Start Again a New Chance for Love - Capítulo 13
A sala estava realmente
arrumada, sem qualquer vestígio de pó. O banheiro limpo e cheiroso,
porque o aroma era de baunilha, meu aroma favorito. E um dos quartos
aspirados, mais precisamente o de Kate, já que deixara o meu para
último. Agora aqui em meu quarto, decido fazer uma pausa ao sentar na
barra da cama. Estava exausta e ainda nem havia tomado o café da manhã,
pois sentia meu estômago revirar às voltas.
Levo os meus olhos de
encontro ao notebook e ele me vem no pensamento. "Não, não posso ceder.
Isso é o que ele quer" digo para mim mesma num pensamento reflexivo. E
viro de costas para a penteadeira como quem tenta ostentar pouse de
corte de relações, literalmente é certo. "Não, não" imploro mentalmente e
respirando fundo dou um pulo para o chão e trato de manter a cabeça
ocupada ao pegar o aspirador e o ligar na tomada. Pelo menos o som dele
me faria ficar com a cabeça cheia, não tão nas nuvens assim nem
Christian estaria lá para me lembrar sobre os seus favoráveis desejos.
"Favoráveis?" me pergunto mentalmente sendo até meiga para definir o seu
gosto sexual ousado e pervertido. Aquilo é doença. Além que merece um
cara melhor em minha vida, muito melhor mesmo.
— O que é Kate? -
questiono. A minha amiga que vem até mim com sorrisos de desconfiar.
Kate nunca faz nada sem segundas intenções. - Já estou vendo... - deduzo
revirando os olhos para o teto. - vai me pedir para passar a noite
fora, porque quer vir com Elliot e querem ter privacidade... - ela faz
uma careta de desapontamento. - tudo bem, eu aceito! Ai pego em alguma
coisa legal e chamo umas amigas do tempo da faculdade faço a... - mas
ela parece ficar desanimada com a minha simpática aceitação. Estaria eu
errada quanto a isso? Teria ela outra coisa para me falar? Não queria
vir com Elliot para aqui? Estaria sendo boa demais?
— Sua boba não é nada
disso, embora seja uma ideia a concretizar em algum dia desses,
obrigado! - ela sorri gostando da ideia pensativa. Franzo o sobreolho.
Kate não existe. - Mas vou direto ao ponto, pois tem um cara gostoso e
lindo lhe esperando na sala. - lindo? Gostoso? Não, Christian! Só me
faltava mais essa nessa hora. - Vem Ana não o deixe esperando! - ela se
apressa a me empurrar na direcção da saída do quarto, mas a travo com os
pés e mãos presas em ambas as laterais.
— Porque abriu a porta?
Podia me ter avisado antes! - falo tentando mostrar ar sério. Minha
amiga não estava entendendo o motivo da minha atitude tão relutante. -
Fala para ele que irei já! E trate de não ficar com o ouvido na porta! -
aponto, ela ergue as mãos rendida saindo em sorriso e formando com
gestos corações no ar.
"Kate sua exagerada e
infantil" penso encarando o espelho da penteadeira. Os meus pensamentos
voltam ao mesmo ponto. "Vai lá e baque a durona! O bote para correr!
Esse cara é tudo menos idiota" meu subconsciente recomenda. A minha
deusa estava esperançosa em me ver triunfar. Talvez imaginando eu e
Christian num paraíso. Lamento minha deusa linda, mas só se for com um
Christian renascido das cinzas.
Após colocar uma roupa
mais decente e porque não queria passar a imagem de garota desleixada,
apesar de não ter interesse na sua opinião, fui até à sala. Ele estava
sentado no sofá de perna cruzada e de olhar fixo em mim. Parecia
zangado, é ele está zangado comigo. Posso sentir o calor do seu olhar
arder em mim. Estou num lugar que é chamado de inferno. "Bem vinda ao
inferno" consigo imaginar essas palavras ecoarem em minha cabeça.
— Srta. Steele! -
cumprimenta com uma voz fria e séria. - Não respondeu aos meus e-mails,
porquê? - questionou com entoação de exigência.
Contudo, não lhe devo
nada, sou livre para responder o que quiser, quando quiser e se quiser.
Embora o mais provável é que seja nunca, já que não está em posição de
fazer exigências. Ele merece só por tomar essa postura comigo.
Mas ele
pensa que é o quê?
O dono da minha vida?
Da minha vontade?
Do ar que
respiro?
— Porque, como deve
calcular tenho uma vida ocupada! - mantive uma certa distância dele
igualmente séria, para ele perceber que não é o único tentando
intimidar.
Não o temia, mas não
queria que ele viesse me tomando novamente em seu braços, me ter em sua
boca, como uma garota fácil de ser domada. Isso não ia acontecer. Ele
está muito errado a meu respeito se assim o pensa. Não sou uma qualquer e
me valorizo acima de qualquer coisa. Até porque Christian não seria o
primeiro a tentar ter tudo de mim. Isso eu estou vacinada e sei muito
bem como o sexo oposto se comporta só para ter o que quer. Lamento, mas
não será todo um charme, dinheiro e palavras carinhosas que vão mudar
minha opinião, ou posição.
— Não tinha nem 2
minutos do seu precioso tempo? - revirei os olhos cruzando os braços,
nem ai para o que ele podia fazer relativamente a isso, já que estou
pronta para revidar de forma grosseira. - Esses olhos, não os volte a
revirar! Você me deixa louco! - precisei rir com aquilo.
"Eu deixo louco?"
pergunto mentalmente controlando horrores para não rir na sua frente.
Esse homem além de sádico deve ter algum tipo de disturbio mental,
talvez sofra de bipolaridade, porque é a única explicação que encontro. E
sua presença aqui? É perseguição. Faz até lembrar um filme que assisti
com Kate em Savannah chamado de Perseguição Implacável e do quanto andei
uns dias muito tensa desconfiada de ter sempre alguém atrás de mim.
Neste momento tenho a plena certeza que tem alguém atrás de mim. Ele tem
nome e é um CEO influente em Seattle. "Droga". Christian Grey o
implacável que não desiste ao ao primeiro não da vida.
— Em primeiro lugar não
fico o tempo todo grudada no celular digitando mensagens e nem em
ligações! - respondo de letra. Ele tem que perceber que o mundo não gira
em torno de sua pessoa. - Em segundo lugar, tenho uma vida! - ele
franze o cenho escondendo a mão dentro do bolso.
— Tão afiada essa sua
língua! - diz ele. Sorrio confiante na minha táctica discursiva, pelo
menos isso herdada de bom da minha mãe. - E não estou falando que deve
ficar grudada o tempo todo no celular, só acho que devia ter me dado
retorno. Um simples retorno, não estou pedindo muito. - pendo a nuca
para o lado nem ai para o que ele queria ou não. A sua vontade neste
momento para mim pouco importa. - Anastacia não me olhe assim, você não
sabe do que sou capaz de fazer... - ele desloca do seu lugar sem
levantar na minha direcção.
Sigo os seus movimentos com o meu olhar fixo no seu. "Não tenho medo de ti!
Não tenho medo de ti!"
repito para mim mesma mentalmente controlando um nervoso miúdo dentro de
mim. Ele para junto a mim, a um escasso espaço. Christian me observa
com um olhar que pude sentir profundamente, o deslizando por meu corpo.
Arrepio, pois aquele seu olhar me intimida mais que quero. Não dá nem
para eu controlar meus estímulos corporais, porque minha intimidade já
estava húmido. "Droga isso de novo?" Porra Christian, seu sombras de
merda.
— Tente revirar os olhos
para mim agora! - fala em tom de ordem, aquilo criou um onda deliciosa
de adrenalina em meu corpo. Minha respiração acelerou um pouco. - Morda o
lábio, quero ver se a sua coragem é pura ou se é tudo divertimento! -
ele volta a ordenar, com uma entoação mais poderosa.
Franzo os olhos os desviando dos dele procurando um ponto de fuga, mas é ai que percebo que
sua mão está depositada no braço do sofá traçando na frente de minha
cintura, a outra nas costas. Salvo seja estou presa a ele, merda. Busco
uma coragem quase inexistente para revirar os olhos na sua frente
enquanto mordo o lábio inferior em maior pouse de não estou nem ai para
ele. Faço o que quero, e se quiser caretas, também as faço.
Só que antes
mesmo que pudesse recuperar a minha postura, Christian toma os meus
lábios para si, repuxando o lábio inferior com os dentes. Arquejo um
pouco e tento controlar o impulso de ceder, mas era tarde demais me
sentia sendo traída por meu corpo cedendo aos estímulos provocantes
dele. "Porra Christian" penso subindo minha mão aos seus cabelos, os
prendendo entre meus dedos. Consequentemente, ele me puxa para o seu
colo. Sinto sua boca invadir mais a minha buscando um caminho para que
sua língua tome como passagem para bailar com a minha numa dança sensual
rápida e investida.
Meu corpo começa a
entrar em espasmos. Não, não, não... de novo não... me nego aceitar isso
de mão beijada. Ele devia estar se divertindo. Christian estava
conseguindo, vencendo a luta contra a minha cerrada postura. Ele devia
estar amando me ver ofegante e com desejo. Um desejo impossível de
controlar, pois seu volume a baixo da minha bunda havia subido
consideravelmente. Contudo, um click em minha mente me fez resistir e
dou um tapa forte em seu rosto e saio de cima dele. Já ele me fica
olhando com desaprovação, como se nunca nenhuma mulher o tivesse feito,
mas é ai que me divirto um pouco mais, por saber que sou a primeira a
fazer a diferença. A mesma que não vai deixar de ser quem é só porque
ele pensa que consegue mudar as minhas ideias simplesmente me
pressionando com sua presença indesejada.
— O que foi isso, Anastacia? - ele fala com uma voz irritada passando a sua mão no rosto corado com marca de meus cinco dedos.
— Isso é o que acontece
se voltar a bancar o idiota possessivo comigo? - respondo de letra
prendendo os meus cabelos num coque. - A propósito sua boca é deliciosa!
- sorrio torto ao provocá-lo, mas só porque era uma visão muito boa
vê-lo sendo rebaixado na minha frente.
Porque não tinha mais
nada para conversar com ele vou até à porta abrindo. Christian me olha
com uns olhos indignados ao levantar do sofá, reviro os meus para ele.
— Vou ficar esperando um e-mail seu! - diz apontando o dedo na minha direcção para me deixar com medo.
Quem ele pensa que é
para me ameaçar? Meu pai? Há sinto muito, mas Ray e eu temos uma relação
muito estável, nunca rolou troca de ameaças. Minha mãe é "paz e amor"
para todos.
— E se não responder?
Vai invadir o meu quarto? - precisei perguntar, nem mesmo que fosse
apenas para continuar a minha provocação.
Christian já havia
passado a linha da porta para o hall dos elevadores, quando me olha
novamente. O olhar cinza havia mudado drasticamente para um cinza
profundo e malicioso que bem percebi.
"Novamente! Droga, mas ele não
cansa de ser tão intimidador, malicioso e perverso?" penso.
— Responda e não dê ideias! - diz com uma voz rouca e séria carregando no botão para chamar o elevador.
— Vou pensar no teu
caso! - preparo para fechar a porta do apartamento, ele trava com o pé.
Droga o pé. - Sim? - olho por cima, queria mostrar superioridade, lhe
mostrar que ele não me dá medo.
Christian não responde, apenas se retira, respiro de alivio, porque aquilo estava me deixando muito tensa, muito mesmo.
— Srta. Steele! - ele se despede entrando no elevador que abre na sua frente.
— Sr. Grey! - o cumprimento em despedida, usando mesmo o tom formal.
Fecho
a porta e me encosto nela. Kate logo aparece com cara de quem quer
saber detalhes, mas me soltando de onde estava encolho os ombros
passando lado a lado a ela, apenas indo de encontro ao meu quarto.
— Então, o que
aconteceu? - ela queria saber vindo atrás de mim até ao meu quarto. -
Ana fale comigo! - pede encostando na parede branca me olhando enquanto
pego novamente o aspirador. - Ana deixe isso, eu termino! - ela afirma.
Acabo não fazendo o que
ela me diz. Carrego no botão para colocar o aspirador funcionando. Kate o
tira da ficha em provocação, pois nunca aceita silêncio como resposta e
reviro os olhos a olhando com um ar de raiva. Apesar de saber que minha
amiga não tinha culpa por me sentir assim. A culpa de tudo se devia a
Christian e sua pouse de CEO respeitado, que no final de contas é um
depravado, perseguidor e intimidador. Não controlei, minhas lágrimas me
trairam descendo pelo canto do olho.
Nunca me senti assim, nunca ninguém
mexeu tanto comigo desta forma. Me fez sentir tanta revolta dentro de
mim. Raiva, porque ele sempre gosta de passar por cima, me deitando a
baixo com o seu olhar. Fraca, porque toda a vez que ele me beija, meu
corpo cede. Corajosa, porque uma vez na vida eu lhe dei um tapa o
colocando no lugar.
— Está a chorar! Ana... -
Kate vem até mim me tomando em seus braços e me apertar contra o seu
peito. Precisava desse abraço, um abraço que me acalma. - Ele te magoou?
- ela pergunta, continuo
sem dar resposta fungando baixo e apertá-la
mais a mim.
Gostaram?
O que acharam dessa visita inesperada de Christian no apartamento de Anastacia?
Acham que ela teve uma boa postura na frente dele ao desafiá-lo de forma ousada? ♥
O que acharam dessa visita inesperada de Christian no apartamento de Anastacia?
Acham que ela teve uma boa postura na frente dele ao desafiá-lo de forma ousada? ♥
Até ao próximo capítulo, Lucy.

Comentários
Enviar um comentário