Start Again a New Chance for Love - Capítulo 8
Em frente a zona do
check-out, lado a lado com Taylor me fazia aguardar pela chegada de Mia
que segundo podia consultar no meu relógio de pulso, ela estaria
chegando, melhor pousando. Algumas pessoas começaram a andar até à zona
interdita, os primeiros desembarques haviam começado. Pude observar
alguns rostos sorridentes saírem dos imensos túneis vindo de encontro
aos saudosos braços dos familiares, amigos ou simplesmente caras metade.
Nesse rodopiar de sensações de afecto, carinho e saudade, vi a minha
irmã se destacar entre algumas daquelas muitas pessoas. Mia estava tal e
qual a última vez que lembrava dela, morena e baixinha.
— Hey Christian! - fala
ela me dando um abraço de me deixar completamente perdido, porque sempre
precisava agachar para corresponder em completo. - Como é tão bom
voltar a vê-lo! - sorrio torto afastando a minha caçula com as mãos para
observá-la melhor de alto a baixo. - Alguma novidade? - pergunta.
Taylor pega as suas malas retribuindo um breve aceno. Ofereço meu braço a
Mia.
— É muito bom também
voltar a vê-la, minha querida irmã! - digo dirigindo para a saída com
Taylor nos seguindo bem atrás, pois podia escutar o som dos seus passos
com grande clareza. - Bom se está falando em relação a namoradas, digo
que continua tudo do mesmo jeito! - Mia faz uma careta revirando os
olhos com minha constatação direta e clara.
— Você não toma jeito,
Christian! - ela cucuta o meu braço. Reajo por instinto descontraído em
seguida. - Devia arrumar uma namorada do qual cuidasse de si, de o
alimentar. Dar uma família! Essas coisas tão necessárias, sabe?
Aquela conversa toda me
dava uma grande vontade de rir. Mia realmente havia crescido imenso ao
passar essa larga temporada fora das saias de nossa mãe, já que até
alguns meses atrás ela só pensava em estoirar o cartão de crédito em
compras, sair para baladas e namorar um rapaz por cada estação. A minha
caçula está mesmo crescida. Estou até me sentindo o mau da fita agora.
Imaginem se ela conhecesse o meu lado sombras.
— Mia, estou muito bem
assim. Não tem que se preocupar tanto comigo! - digo ao chegar no carro.
Taylor abre a porta para nós, após arrumar as malas na bagageira. - Mas
me fale, como está Paris? - tento mudar de assunto, de forma a
distraí-la. - Sei que continua com a torre Eiffel! - ela ri com a minha
observação óbvia.
Taylor fecha a porta
assim que nos instalamos nos bancos traseiros do Audi, dando a volta
pelo lado esquerdo como sempre para entrar no lugar de motorista. Em
menos de 3 minutos estava pegando a interestadual.
— Igual à última vez que
você foi me visitar! - diz ela apanhando os cabelos num coque
impecável. Até os seus cabelos além de mais bonitos e brilhantes, haviam
crescido bastante, já que passavam do ombro. - Talvez na próxima vez
que fores para me visitar já tenha um namorado para te apresentar. -
ergo a sobrancelha de forma muito surpresa. Mia, minha irmã, namorado?
— Como é? - pergunto
pigarreando quase não evitando espanto em minha voz grossa. - Não
mencionou nada disso na nossa última conversa no Skype. Mia quem é o
cara! - exijo saber, uma vez mais o meu lado controlador estava tomando
posse de mim. Simplesmente não dava para silenciar.
— Calma, Christian! -
ela ergue ambas as mãos abrindo bem os olhos num estado tal que diria
que ficara assustada com minha súbita reacção. "Acalma, Christian" penso.
- Nesse momento sem namorado! Sem compromisso! - esclarece. Recupero
logo o ar que havia perdido dos pulmões. - Mas tenho uma novidade muito
boa para ti, irmãozinho! - muda novamente de assunto, até nisso ela era
ótima. - No final desse curso, vou voltar para Seattle!
Aquilo era uma surpresa
inesperada para mim, certamente que para os nossos pais igualmente, a
menos que eu tenha sido o último a saber, ou estaria sendo o primeiro.
Se tratando de Mia tudo é tão incerto. Se tem alguém na família que é imprevisível, esse alguém é minha irmã.
— Pensei que ia ficar o
resto da sua vida na Europa! - digo. - Não me diga que já cansou de ser
uma turista... - deduzo, mas estava apenas tirando um pouco de graça com
ela.
— Amo a Europa, irmão. -
responde cruzando a perna de forma muito elegante focando seu olhar
completamente em mim. - Só que sinto muito falta da família. De ti, do
Elliot, da mãe, do pai... - entendo bem esse lado. - Mas a minha ideia
não é voltar para ficar na casa dos pais, tal como tu, quero ter meu
próprio apartamento! Minha própria vida! Ser dona do meu nariz!
Faço uma expressão de admiração. Era muita coisa nova para uma Mia apenas.
Será que a minha irmão
foi trocada por alguma sósia? É, isso explicaria a súbita mudança de
ideias. Daqui a pouco só falta falar que mudou de curso que ao invés de
cursar design de moda, está cursando culinária.
— O curso ainda é o
mesmo? - juro que precisei mesmo perguntar. Estava muito curioso, até
esse lado, Mia desperta em mim. Cara, essa garota faz tudo de mim.
— Mas que pergunta é
essa? - ela leva a mão ao peito se fingindo de ofendida. - Óbvio que
sim, seu bobo! Mudei, mas não tanto assim... okay?
Okay, mensagem recebida. Essa é minha irmã, ninguém a trocou por engano.
Taylor abranda a
velocidade do carro. Olho para fora nesse instante e avisto a entrada
nos portões da imensa mansão dos Grey. Lugar onde eu havia crescido
enquanto criança, vivera minha infância e adolescência.
— Estamos chegando! -
digo com um sorriso honesto. - Não irei entrar, Mia! - aviso antes que
ela tivesse alguma ideia infeliz de me puxar para fora do carro em
direcção à casa e me obrigar a ficar, porque se tratando da minha caçula
tudo é possível.
— Como não? - ela faz um
bico quase irresistível. - Christian! - ela faz uns olhinhos, precisava
resistir aquilo ou ira quebrar meus planos sem que essa fosse a minha
intenção.
— Hoje tenho
compromisso! - precisei revelar. Ela se anima toda pronta para
argumentar alguma coisa que bem pude perceber. - Negócios! - salientei
para tirar qualquer tipo de ideia subjectiva. Mia perde o sorriso. -
Prometo compensá-la em outra altura, sim? Aliás quanto tempo pensa ficar
instalada por Seattle? - pergunto, antes que ela pudesse sair batendo
pé amuada. Pois isso se não estou em erro, ela não perdeu de certeza.
— Uma semana, duas...
ainda não pensei! - diz pensativa me deixando um beijo inesperado sobre a
bochecha. - Se cuide, e vê se não fica muito grudado no trabalho, sim? -
aceno com a cabeça em confirmação ao seu pedido.
Taylor pega as malas de
Mia e as leva para o interior da mansão. Enquanto espero, dou uma olhada
na tela do iPhone, sem mensagem de Anastacia. Como será que teria
corrido a entrevista? A pulga começa mordendo atrás da orelha, queria
muito saber.
~*~
Pov. Anastacia Steele
Tal como a última
entrevista, ia continuar na espera por um resultado positivo. Apesar de
ter corrido bem, ainda não me sentia muito confiante que iria ficar com o
lugar. Mas por outro lado pensando melhor e porque em três entrevistas
que havia ido nessa semana, essa era provavelmente a única em que me
sentira à vontade. O editor, Jack Hyde, fora muito atencioso comigo,
fiquei logo com a impressão de que estava gostando de meu empenho, será
isso bom? "Anastacia não viaja, lembre que antes de pegar um voo dessa
dimensão deve aterrar bem os pés no chão" alerta meu subconsciente me
fazendo cair em queda livre. A minha deusa parecia perdida me olhando
igual criança que perdeu o pirolito em alguma esquina.
Regressando e porque meu
relógio dizia que estava com tempo de sobra para algumas "corridas"
dentro do apartamento, porque ainda tinha muita coisa para deixar
arrumadas. Já para não falar que Christian me convidara para jantar.
Convidara não, ele praticamente me estava obrigando, já não aceitara a
minha negação. "Está mesmo na cara que fora criado sem escutar um não em
toda a sua adolescência" penso carregando no botão para subir dentro
elevador. O meu celular estava dentro de minha bolsa, quando o escuto
tocar. Não consigo evitar o impulso e acabo revirando os olhos, pois o
meu primeiro pensamento vai direto para aquele homem convencido e
mandão. "Já entendi a mensagem que não aceita não" resmungo mentalmente.
Porém cai logo um
arrependimento quando percebo que a ligação que surge no visor é de José
e sorrio. Era o meu amigo, provavelmente surgindo na hora certa. "Há,
José leu o meu pensamento" digo mentalmente fechados os olhos por
segundos e o atendo sem demoras.
— José! - não consigo evitar minha voz animada. - Como está?
— Estou muito bem! - diz
ele. - Está livre hoje? - a sua pergunta me faz arquear ambas as
sobrancelhas de forma derespeitosa, porque ia contrair um certo alguém.
Mas e dai? Não sou propriedade de ninguém. Sem namorado, uma mulher
livre.
— Por acaso estou sim,
estou chegando no apartamento e estou só preciso deixar a bagunça do
quarto mais arrumadinha! - comento imaginando o quanto deixara tudo de
pantanas. Escuto logo uma risada divertida de José do outro lado da
linha.
— Não quer aproveitar esse entusiasmo todo para arrumar o meu também, Ana? - rio com o seu pedido tão brincalhão.
— Oh não, imagina! -
continuo gargalhando. Era tão divertido falar com o meu amigo. O nosso
contato é tão desinibido. - Ainda acabo perdendo todo o seu material de
fotografia e já imaginou o escândalo! - exagero um pouco. - Depois sem
exposição!
— Pois, entendo muito
bem como são vocês, mulheres! - levo a mão ao peito muito teatral,
embora ele não me pudesse ver. - Quanto tempo para ficar pronta, Cinderela?
Saio da cabine assim que o elevador para, e fico um pouco pensativa. Tinha que fazer um calculo ao tempo pensando comigo mesma.
— Uma hora sem erros! - digo não estando muito longe da verdade. - Me pega aqui?
— Sim, dentro de uma hora na entrada do edifício! Até, Ana!
Assim que desligo, corro
apressando a minha procura da chave dentro da imensa bolsa. Oh não,
vocês nunca aparecem quando estou querendo me apressar. Mas é ai que
lembro de tudo o que tinha que fazer antes da dita hora. Tinha uma hora
sem erros para estar pronta, linda e maravilhosa. Com tomar banho
tomado, roupa legal, cabelo arrumado. "Espera? O que vou vestir? E
Christian?" a minha cabeça começa a dar um nó. "PARA COM ISSO,
ANASTACIA" o meu subconsciente me dita uma ordem gritante de me deixar
com os olhos em bico. A minha deusa se esconde de baixo da cama com
medo.
Tão perdida pensando no
que havia de vestir, escuto um toque de mensagem no meu celular, olho
para ele pensando que podia ser de José esquecendo de ter mencionado
algo. Mas não, a mensagem não era dele e sim de Christian. Rapidamente
abri para ler. Afinal estou curiosa para saber que mais ele tem a dizer
nesse momento.
Anastacia como correu a entrevista?
— Christian Grey
— Christian Grey
Mordo o lábio inferior
zanzando ali entre a porta do apartamento e os elevadores, sorte que
estava sozinha. Quem me visse fazendo aquelas coisas podia pensar que
era uma tarada em série. "vish" penso digitando em retorno, antes que
ele voltasse a enviar outra SMS, já que ele é bem possessivo, pelo que
pude perceber dessas recentes trocas de mensagens.
Normal
— Anastacia Steele
— Anastacia Steele
Ao ver a SMS sendo
enviada, incido a chave que finalmente me chega à mão sem luta para
abrir a porta do apartamento. Assim entrando, dou com Kate esparramada
no sofá de roube e pijama que bem percebi entre aqueles cobertores, que
não sei de onde ela o havia desencantado, mas de meu quarto de certo que
não.
Pousei a minha bolsa lá
no cabide do lado da porta da entrada e tirando o casaco aproximei da
minha amiga. Dessa vez por muito que não quisesse, eu precisava dela.
Kate era a minha solução. Mas soluções tem que ser pagas, o preço seria
contar que tinha um encontro mais tarde. Vá dois, até porque o de José
também conta, apesar de só estar aceitando para fazer um pouco de
pirraça a Christian, para perceber que não é só estalar os dedos e
pronto. "Estou feita" penso mordendo a língua. Embora, esse detalhe não o
mencionar para ela, antes que viaje demais e Kate ama entrar em caminho
bem apertados.
— Como correu a tua
entrevista? - ela pergunta para inicio de conversa, aquilo era tudo
deixa. "Kate te conheço" penso ao sentar ao seu lado no sofá.
— Há, normal... -
encolho os ombros puxando um pouco de cobertor para cobrir minhas
pernas. - Mas... - antes que pudesse terminar, já ela me olhava super
atenta. Aposto que ia começar toda aquela conversa. - antes que fale
qualquer coisa, eu preciso lhe contar que vou ter um encontro! - Kate dá
um gritinho. Reviro os olhos a essa sua reacção tão previsível. Porque
nada me surpreende.
— Com aquele lindo e
sedutor cara da noite anterior? - ela pergunta. Balanço a cabeça de
forma negativa. Ela franze o olhar para mim. Minha melhor amiga não ia
parar até descobrir. - Então, com quem vai sair? Não me deixe intrigada
assim... - rio com o estado agonizante de como ela fica sempre que as
ideias saem bem ao lado.
— Kate! - chamo fazendo
um biquinho. Ela faz outro igualmente me olhando. - É verdade, preciso
admitir! É um gatinho, mas não é com ele que vou sair! - sorrio torto
imaginando todos os meus planos fluindo com um único intuito de irritar
Christian. - É com José... - antes mesmo que pudesse terminar Kate faz
uma careta de desanimo.
"Ups" penso fazendo uma
careta inocente. Troquei um jantar com um Deus grego por um zé ruela e
nunca me senti tão feliz. "Francamente" o meu subconsciente repreende. A
minha deusa batendo o pé me olhando chateada.
Katherine levantou num
pulo do sofá, mas ao invés de pular para o chão da sala como seria de
esperar, ficou-se pelo sofá de pé, é claro, me olhando de cima como se
pudesse tirar outro tipo de visão. Faço uma careta desajeitada, mas
quando vejo seu gesto, logo me coloco de pé lado a lado com ela.
— O que estamos fazendo
assim? - pergunto confusa. Minha amiga por vezes era estranha, ou sou eu
que não ando nada por dentro dessa coisa de mulher sensual?
— Tu nada, mas eu estou
tentando tirar por pinta a roupa que vai usar daqui a pouco! - ela
franze um olho me olhando de dedo indicador sobre os lábios. - Já sei...
- agarra no meu braço com alguma força, me sinto sendo arrastada dali.
Ambas entramos uma vez
mais no seu quarto. Continuamente bagunçado, mas isto porque Kate era um
problema no que diz respeito a deixar tudo arrumado, principalmente
quando acorda tarde e más horas. Sento na barra da cama olhando o
espelho na frente, ela logo aparece com uns três vestidos, todos eles
completamente diferentes. E pegando um a um me mostra.
O primeiro era um
vestido curto e em tonalidades de salmão, uma saia travada com tomara
que caia. Acho que ia me cair que nem uma luva, perfeito. Já o segundo
era mais longo e brilhante, talvez demasiado formal e não me ia sentir
nada bem assim na frente de José. Aliás ele me conhece por usar roupas
mais simples, menos abusivas, mas o closet da minha amiga é tudo menos
abusivo. Por outro os meus pensamentos voam até Christian e sobre como
seria vê-lo bater de frente com o meu fora, na verdade queria só ver a
sua reacção quando me visse chegando com José. Mesmo em cima do tempo.
Olho para o terceiro vestido que Kate puxa, era um vestido em tonalidade
de ameixa, também perfeito, mais largo, sem mangas, e com decote nas
costas e na frente bem generoso.
"Deves apostar no
vestido que fará o homem ficar com os olhos em bico" o meu subconsciente
aconselha, eu tinha a plena certeza que muito malicioso. Por sua
vontade até nua eu estaria perfeita para me exibir. A minha deusa estava
caindo de cabeça em um banho de pétalas de rosa vermelhas se perfumando
toda, diferente de à pouco, talvez ainda esteja sonhando com Christian,
não sei.
— Há, não sei mesmo qual
escolher! - faço uma expressão perdida. - Amo o vestido salmão, mas
também amo o ameixa! - suspiro rendida. - Qual escolheria em meu lugar? -
pergunto direccionando o olhar a Kate. Ela era a única pessoa que podia
desempatar a minha indecisão.
Ela vai de encontro aos
dois vestidos os pegando pela cruzeta e lado a lado ao seu corpo ela os
expõe um de cada vez na frente da silhueta avaliando as diferenças no
espelho. Provavelmente tirando uns pós e contras de um para o outro. Ai
se vira para mim com um olhar que pude deduzir mistério e fiquei ainda
mais intrigada. Kate quando queria sabia muito bem como me deixar ainda
mais perdida.
— Então, qual? - insisto começando a ficar bem nervosa, mais do que queria.
— O ameixa é perfeito! -
abro a boca surpresa e os meus olhos caiem nele o imaginando em mim.
Ele realmente era bonito e iria cair na perfeição. - Ana deixe de
preconceito! É gostosa, lembra? - como podia esquecer que a minha amiga
me achava toda gostosa? Sorrio o pegando. - Onde pensa que vai? - ela
pergunta me olhando de alto a baixo quando me preparo para sair do seu
quarto. Rodo nos meus próprios calcanhares a encarando uma vez mais. -
Um vestido perfeito, precisa de um sapato igualmente perfeito, querida!
Suspirei e dando uns
passos lentos, porque estava começando a ficar cansada daquela coisa
toda, porque minha amiga sempre leva muito a sério essa coisa de
conselheira de moda. "A culpa é tua! Pediste ajuda, agora aguenta
calada" o meu subconsciente aponta fazendo cara feia. Faço logo um bico emborrado. A minha deusa por outro lado continuava na banheira,
relaxando e brincando com as bolas de espuma no ar. Haja alguém que
esteja curtindo.
Nesse instante e porque
não só ela tinha direito a tirar partido da minha vida, decido perguntar
pelo rapaz com quem ela havia simplesmente sumido, já que mais cedo
fugira ao assunto em três tempos.
— Quem era aquele cara
com quem sumiu? - atrevo a perguntar ao voltar a vê-la aparecer com umas
sandálias lindas e pretas! O salto era bem mais baixo que o sapato da
noite passada. Ainda, porque meu pé não aguentar outra noite de
sofrimento. - Ele era bonito! - elogio só para ver qual seria a sua
reacção.
— Elliot! Elliot é um
gato e manja bem na cama! - abro a boca num "Oh" ao escutar aquilo, mas
rio. Kate era tão desinibida falando de sexo que me habituara fácil,
embora na prática nunca o tenha feito, muito embora pelo que já li, sei
que é gostoso e faz bem demais para a saúde feminina, oh se faz. - E ele
é irmão do cara com quem esteve dançando! - pisquei algumas vezes os
olhos, só sei que as suas sandálias não chegaram a fica seguras em
minhas mãos, elas haviam caído sobre o chão. - Oh Ana! - Kate
repreendeu, mais parecia dona Carla Steele me chamando à razão.
— Espera! - peço
gesticulando com as mãos. Tinha que usar o modo câmara lenta para
entender aquilo tudo, ou ia ficar confusa o resto do dia. - Elliot é
irmão de Christian Grey! Ou seja Elliot é um Grey também... - a minha
dedução era mais que óbvia. Aquilo era como adicionar um mais um numa
adição. - Ele não me falou nada! - levo a mão ao queixo a passando ali
com os dedos levemente.
— O cara doido para
saltar em cima de ti e tu preocupada com o fato dele não ter falado que o
outro era irmão dele? Há, por favor, Ana! - Kate revira os olhos
pegando as sandálias do chão. - Vá se arrumar porque tem José para
encontrar! Só que estou com um feeling que Christian ainda vai levar
você para ver as estrelas!
Faço um beicinho com
aquilo e sem perceber já Kate começa me empurrando para fora do seu
quarto. "Se deu mal" penso marchando para o meu quarto e olhar o meu
lindo ninho de bagunça. "Vamos a isso" penso encarando o desafio.
~*~
Assim que desço encontro
José me esperando e percebo o quanto fica espantado com a minha roupa.
É, talvez tenha exagerado um pouco, ou a culpa é mesmo toda de Kate.
— Ana está um arraso! -
me entrega o abraço, não contenho um sorriso divertido em meus lábios.
Só eu sei o quanto isso me está divertindo por dentro?
— Obrigado, José! -
deixo um beijo na bochecha do seu rosto. - Vamos logo antes que a espia
da Kate se fiquei olhando lá de cima. - José olha para o alto e o
empurro para irmos logo, queria atrasar, mas não tanto.
Gostaram?
Quero saber vossa opinião em relação a Anastacia aceitar o convite de José e deixar por conseguinte Christian "meio" plantado.
Acham que ela está no caminho certo?
Digam o que estão pensando, eu quero saber vossas opiniões.
Até ao próximo capítulos, Lucy.
Quero saber vossa opinião em relação a Anastacia aceitar o convite de José e deixar por conseguinte Christian "meio" plantado.
Acham que ela está no caminho certo?
Digam o que estão pensando, eu quero saber vossas opiniões.
Até ao próximo capítulos, Lucy.

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