olhos de encontro à porta. Podia deslumbrar Anastacia de várias
formas possíveis se ela ali estivesse. - Só pergunto porque recordo de o
escutar mencionar em relação a uma mulher ai...
Solto a minha mão livre
da secretária, desencostando. Assim sendo dou mais alguns passos até às
janelas do meu escritório. Elas simplesmente vão do chão até ao tecto de
tão amplas. Observo Seattle com uma outra visão, mais nocturna, fria e
assombrosa como eu.
— Anastacia não é minha
submissa! - aquela minha resposta sai quase num rosnado automático que
não me vi controlando. Não suporto escutar Elena fazendo deboche das
minhas escolhas, pois não faço das suas e mesmo que ela fosse minha
submissa, nada disso era da sua conta. As opções são da minha
responsabilidade. Se são erradas ou certas, quem decide sou eu.
— Então peço desculpa, não foi de todo minha intenção em ofender! - ela se lastima. Franzo o cenho.
Afastando o aparelho do
ouvido, percebo que está tarde, já passavam das três e cinco da manhã e
desligo a chamada, pois estava farto e cheio para uma noite.
Volto ao
quarto, Anastacia continuamente dormia como um anjo que me permiti
visualizar por mais uns cinco minutos. Só então passando a mão sobre os
meus cabelos acobreados. Troquei minhas roupas de rua, substituindo por
uma calça moletom simples e deitar ao lado dela.
Embora o sono demore
para chegar, me fico pela observação permanente. Amo o que vejo, amo
seguir com a mesma calma o modo regular de como a sua respiração se
mantém tão tranquila. "Oh Anastacia se soubesses o quanto te quero para
mim" penso apoiando a cabeça com o cotovelo.
~*~
Pela manhã, talvez
batendo umas nove e cinco, termino de me vestir, pois tinha algumas
reuniões agendadas e não podia atrasar. Olhei uma última vez Anastacia
enquanto escrevia aquele bilhete mesmo às pressas, mas sabia que ela o
ia ler. Deixei uma saquete de comprimidos para uma pura ressaca que sei
que ela ia sentir quando acordasse. "Se tivesse seguido meus conselhos,
estaria melhor..." penso comigo mesmo ao deixar um beijo nos cabelos
dela e simplesmente abandonar o quarto.
Ao me dirigir para o
hall da entrada encontro a sra. Jones chegando para pegar no serviço.
Taylor consequentemente me esperava muito erecto para me levar na GEH.
Mas antes de entrar no elevador, deixei uma recomendação com a minha
governanta.
— Sra. Jones prepare um
café reforçado para a srta. Steele e certifique que ela se alimenta
direito! - peço. Ela assente para mim entrando na cozinha. - Taylor,
vamos? - ele assente entrando comigo no elevador.
~*~
Pov. Anastacia Steele
Quando acordei, percebi
que aqueles lençóis a baixo de mim era demasiado macios, nada haver com
os uso em minha cama. Só então percebendo que nada batia certo e que se
aquela não era definitivamente a minha deliciosa cama, de quem era?
Abri melhor os olhos
ensonados e observando agora com mais clareza, não os reconhecia o lugar
onde estava, nada me era familiar, tirando o fato das tonalidades de
cinza e branco por todos os cantos simétricos entre si. Mas onde estou? E
porque não estou com o meu pijama? Porque tenho a sensação que minha
cabeça vai estoirar? "Oh merda" bato a mão contra o topo da minha cabeça
lembrando que havia bebido demais na noite anterior.
Olho para o lado tinha
um copo de água, uma saquete de comprimidos para a ressaca e um bilhete,
é claro. Pego aquele papel de caligrafia escrita à pressa, pois estava
tremida e reviro os olhos percebendo tudo agora com mais clareza.
"Christian Grey, seu sacana" penso revirando os olhos ao perceber que
estava em seu quarto.
Espero que se sinta melhor quando tomar esse remédio para a ressaca.
Quando voltar a gente conversa.
CG.
Quando voltar a gente conversa.
CG.
"Como assim a gente
conversa?" me pergunto mentalmente tomando um comprimido e levantar
daquela cama tão larga e gostosa. Ele me tinha trazido para o quarto
dele, mas ele me falou que nunca dorme com ninguém. Porque vim aqui
parar? O que mudou? Merda, porque não consigo lembrar sobre nada do que
aconteceu na noite passada? Estou sentindo um borrão em minha memória.
Odeio me sentir assim, pois fico logo me julgando, me culpando por
coisas que não lembro se fiz e que terei dito. "Droga, mil vezes droga"
reclamo comigo mesma mentalmente.
Bufo enquanto procuro
por minhas roupas, e meu espanto é tal quando vejo que tem peças novas,
peças íntimas novas. Mas o quê? O que ele andou fazendo no período em
que fiquei apagada? Eram muitas perguntam mergulhando fundo em minha
cabeça. Me sentia muito confusa, realmente confusa e queria uma
explicação, uma única explicação. Teria que ter uma conversa muito séria
com ele, de hoje não passa.
Ligo a água do chuveiro
assim que entro no banheiro. Aquela boxe era muito grande, fechada podia
ser vista como um aquário. "Não exagere! Lembre que esse é o mundo dos
ricos" o meu subconsciente vem me dando aula de etiqueta. A minha deusa
interior aparece de biquíni minúsculo pronta para se jogar de cabeça
nessas águas quentes e flutuantes.
Liberto da camisa que
tinha vestida, uma camisa branca e larga que deduzi ser dele, pois
sentia um cheiro de homem nesse tecido. Um cheiro altamente inebriante a
Christian Grey. Até isto ele faz de propósito.
Agora olhando a baixo,
percebi que a só existia calcinha e sutiã. Pelo menos não me deixou
desnuda. Me liberto dessas roupas a deixando no cantinho lá no chão para
depois as pegar. Completamente nua agacho para sentir a temperatura que
sai do jacto em minha mão. As águas estavam deliciosamente quentes, do
jeito que gosto. Entro com um pé. Me fico ali altamente imóvel deixando
aquela água que cai me bater de forma relaxante. Inspiro e expiro
algumas vezes tentando soltar toda a tensão que meu corpo sentia. Tento
descontrair ao som imaginado das minhas trilhas sonoras favoritas e
fechando os olhos e me deixo viajar por um mar de sensações e prazer.
As minhas mãos descem
pelas laterais do meu corpo voláteis, saciantes novamente me vejo o
explorando. Só que dessa vez no chuveiro do quarto de Christian. "Oh,
isso é tão prazeroso" penso revirando os olhos quando sinto meus dedos
entrarem em contato com as paredes do meu sexo, estimulando tão
lentamente os lábios do meu clitóris. Passo a minha língua sobre meus
lábios que estavam ficando ligeiramente secos, consequentemente começo a
ficar com uma respiração mais ofegante. Invisto com mais rapidez dois
dedos sobre o meu sexo, de forma a que possa sentir as paredes
interiores mais duras, contraírem por uma presença estranha. Eles ficam
lubrificantes, pois entram e descem com mais fluidez. Reprimo um gemido,
não queria gozar já, tento me controlar um pouco mais, porém era tarde
demais, estava sentindo um puxão a baixo de umbigo, um êxtase delicioso e
pronto, o meu orgasmo acabou chegando.
Novamente sorrio, era a
segunda vez que estimulava a minha intimidade, por livre vontade e não
podia estar mais satisfeita com isso. Eu queria repetir, era viciante,
mas não o podia fazer, não estava em meu apartamento. Christian podia
simplesmente chegar invadindo e me ver assim tão prontinha, tão
deliciosa. "Não, não lhe posso oferecer esse prazer, ele não merece! Ele
se portou mal comigo" penso comigo mesma ao levantar da banheira e
puxar uma toalha branca imaculada e prendendo em torno do meu corpo. Vou
até ao espelho gigante que ele tem no banheiro e sorrio vendo minhas
bochechas levemente coradas. "Você é uma mulher em tanto, Anastacia" o
meu subconsciente elogia totalmente satisfeito. A minha deusa interior
ofegante, balançando a mão buscando ar.
Retornando ao quarto de
cabelos semi-humidos, pois os enxugava com uma toalha turca deliciosa e
felpuda, pude olhar o meu celular. Os meus pensamentos receiam logo em
José e no quanto ele devia estar me odiando pelo que Christian fez.
Decido ligar para o meu amigo, nem que apenas seja para saber como está.
Ele acaba me atendendo somente no final da chamada, momento esse que
estou quase desistindo.
— Ana! - escuto ele falar meu nome daquela forma encurtada.
— José como está? -
pergunto me sentindo mal. Sento na cama encarando aquele espelho enorme.
-
Tenho que me desculpar pela atitude abrupta de Christian, ele não
devia ter feito isso contigo! Ele agiu como animal!
— Agora estou bem...
ontem quando cheguei em casa coloquei um pouco de compressa para
amenizar o inchaço. - suspiro baixo balançando a cabeça sempre
repreendendo atitude depravada de Christian. - Ana não tens culpa por
ter um namorado que é ciumento! - arregalo os olhos.
"O QUÊ? NÃO JOSÉ!
CHRISTIAN NÃO É MEU NAMORADO!" penso em modo gritante. Neste momento
estou bem capaz de matar aquele CEO metido.
— Vou falar com ele, até porque não estávamos fazendo nada de errado e... - José me interrompe.
— Ana, está tudo bem... é
sério, não arruínes a tua relação com ele por minha culpa. - fico
incrédula. José não estava entendendo nada. Como ele pode simplesmente
aceitar assim tão fácil? - Talvez a culpa também tenha sido minha...
nossa, a gente acabou excedendo na bebida e se ficou dando ao desfrute
inocente! - faço uma careta, pois não lembrava direito da quantidade de
bebidas que havia tomado.
"CHRISTIAN NÃO É MEU
NAMORADO! PORRA" digo para mim mesma em pensamento começando a ficar com
uma raiva intensa dentro do meu peito. Ele não tinha esse direito. Não
podia simplesmente fazer o que quer e bem lhe apetece, só porque acha
que sou um troféu. Mas não sou. E depois tem a coisa de ele ter pegado
em mim e me trazido para o seu quarto. Não posso aceitar tudo isso sem
uma explicação. Eu exijo uma explicação daquele sombras que me deixa
passada e louca. Tão loucas que me masturbo toda a vez que tomo banho,
pensando naquele seu jeito safado. "Porra, não" bato na minha cabeça.
— Talvez, mas insisto em tirar tudo a limpo! - friso. - A gente se fala depois. Beijo!
~*~
Atravessando a sala
podia deslumbrar de detalhes que na última vez não tivera oportunidade
de reter na memória por conta da cabeça confusa e cheia de coisas para
absorver. Uma mulher com uma roupa bem arrumada que deduzi ser o
uniforme de trabalho, aparece me dando um susto por sua chegada
silenciosa. Ela era muito discreta.
— Desculpe se a
assustei, senhorita! - a mulher fala com uma voz carinhosa. É ela parece
ser muito simpática. - O sr. Grey deu ordem para lhe deixar uma comida
preparada! Se quiser posso lhe servir! - sorrio com amabilidade dela,
mas tudo fazia parte do seu trabalho. Ela só estava respondendo às
ordens do seu chefe.
— Claro! - aceito a seguindo logo atrás ainda deslumbrada.
A cozinha era um lugar
imenso, em grande largueza e mais me parecia uma cozinha dessas muito modernas e profissionais, tendo todos os melhores electrodomésticos,
robôs de cozinha que confeccionam comida automaticamente. Se não me
engano, acho que já vi um cenário assim algumas vezes, há claro, no
"master chef". Por isso tudo me era tão familiar.
— Aqui tem o café, é
fresco, pois terminei agora mesmo de o preparar! - ela serve em minha xícara. - E esses são os pães de leite! Tem aqui doce de gostar,
senhorita! - avisa repousando a chaleira em cima do balcão de pedra
negra atrás dela.
— Trabalha à muito tempo
para o sr. Grey? - precisei perguntar, estava curiosa. Queria saber
como ele se comportava com os seus empregados. Se sua autoridade toda
era apenas comigo ou se ele é assim mesmo, um agorrante e mandão
querendo controlar o mundo em suas mãos.
A mulher pega um pano o
dobrando em duas partes e o guarda junto à porta do forno. Dou uma
mordida no pão e leite seco, pois gosto desse sabor assim simples e
delicioso. Ainda estava quente, provavelmente saído do forno à pouco.
— Praticamente 3 anos
que estou ao serviço do sr. Grey! - responde nunca parando suas lides,
pois meus olhos apenas a seguiam de um lado para o outro.
— Se precisar de mais
alguma coisa é só pedir! Vou cuidar da roupa! - assinto com um aceno de
cabeça tomando um gole de café. - Com sua licença!
O café era muito
delicioso, provavelmente o melhor que alguma vez tomei e as minhas dores
de cabeça pareciam estar acalmando pouco a pouco. A cafeína tem
propriedades que ajudam a melhorar significativamente destes maus
estares abusivos.
Terminando de comer,
faço a gentileza de cuidar de lavar a loiça que sujei, pois não me
sentia nada bem sendo lorde na casa dos outros, mesmo sabendo que
existiam empregados sempre disponíveis para completar essas tarefas. Mas
não nasci para ter criados. Nasci, sim, para cuidar da minha própria
vida. Cair e levar, acertar e errar.
Indo até à sala, observo
aquele piano de cauda lindo de morrer. Fico completamente deslumbrada
de como alguém podia ter coisas simplesmente tão notável sendo um
perfeito idiota. "Mas é ai que está... quem tem dinheiro, tem tudo"
concluo pensativa mordendo o dedo indicador ao constatar esse fato. Até
que o silêncio acaba sendo quebrado. Escuto passos atrás das minhas
costas. Tento controlar a minha respiração, fechando e abrindo os olhos
pensando mentalmente que é hora de me controlar.
Tinha que me
controlar, mais que não seja para não ceder. Buscar a minha maior
convicção de que não posso perder esta guerra que ele mal começou. Viro,
me pego de frente para Christian Grey de terno e gravata cinza.
"Caramba ele é tão perfeito, porra" reprimo a vontade de morder o lábio,
mas só porque não queria ouvi-lo com sua conversa do costume afiada e
simplesmente safada. Em que podia se pegar falando que me faria coisas
loucas. Novamente mostrando o seu lado sádico.
— Anastacia! - fala meu nome, isso me arrepia um pouco. - Como está se sentindo?
Ele me olha sério, seu
olhar me come desde o alto da minha cabeça até aos meus pés. De uma
forma que me deixa totalmente incomodada. "Porque sempre tem que vir com
esse olhar de que sou a garota do capuz vermelho e ele o lobo mau que
deseja me comer?" me pergunto engolindo em seco o olhando de volta com
um olhar enfurecido, para que saiba que não temo essa sua ostensiva
pouse de CEO importante.
— Melhor! - é tudo o que
respondo, controlando horrores para não desabar na sua frente, porque
ele definitivamente está tentando me intimidar. Continuamente tento me
manter resistente que nem aço. - Tenho algumas perguntas! - ele inclina a
cabeça para o lado oposto arqueando uma sobrancelha que deduzi ser um
gesto curioso.
"Oh, já o deixei
curioso" penso sorrindo torto. Confesso que isso me divertiu um pouco.
Afinal não é só ele que tem direito a ser a autoridade, eu também. "É
isso mesmo, mostra quem manda, Steele" o meu subconsciente estava na
torcida por mim. Em raras vezes, é certo, mas estava e só tinha que
aproveitar, antes que mudasse de ideias. A minha deusa roendo as unhas
escondida me olhando atrás de uma cadeira.
— Por favor! - ele indica o sofá para que possamos sentar. Aceito sentando no sofá próximo das longas janelas de vidro duplo.
Novamente mantenho a
distância dele, Christian senta ostentando uma pouse que deduzi ser uma
tentativa sedutora só para impressionar. Admito que surtiu efeito, mas
não posso ceder, não sem antes obter uns esclarecimentos que a minha
cabeça atenta quer saber. E depois logo se vê se ele merece ou não.
— Porque me trouxe para
cá? - pergunto de mãos sobre o colo balançando um pé sobre o tapete
persa azul turquesa. - Foste tu que me despiste? - ele sorri de lado,
pode perceber aquela cova do sorriso se arquear. Eu o estava divertindo
com aquilo. - Comprou peças intimas?
— Em primeiro lugar eu a
trouxe para meu apartamento por achar mais seguro, podia cuidar de ti! -
engoli em seco, "cuidar de mim", repito mentalmente. Não sei de que
forma. - Em segundo, respondendo à pergunta, sim, eu te despi,
Anastacia. Como deves calcular eu já o fiz muitas outras vezes, mas
custou nem um pouco. - viro o rosto não querendo saber os detalhes do
que ele fazia ou não com outras. Sendo já muito excitante imaginar o que
ele teria feito com meu corpo ali em suas mãos grandes e resistentes. -
Quanto às peças, foi Taylor quem as comprou!
"Taylor? O motorista
simpático?" me pergunto mentalmente o imaginando em uma loja de
lingeries escolhendo uma peça intima em suas mãos. "Oh Anastacia,
francamente para com isso estás me deixando enjoado" o meu subconsciente
repreende. Estava mesmo vendo isso. É ele e eu em trégua é coisa que
dura pouco tempo. A minha deusa parecia desiludida.
— Okay... - encolho os ombros olhando o piano novamente.
— Toca? - ao escutar a
pergunta dele, os meus pensamentos são outros, mais perversos, mas é
óbvio que ele se referia ao piano de cauda ali no canto.
"Deixa disso, Ana" me
repreendo novamente focando os pensamentos no óbvio. "Culpa dele,
somente desse sombras que me faz ser perversa em sua presença" repito
para mim mesma me justificando mentalmente.
— Não, apenas tenho fascínio por instrumentos harmoniosos! - concluo corando um pouco.
Droga para as minhas
bochechas que já estão me traindo. Suas traiçoeiras. Onde tem um buraco
para eu me esconder agora. A culpa é dele, ele me faz ser perversa. Não
era assim, estou me sentindo uma Anastacia renascida das cinzas da
fénix. Onde fica o meu lado inocente? "Christian seu safado" aponto o
dedo de forma imaginária.
— No bilhete que deixou
mais cedo mencionou que quando voltasse íamos conversar. - ele enrijece
no seu lugar. Escondo minhas mãos a baixo da minhas coxas deslizando
discretamente para o lado mais oposto ao seu, antes que se lembrasse de
vir partindo com tudo para cima de mim.
— É verdade! - começa. -
O que fez ontem à noite foi um ato de grande irresponsabilidade. -
"irresponsabilidade?" repito mentalmente. - Se arriscou colocando sua
própria vida em risco e se expôs demasiado ao perigo. - reviro os olhos.
- Não me revire esses olhos, Anastacia! - repreende em tom sério. -
Aquele rapaz estava simplesmente se apoderando da tua fraqueza para a
tomar.
Abro a boca num "O"
quando escuto ele falar daquela forma de José. É óbvio que Christian
interpretará tudo de forma muito errada. José podia até ter sentimentos
por mim que bem sei, mas dai a tentar alguma coisa comigo quando estou
fora de mim? Não, isso não é verdade. Ele jamais faria isso, conheço o
meu amigo. Ele nunca me foi desleal.
— Desde quando uma
massagem é apoderar de alguma coisa? - pergunto desafiadora. - Ele é
meu amigo, Christian! Confio em José! - ele encolhe os ombros me olhando
sério e com uns olhos gelados. - Pelo menos ele tenho a certeza que não
me faria mal! - acabo sendo provocadora ao me levantar sofá.
— Por acaso está insinuando que vou fazer mal para você?
Ele levanta igualmente
por impulso, logo vem me segurando o braço que me faz soltar um arquejo
com a dor. Mas ao contrário da última vez, ele não me solta, continuando
com ela fixa ali apertando.
— Solte o meu braço! -
peço altivando a voz, o olhando séria, mostrar que não o temo, só porque
está tentando mostrar um ar de vilão para cima de mim. - SEU LOUCO,
DEMENTE E DOENTE! - começo a xingá-lo.
Christian aproxima
novamente de mim subindo a sua outra mão pela lateral do meu corpo
criando um curto circuito de adrenalina. Como era de calcular, meu corpo
responde gozando, minha intimidade fica rapidamente húmida.
— SEU LOUCO, DEMENTE E
DOENTE! - começo a xingá-lo. - Devia procurar um médico, sabe? Melhor um
psiquiatra, porque suas atitudes são de um esquizofrénico.
— Vou mostrar quem é o esquizofrénico aqui, srta. Steele! - ele aproxima a sua nuca da minha,
desvio a cabeça negando que me beije. Repuxa por meu rosto entre seus
dedos assim que segura meu queixo, me obrigando a olhá-lo direto nos
olhos cinza brilhantes de luxúria. Mantenho a minha postura durona, não
posso descer a máscara só porque ele pensa que esse joguinho me atrai.
— Não tenho medo de si,
me solte imediatamente! - bato o pé firme contra o seu. - Solte já! -
afirmo novamente me acendendo interiormente em um fogo que arde e
queima.
Ele desce a mão do meu
queixo até ao outro braço o segurando firme. Me vejo presa, encurralada
entre seus braços fortes, mas faço pressão tal para me libertar deles
quase que em vão, então continuamente piso seus pés cobertos por sapatos
resistentes, mas que fico nas tintas se vão ficar todos pisoteados.
— Sr. Grey! - justo no
momento certo Taylor chama Christian, ele me solta por impulso. Esfrego
meus braços os sentindo em chamas. - Chegou uma encomenda para o senhor!
- Taylor avisa com uma caixa na mão.
— Leve para o meu
escritório! - ordena e depois me olha. - Ainda não terminei! - avisa com
entoação séria me querendo deixar intimidada.
— Mas eu sim! - o
contrario. Christian vê-se novamente sendo desafiado e me olha com um
olhar demente. - Até mais! - dou as costas para ele, mas teimoso me puxa
pelo braço invadindo minha boca com a sua em urgência, mas dou um tapa
estalado de deixar marcas dos meus dedos em seu rosto e o olho irada.
Não importa se iria ficar furioso comigo ou não, isso deixou de ser algo da minha conta, pois chega para mim.
Gostaram?
Anastacia precisou de colocar para fora de alguma maneira a sua insatisfação, talvez não do jeito de que muitos ficaram esperando, mas não posso agradar todo mundo, não é? Eu tento, é certo, mas sei que a mensagem fundamental eu passo. :)
Digam o que acharam da briga. Comente e deitem para fora a vossa opinião.
Beijinhos e até ao próximo, Lucy.
Anastacia precisou de colocar para fora de alguma maneira a sua insatisfação, talvez não do jeito de que muitos ficaram esperando, mas não posso agradar todo mundo, não é? Eu tento, é certo, mas sei que a mensagem fundamental eu passo. :)
Digam o que acharam da briga. Comente e deitem para fora a vossa opinião.
Beijinhos e até ao próximo, Lucy.

Comentários
Enviar um comentário