Start Again a New Chance for Love - Capítulo 12

Ao sair do elevador, sigo direto para o meu escritório ignorando a presença de Taylor ao me ver entrar sem dirigir palavra. Na verdade, a minha maior prioridade nesse momento era verificar a caixa de entrada do e-mail e ver se ela se havia dignado a responder.
Em meu escritório abro a tampa do notebook e acedo rapidamente ao meu e-mail. Continuamente sem resposta de Anastacia. "Oh Anastacia! Está se comportando muito errado comigo" penso ao revirar os olhos e começar a digitar um novo e-mail esperando muito sinceramente que ela se dignasse a responder ou iria passar para o plano B.  
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De: Christian Grey
Assunto: Porque não me responde ao e-mail?
29 de Março de 2016 10:45
Para: Anastacia Steele

Onde está?
Porque ainda não está me respondendo?
Ansioso por notícias

Christian Grey
CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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Fiquei ainda uns bons minutos olhando a caixa de entrada, esperando ansiosamente por uma resposta dela. Mas isso acabou por não acontecer. Frustrado dei ainda mais tempo, já que ia tomar um duche, precisava colocar as ideias no lugar e talvez esse fosse o tempo necessário para ter o click e Anastacia me dignar a oferecer retorno. Lá no fundo podia estar ocupada. Mas não tem nem dois minutos dos seu tempo integral para me responder?

Subo as escadas passando por sra. Jones que as desce com um cesto de roupa para lavar. Ela estreita o olhos no chão, talvez percebendo a minha falta de humor para uma manhã de domingo. Ao entrar no meu quarto sigo para o banheiro e encaro o espelho algumas vezes cheio de questões na minha cabeça. "Será que ela levou mesmo a sério o fato de sumir?", "terá ela quebrado a conduta do termo de confidencialidade e contado tudo para a sua amiga?" ou "estará me ignorando apenas por divertimento?". Balanço a cabeça me negando aceitar tais hipóteses ao pegar na máquina de barbear e começar a retirar os pelos da minha barba recém crescida. Só então entrar num banho quente e relaxante, já que sentia meus músculos demasiado tensos. Estava tenso, ela me deixa assim. Extremamente tenso.

Talvez mais relaxado, confiante, porque havia dado tempo e espaço, desço as escadas de encontro à cozinha para pegar café, já que uma boa dose de cafeína sempre me ajuda a fica mais relaxado. Feito isso volto novamente para o interior do meu escritório, me trancando para não ser perturbado. A tampa do notebook estava aberta, mas a luz do visor suspensa. Passo o dedo indicador sobre o mouse e encontro uma mensagem, numa nova mensagem. Ai começo a sentir o sangue a latejar em minhas mãos ansiosas de uma coceira tal, porque tinha que punir Anastacia de alguma forma, por me fazer esperar tanto, por me desafiar com tanta audácia. Acabo verdadeiramente desiludido ao perceber que a mensagem que ansiava era de Mia, minha irmã. "Droga" penso revirando os olhos, pois não era quem estava esperando.

— Você está me deixando louco! - falo num murmúrio levantando da frente da secretária, caminhando para a janela a observar aquela panorâmica pensativo. - Se pensa que vou desistir fácil, está muito enganada! Christian Grey nunca desiste! - estreito os olhos a uns carros que cruzam avenida.

Dois toques se escutam na porta, olho de imediato nessa direcção. Quem ousa me perturbar numa hora como essa? Taylor sabia muito bem que não gosto de ser perturbado quando me tranco dentro do escritório, a sra. Jones igualmente porque já está avisada. Não estava percebendo. Vou até à porta a abrindo e deparo com Taylor com o telefone na mão.

— Senhor! - estreito os olhos nele quase o fuzilando, aquele era o meu modo de mostrar o quanto estava insatisfeito com sua interrupção indisciplinada. - Não estaria perturbando se não fosse urgente! - diz ele em justificação ao meu olhar sério. Pego o aparelho da sua mão. - Com a sua licença! - ele afasta de mãos atrás das costas.

Levo o aparelho ao ouvido ao fechar novamente a porta para lá e usando o meu tom formal atendo a ligação.

— Christian Grey! - estreito os olhos ao ouvir um murmúrio baixo do outro lado da linha, pois podia reconhecer aqueles sons muito claramente e só tinha um lugar onde aquelas vozes se misturavam imenso. Na mansão Grey.

— Filho! - fico surpreso ao escutar a voz do meu pai. Carrick não era homem de me ligar. Os nossos assuntos sempre eram retratados através de e-mails ou vídeo conferências. - Como está? Sua mãe está desiludida! - reviro os olhos sentando na cadeira de frente para a secretária cruzando a perna de forma descontraída.

— Estou bem e o senhor? - respondo olhando a hora no meu relógio Omega de pulso, era quase meio dia. - Avisei ela que não ia poder ir ao jantar, mas depois falo com a mãe para resolver tudo. - tranquilizo. Aquilo não era coisa do meu pai. Tinha certamente dedo de dona Grace nisso tudo. - Mas não está ligando para colocar panos quentes por mamãe, certo? - escuto um pigarro do outro lado da linha e sorrio torto.
Óbvio que nós homens Grey sempre temos assuntos mais sérios a retratar. A coisa da minha mãe apenas fora deixa para o meu pai poder falar comigo antes de uma nova reunião na Grey Enterprises Holdings.

— Na verdade estou ligando, porque nessa última viagem que fiz ao estado de Maryland, encontrei com alguns investidores e creio que você vai ficar interessado nessa empresa que conheci em Baltimore. - assinto com a cabeça percebendo onde meu pai queria chegar. Negócios, sempre negócios.

— Certo, então me envie um e-mail com os dados! Quero fazer minha própria pesquisa! - digo ao passar o dedo indicador sobre o mouse. Nada de Anastacia. - Entretanto podemos combinar de nos reunir amanhã na GEH e discutir melhor sobre a uma futura parceria. O que acha?

— Acho uma ótima ideia! Então até amanhã, filho. - meu pai se despede de mim. Desligo a ligação.
Pousando o telefone em cima da secretária, passo logo a digitar um em e-mail para Crystal, minha secretária, avisando de deixar a sala de reuniões preparada para o dia seguinte. Assim que vejo os meus assuntos encaminhados trato de cuidar de outro relativamente mais complicado e que estava dando alguma dor de cabeça e comigo em doido.

Taylor assim que me vê saindo do escritório se coloca a postos lado a lado ao hall da entrada.

— Taylor vou precisar que me leve num lugar! - falo, ele assente carregando no botão do canto inferior direito para chamar o elevador.

~*~

Pov. Anastacia

Cuidando de colocar a roupa para lavar na lavandaria me pego dançando ao som que sai das colunas da sala. Havia colocado um som razoável para fazer as lides do apartamento, já que esse final de semana calhara a minha vez. Entretanto a isso Kate continuava sem aparecer. Talvez estivesse lá com Elliot em algum lugar curtindo uma cama gostosa, ou não.

Tendo a máquina funcionando passo ao estágio seguinte. Tinha que fazer uma faxina na sala, quartos, banheiro e cozinha, é claro. Pego os utensílios necessários na dispensa e quando volto me pego pensando em Christian, no seu e-mail e a maldita proposta. "Não pense mais nisso" digo para mim mesma sob pensamento erguendo uns tapetes e levá-los para a marquise, já que os podia sacudir lá, sem ter o risco de alguém levar com o cotão na cabeça. Se bem que seria divertido.

Voltando à sala escuto o som de uma chave rodar na porta e levo minhas mãos ao peito recendo ser algum assaltante, mas é ai que penso que assaltantes não tem chave do apartamento das suas vitimas. 
Só tranquilizo quando vejo Kate entrar com um sorriso de paisagem. Sorrio igual ao ver minha melhor amiga chegar e sento no sofá bem mais aliviada, mas ansiosa por saber novidades, já que ela passara a noite fora. Kate não me escapas aos detalhes, não sou eu que tenho que falar.

— Bom dia, Aninha! - cumprimenta ela pousando o casaco no cabide da entrada e vir toda em pulinhos até mim se jogando no sofá como se não houvesse amanhã. - Ai Elliot me mata! - comenta ela levando a mãos aos cabelos suspirando em êxtase.

Aquilo se não me engano era um suspiro de paixão. Não, espera minha amiga está apaixonada? Mas já? Assim logo no segundo encontro? Nossa, como Kate é super rápida. Não tem dúvida que relativamente a isso nós somos realmente diferentes.

— Vi que não dormiu em casa! - consto ao me levantar para continuar o que estava fazendo, mas Kate me puxa a mão de forma inesperada. - Há, não... - protesto. - tenho um montão de coisas para arrumar, almoço para preparar e já não é cedo... - ela me corta a deixa.

— Por favor! - implora fazendo aquele ar pidão que sabia que não podia resistir, porque tenho coração mole e sempre me ferro. - Preciso da minha ouvinte agora! - reviro os olhos "ouvinte" repito mentalmente. - São dois minutos do teu precioso tempo.

A pedido dela que mais parecia uma ordem, porque não largava a mão minha mão insistente, sentei a olhando enquanto cruzo a perna. Eu me sentia uma Freud nessas horas em um consultório daqueles que ostentam umas poltronas todas muito chinques e depois com aquelas paredes cheias de livros antigos, uma secretária mogno com um candeeiro igual aqueles da faculdade. Okay, paro de viajar já... Modo aterrando em terra, aterrando em Seattle. "viaja demais, por isso acaba caindo" o meu subconsciente aponta o dedo fazendo aquele ar de troça. Decido ignorar o que ele fala, só para variar um pouco.

— Pode falar estou aqui! - digo recostando as costas junto ao travesseiro fofo.

— Estou super radiante, sabe? - confirmo com um aceno de cabeça, os meus olhos sempre concentrados em Kate. - Elliot e eu nos envolvemos demais... - reviro os olhos não querendo nem escutar os detalhes que sabia que minha amiga iria falar se eu não a travasse primeiro. - Ele é uma delicia na cama, sabe? - pendo a nuca erguendo a sobrancelha. Ela continua nem ai para a minha expressão. - É talvez o primeiro homem que me deixa louca, fico sempre querendo mais e mais. E nunca nenhum cara me deixou assim, ele é poder! Ana ele é poderoso devias só ver!

"Sério Kate?" me pergunto mentalmente. Isso é porque não conheceu aquele controlador Christian Grey que só de o lembrar agora sinto logo uma corrente eléctrica por meu corpo até me sentir ligeiramente húmida. Oh não, gozei de novo só por pensar nele. "Droga, maldito corpo que me trai sempre que escuta Grey".

— Fico feliz por ti! - falo com um sorriso honesto nos lábios, não sabendo que mais falar. Acho que não tinha mais nada mesmo. - Agora estou liberada para continuar a faxina? - pergunto como se precisasse de sua autorização. Ela nem era minha patroa. Ela encolhe os ombros soltando a minha mão, mas continuar ali deitada.

Rio ao vê-la naquele estado tão "poético" e pego num pano para passar sobre as superfícies planas retirando todos os indícios de pó existente, porque havia eu podia ver com vasta clareza todas aquelas partículas na mobília preta da sala.

A música que agora iniciava saindo das colunas de som era Love Me Like You Do da linda Ellie Goulding. Comecei a dançar novamente em bico de pés, é certo, porque precisava de chegar às prateleiras mais altas para passar o pó.

— Mas e tu? - escuto a voz de Kate e desço os pés os sentindo planos agora. - Como correu o jantar lá com o Grey? - pergunta, estava demorando para receber alguma questão como aquela, porque conheço bem demais essa danadinha para saber que ela sempre iria procurar o momento certo para me encher.

Afasto do móvel da tv e a olho repuxando as mangas da camisola velha até ao nível dos cotovelos. Kate havia mudado de posição entretanto me olhando com uns olhos cheios de malícia. Porque ela sempre me tenta deixar corada? Eu não sou safada como ela logo no primeiro encontro. Sou mais romântica, recatada. E depois acontece que ele não é esse cara dos meus sonhos. É demasiado sombras e cheio de gostos peculiares que não encaixam em mim.

— Foi tranquilo e tenso ao mesmo tempo! - suspiro pesado procurando desviar os meus olhos do seus. Ela ia tentar de tudo para arrancar mais de mim, eu tenho a certeza. Só que é ai que lembro que tinha a coisa do termo de confidencialidade e que não podia simplesmente abrir a boca a respeito sobre o que Christian havia proposto e muito menos sobre os seus hábitos sádicos, apesar de não merecer qualquer consideração, porque ser um perfeito idiota. "Não olhes, Ana" penso encarando a janela. - Há... - lembro para fugir. - esqueci de abrir as janelas. - digo correndo para a janela as abrindo para entrar um sol fraco, porque o dia estava realmente mais húmido.

— Ele fez alguma coisa contigo? Ana me conta tudo, sim? Sou sua amiga e estou preocupada a tua felicidade. - ela vem logo com os seus exageros. Preciso revirar uma nova vez os olhos.

— Não, ele não fez nada comigo...

Ai me levo pensando que estava errada, ele tinha feito muitas coisas comigo nessa noite. Coisas de me deixar bem perturbada, de me deixar perdida se não estou errada. Ele havia me beijado na entrada do prédio, de uma forma inesperada e que me senti completamente rendida. Nossa como ele beija bem. Aqueles lábios sedosos, sua língua volátil e experiente invadindo a minha boca com urgência. 

Aquele olhar intenso e intimidador que cria um certo calor de o desejar um pouco mais, porque senti uma corrente quente invadindo meu intimo. Eu tive vários orgasmos pensando nisso na noite anterior. 

Até no banho me havia tocado a pensar nele, no seu corpo, o imaginando desnudo. Não, não, não... ele é um cara cheio de coisas erradas, não é perfeito para mim. Droga, preciso esquecer que o conheci. Preciso me afastar, não quero pensar nele, ou então ele sempre vai vencer e é errado. Ele não merece nada de mim, nada.

— Não aconteceu nem beijo? - questiona novamente. Agacho para pegar o pano que deixo cair da minha mão sem perceber. - Okay, já percebi tudo! - ela conclui rapidamente, mas como? - Estás mexida com ele.... te conheço. - bate palmas animada e vem até mim dando um tapinha na minha bunda. - Ana depois da primeira vez, não vais mais querer parar. - sussurra junto ao meu ouvido como se aquilo fosse um segredo.

— Sério, Kate? - a olho nos olhos com ar irónico. - Não sou sonsa, sim? Já li muito romances e sei como é... - ela ri numa gargalhada gostosa. - Mas aviso que com ele não será assim!

— Sempre dizes a mesma coisa com todos! Quando é que vais dar uma chance a um homem? - ela leva as mãos à cintura me olhando séria.

— No dia que esse homem aparecer e me respeitar! - dou as costas para ela.



Gostaram?
Tem ideia de onde vai Christian com todo esse ar de possessividade em pessoa?
E Anastacia estará começando a se sentir atraída por aquele homem que se vê negando o tempo todo?
Acham que Kate está certa ao questionar amiga sobre dar uma oportunidade a um homem? Homem esse que seja Christian Grey?
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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