Start Again a New Chance for Love - Capítulo 4
Pov. Christian Grey
Na frente do espelho me
preparo usando uma roupa menos formal. Substituindo o terno e gravata
por uns jeans escuros, camisola pólo branca e casaco de couro marron.
Definitivamente não me sentia a mesma pessoa, muito embora a roupa não
fosse o elemento que me separa do "eu" para o CEO que sou. Ambos somos a
mesma pessoa, para circunstâncias diferentes.
Ao descer as escadas a
senhora Jones veio até mim com um sorriso simpático em seus lábios. Ela
sempre fora uma governanta prestável, recorrendo a um tipo de serviço
silencioso e nada incomodo, já que se fazia respeitar por todas as
minhas regras sobre ter aquele máximo cuidado em não incomodar quando
estou ocupado, quando simplesmente me tranco no meu quarto dos jogos e
em não mexer nas minhas coisas que tinha no escritório. Sim, também
trabalho através de casa, até porque alguém como eu nunca se desliga de
trabalho. Estou sempre ativo 24 horas por dia, menos ao final de semana,
é claro. Sendo que o disponibilizo somente para ficar com as minhas
submissas.
— Senhor Grey o que deseja para jantar? - pergunta me olhando de cabeça erguida, uma vez que era ligeiramente mais baixa.
— Não irei jantar,
senhora Jones! - respondo. - Mas se preparou alguma coisa, deixe no
freezer! - arrumo o iPhone dentro do bolso interno do casaco de couro.
Ela assente com a cabeça afastando para o lado oposto ao meu.
Taylor me aguardava na entrada do apartamento já tendo a porta do elevador aberta para nós.
— Taylor! - falo num
cumprimento ao entrar dentro da cabine. Ele me olha ereto. - Não irei
precisar dos seus serviços, está dispensado! - ele acena com a cabeça
dando um passo para trás deixando as portas do elevador se fecharem
comigo dentro.
Se tinha coisa que me
fazia sentir muito libertador, era poder sair por ai dirigindo meu
próprio carro, na minha própria velocidade, sem preocupar com as infracções que podia cometer. Visto que dinheiro não é uma questão
preocupante para um homem bilionário como eu. Então, podia pagar
qualquer tipo de multa sem pensar duas vezes.
Parando junto ao térreo
dei uma olhada na minha vasta colecção de carros e acabei escolhendo o
meu Audi R8 Spyder cinza, sendo sempre recorria a essa escolha por ter
uma comodidade diferente de todos os outros, apesar de serem muito bons é
claro. Mas sempre tenho aquela preferência. Ao entrar dentro do carro
envio uma mensagem para Elena a marcar um lugar do qual pudéssemos nos
encontrar para jantar, já que não iria até ao seu apartamento por razões
óbvias.
Me encontre no Space Needle! Estou saindo
— Christian Grey
Em menos de dois minutos
e meio já entrava em plena estadual cinco ultrapassando alguns outros
veículos para chegar no lugar combinado a tempo de cumprir meus
horários, pois se tem coisa que não suporto, é chegar atrasado, ou
deixar alguém me esperando.
Acabei de chegar, Christian
— Elena Lincoln
— Elena Lincoln
Pude ver a mensagem de
Elena cair, já que deixara o meu iPhone bem à vista. Entretanto a isso
encontrei uma vaga no estacionamento. Quando sai pude perceber uns
faróis ligados na minha direcção fazendo sinais de luz. Elena estava ali,
deduzi rapidamente com um aceno de cabeça guardando as mãos nos bolsos e
caminhar na direcção dela.
— Christian! - a minha
amiga me cumprimentou ao sair do seu carro. Elena continuava igual à
ultima vez em que a vira. Loira e altamente atraente para uma mulher
madura da sua idade. - Como tem passado?
— Muito bem, Elena! - respondi.
Sem delongas me ofereci
para acompanhá-la até ao interior de um elevador da grande torre do
Space Needle, já que bem no cimo existia um ótimo restaurante giratório
chamado SkyCity, onde podíamos deslumbrar de uma ótima vista de toda a
cidade de Seattle.
— E Leila? - Elena
pergunta assim que entro junto com ela dentro da cabine, éramos apenas
nós dois. - Ela já demonstrou algum tipo de afecto?
Escutar as suas
perguntas me levavam a pensar que Elena tinha algum poder sobre mim,
como se pudesse ler em meus olhos o que estava se passando entre mim e a
minha submissa.
— Leila tem vindo a se
revelar um verdadeiro problema! - digo sem rodeios chegando no cimo da
torre. As portas se abrem. - Ainda hoje falei com o Dr. Flynn acerca
desse assunto. - me explico procurando um lugar para que pudéssemos
sentar. - Não sou um homem para namorar, Elena. - digo recordando a
conversa mais cedo no consultório do meu terapeuta. - Sou um homem que
domina, sou sádico... - aquelas últimas palavras saem mais num sussurro
para que só ela me escutasse. - Vou ter que suspender o contrato!
Um empregado nos indica
uma boa mesa, apesar de ter a certeza do que queria, mas acabo aceitando
a sugestão sentando junto ao longo e gigante vidro. É nos entregue os
cardápios, dou uma olhada rápida sobre a lista do menu e entrego
novamente o cardápio ao empregado. Já tinha a minha escolha pensada,
incluindo o vinho, um delicioso Sancerre. Sempre escolhia o mesmo, fosse
em que restaurante entrasse. Elena rapidamente seguiu no mesmo gesto
aceitando a minha sugestão de jantar, incluindo o vinho. Novamente
sozinhos, pudemos retomar o assunto Leila, agora com mais calma e sem
interrupções.
— Nesse caso se ela não
está correspondendo aos acordos do contrato deve realmente suspendê-la! -
ela concorda repousando os cotovelos sobre a mesa me olhando. - Mas
espere... - Elena faz uma pausa ficando pensativa e ergue a sobrancelha.
- é sexta-feira, não devia estar com ela? - pergunta.
Aceno que sim com a cabeça. - Ok, já percebi! - sorrio breve com o seu entendimento rápido.
Nosso jantar correu
melhor que esperado, Elena acabou me dando uma pequena ajuda com uma
pesquisa personaliza de outras candidatas a submissas seguindo sempre os
meus parâmetros importantes. Já que só aceito mulheres morenas, de
aspecto pálido e frágeis.
Tenho a confessar que
algumas dessas candidatas eram muito apetecíveis, inexperientes diria,
outras mais maduras assim como a minha antiga Dominadora. Mas como tal
acabei não tomando decisão alguma, não pedindo a nenhum dos meus
funcionários para entrar com alguma busca detalhada da vida privada
delas. Já que tenho sempre um dossier de todas as minhas submissas. Em
primeiro lugar precisava de resolver o meu problema com Leila e ficar
livre para uma nova busca. Para iniciar desse modo um novo ciclo de
experiências sexuais prazerosas.
Estando pelos digestivos
e porque Elena me havia dado uma pausa para ir no toilette retocar a
maquiagem, busquei o iPhone de dentro do bolso interno e corri a lista telefónica com uma breve passagem do dedo indicador. Liguei para Elliot,
só que ele não atendeu a minha ligação.
Provavelmente estaria ocupada
pegando mais alguma garota por ai, dado que ele o fazia desde que me
recordava de nossas conversa em casa dos nossos pais. Éramos muito
diferentes nesse aspecto.
— Christian! - Elena me
toca no ombro. Viro para olhá-la. - O que pediu? - pergunta estreitando o
olhar na minha bebida. Estava tomando um whisky escocês, já que era
uma das minhas bebidas digestivas prediletas.
— Whiskey! - digo. Rapidamente levo o cálice aos meus lábios os molhando com o toque frio dos cubos de gelo.
Quando já não estava à
espera e porque o mais provável era sair ignorado pela ligação de antes,
Elliot estava ligando. Eu podia ver seu nome gravado piscar na minha
pela do aparelho e primi pedindo licença para atender.
— Elliot! - falo colocando de lado as meras formalidades, afinal estava em família.
— Christian! - responde
ele num cumprimento. - Aconteceu alguma coisa? Ficou cansado de brincar
de big boss? - podia escutar uma risada baixa de fundo no outro lado da
linha.
— Está tudo ótimo com os negócios! - digo acompanhando com o olhar um par de morenas.
Podia simplesmente
imaginá-las nuas, presas e chibatá-las para obter meu próprio prazer,
meu próprio gozo. Porque iria gozar com toda a certeza só de as vezes
melosas, tendo orgasmos e gemendo gostoso e implorando para que as
pudesse penetrar de uma vez, acabando assim a tortura.
Mas a piada está
que amo torturar minhas submissas. Sou eu posso castigá-las, as
proibindo de gozar até nova ordem. Puni-las sempre que me desobedecem.
Porque esse meu lado sádico me domina.
— Christian? - sai de um transe de pensamentos esfregando os cabelos ao escutar Elliot me chamando.
— Estou aqui! -
pigarreio olhando para Elena com um sorriso torto. Pego o meu cálice o
agitando entre os meus dedos com o restante líquido. - Onde está?
— Estou próximo de uma
boate, porquê? Não me diga que está afim de cair numa balada! - aquele
comentário desnecessário do meu irmão caiu bem fundo ao tomar um trago
de whisky e repousar o cálice sobre o balcão bem como uma nota larga
para pagar.
— E se estiver? Acha que
fiquei velho para isso? - tento soar irónico, até para mim mesmo que
não era dado a esse determinado tipo de coisas tão vulgares.
Mas hoje em particular
estava desejando "matar" a rotina, nem que fosse para castigar um pouco
Leila que estaria me aguardando em meu apartamento na certa.
Despedindo de Elena,
acabei pegando o endereço do lugar com Elliot que enviara uma mensagem
com as coordenadas para eu colocar no GPS. Correndo a cidade, pude
perceber que a estrada era quase toda minha, eram escassos os carros que
corriam lado a lado comigo numa competição cerrada.
Chegando, a primeira
coisa que fiz foi procurar meu irmão ao meio de uma imensa multidão que
aguardava entrada na boate. Já eu, Christian Grey não precisava de
aguardar para entrar. Fazia sempre parte da "Guest List" onde quer que
fosse. Elliot logo apareceu sozinho, o que era estranho, já vivia
rodeado da mulherada. Diferente de mim que sempre fora mais discreto e
da minha vida nunca ninguém sabe nada.
— Vamos entrar? - ele
pergunta elevando a voz ao súbito burburinho junto a nós. Pois podia
escutar umas garotas elogiar minha bunda ao qual não deu para conter um
sorriso torto. Era delicioso só de escutar.
No interior da boate
haviam alguns lugares desocupados que tomei a dianteira de ocupar
sentando. Uma gentil ruiva nos serviu umas bebidas como cortesia da
casa. O DJ passava música eletro dance para que muitos dos casais, seja
eles homo ou hetro dançando numa pista imensa.
— Eu falei que esse
lugar era legal! - Elliot fala, mas estava mais focado em seguir um par
de garotas que entra naquele instante.
Uma delas era loira, a
outra morena. É claro que a loira não me interessava para nada, já que
não quero loiras como submissas e sim morenas. Quanto a isso sou muito
claro em relação ao meu gosto.
Só desejo morenas, pálidas e frágeis.
Aquela morena banhada
pelo led da luz do holofote olhou, parecia me encarar. A encarei
igualmente a despindo apenas com um olhar. Ela era a perfeita substituta
que procuro para Leila. "Eu quero-a" penso comigo mesmo cruzando a
perna sobre o joelho a continuando a seguir até ao balcão.
— Elliot! - lembro de
chamar meu irmão. - Por acaso não está afim de beber outra coisa? -
pergunto sem o olhar, afinal estava mais interessado em manter minha
concentração naqueles olhos azuis que me pareciam observar toda a vez
que seu rosto apontava na minha direcção como se estivesse enfeitiçada
por mim.
— Mas ainda tem bebida
em seu copo! - diz ele me olhando, pois podia sentir seu olhar queimar
em mim. - Há... - ele percebeu olhando no mesmo foco que eu, pude ter a
certeza. - Claro!
Caminhando com a minha
pouse intimidadora lado a lado ao meu irmão, não consegui nunca largar o
meu olhar daquele rosto, que a cada passo meu parecia ficar mais rubro.
Ela certamente se sentia intimidada com minha presença, esse era o tipo
de sensação que crio em toda a mulher. Mas é isso que eu quero. Eu amo
intimidar as mulheres do qual possuo. Demonstrar para elas quem é que
manda, quem é o mestre.
Elliot se separa de mim
quando aproximo do balcão, procurando puxar assunto com a loira que
fazia companhia para a bela morena que mordia o lábio inferior nesse
momento. "Oh minha linda, não morda o lábio" penso com uma coceira
imensa na palma da minha mão, mas tento manter a postura diante seus
olhos curiosos. Afinal não fica bem assustar no primeiro encontro, muito
embora não seja o tipo de homem que sai por ai sendo romântico e
carinhoso.
— Posso lhe oferecer uma bebida? - pergunto debruçando no balcão virado para ela.
Gostaram? Acham que Anastacia vai aceitar a bebida de Christian?
Vamos lá minha gente soltem vossos comentários, quero saber o que vocês estão pensando.
Vamos lá minha gente soltem vossos comentários, quero saber o que vocês estão pensando.
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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