Start Again a New Chance for Love - Capítulo 11

— A minha virgindade não é uma coisa pelo qual tencione resolver assim só porque você tem vontade! - falo de forma indignada, escutá-lo falar aquilo me cairá bem mal. - Lamento, mas valorizo demais esses pequenos detalhes, então não temos mais nada do que conversar! - dou as costas para ele me dirigindo para o hall da entrada do apartamento.

Contudo, Christian segura o meu braço me impedindo de sair. O olho bem séria, o querendo queimar com o meu olhar, sem qualquer tipo de compreensão para a seu estilo de vida sádico e selvagem. Já não basta me sentir um objeto depois de tudo o que vi, de tudo o que fiquei sabendo? Ele acha o quê? Que me vendo a troco de luxo, de jóias caras ou presentes?

— Por favor, Anastacia! - insiste. Mas qual foi a parte que ele não entendeu que "não", isso está fora de questão?

— Não e não, Christian! - volto a dizer pela não sei qual vez, pois me sinto perdida e cheia de repetir exatamente a mesma coisa o tempo todo. - Está fora de questão aceitar um mundo que não é o meu. Sou uma garota romântica, isso é de longe romance que eu estou habituada a conhecer. - ele revira os olhos como se desvalorizasse minhas palavras.
Okay, ele não quer mesmo compreender, que se dane. Não vou perder meu tempo o fazendo mudar de ideias. Aliás, quem sou eu para mudar a cabeça de um homem?

— Pela milésima vez, Anastacia só lhe peço que pense! Sei que nesse momento o fala de cabeça quente, porque é muita informação para digerir, mas sei que as dúvidas vão surgir, estarei aqui para ajudá-la. - rio na sua cara, porque ele simplesmente merece.

"Christian Grey não sabe escutar não" penso revirando os olhos, nem ai se o faria reagir, só sei que nem a sua pior reacção me fará mudar de ideias.

— Pensar? Já disse que não tem mais nada que deva ser pensado! É que nem vou perder meu tempo, até porque sei o que é melhor para mim e isto claramente que não é. - ele cerra o maxilar me olhando. Não dou a mínima se está irado com a minha atitude.

Dito isso viro novamente atenção para as portas do elevador carregando no botão para o chamar, pois não queria ficar nem mais um segundo que seja nesse apartamento, próxima dele que me estava fazendo um mal terrível, me criando uma luta interna para não ceder, porque sempre tem um lado meu que quer, outro que não. Mas sou forte e não vou dar ao luxo de cair em seus braços, só porque sim. Nem que tenha que passar por um grande desafio, mas me rebaixar ao nível dele, é algo que claramente está fora de qualquer cogitação.

Christian sussurra algo nas minhas costas, com um tom frio e sério, o continuo ignorando implorando por que essas portas abram logo. Ai ele me segura o pulso, o solto de sua mão, ele volta a segurá-lo firme. O olho desaprovadora, tão séria quanto ele. Mostrando que não é só esse sombras que tem um lado mau dentro de si. Também sei ser cruel quando quero.

— Ordeno que solte meu pulso! Acho que estamos entendidos sobre estar de saída e esse assunto encerrado! - ele mostra um ar relutante. Tento usar a postura brusca para me libertar de sua mão forte.

As portas do elevador se abrem finalmente para mim, entro procurando carregar no botão interno para as fechar, mas Christian bloqueia com o pé.

— Que insistente irritante! - digo começando a chegar na minha cota de limite. - Me deixe em paz, me dê espaço! - peço usando o tom educado, embora ele não estivesse merecendo essa consideração. - Pois não é agindo dessa forma doente que vai conseguir alguma coisa de mim. - Christian franze o olhar. - Aconselho vivamente a procurar ajuda, ou então procure outras mulheres. O que não falta para ai são mulheres desesperadas para ter um sexo selvagem ou lá o que chama ao seu estilo de vida!

— Quantas vezes terei que dizer que não quero outras mulheres? Que a mulher que quero és tu? - ignoro cantando para mim mesma interiormente, claro. - Não a vou deixar ir sozinha! Eu mesmo a levo, está tarde para sair por ai.

— O quê? Nem pensar! - nego fazendo um gesto para ele se afastar. - Conheço o caminho, não preciso de um guarda costas! - ele cerra os dentes recuando. Sorrio irónica.

As portas fecham e suspiro me encarando na parede espelhada. "Você foi realmente muito corajosa, parabéns" o meu subconsciente me gratifica enaltecendo o meu ego. O caminho de volta para o apartamento simplesmente se resume ao silêncio dos meus pensamentos. Não conseguia parar de pensar, tudo aquilo era coisa demais para uma noite em que imaginara tudo bem diferente. Que planeara ser a provocadora e acabei sendo surpreendida. Já para não falar que nunca me senti tão chocada com tanto desprezo que ele dá às mulheres. De como ele simplesmente nos olha, porque tenho a plena certeza de que comigo não seria diferente. Já para não falar que sexo para mim, devia acontecer com uma pessoa especial. Pessoa essa que me pudesse entregar e sentir que se entregaria para mim também. 

Não por uma coisa de obrigação, ou seja lá o que ele pensa. Muito embora, esse tipo de coisas seja muito iludido por conta dos meus romances favoritos e minhas fantasias. E homens de verdade são de pegada forte e sexo advém antes do amor. Mas com Christian isso jamais aconteceria, quando é o próprio a dizer que despreza as mulheres que se apaixonam por ele.
"Sinto muito, mas o mais certo é que o ignore pelo resto da vida. E que esqueça que alguma vez eu o encontrei naquela boate e continuar com o meu pensamento fixo que homens só querem uma coisa. ABUSAR" penso encarando a rua banhada por uma lua cheia e luz dos candeeiros.

O carro para na frente do edifício onde vivo, desprendo o cinto e preparo para sair quando deixando o dinheiro da corrida. O senhor deseja uma boa noite e logo entro no edifício às pressas.

A minha maior sorte foi quando cheguei no meu apartamento e o vi totalmente só para mim. Kate não estava, provavelmente fora se encontrar com Elliot, o que na medida do possível me deixa ainda mais satisfeita, pois não teria que dar explicações. E nesse momento não me sinto nada capaz de as oferecer e depois tinha a coisa do "termo de confidencialidade", nem tudo posso falar. Oh que angustia que a minha maior vontade é quebrar a porra de todas as regras.

Indo para o quarto tratei de tirar o vestido, o substituindo por um pijama confortável. Soltei os meus cabelos e limpei o rosto com água corrente para tirar todos os indícios de maquiagem existente. Assim sendo eu mesma sem nenhuma máscara me joguei na cama, mas não sem antes olhar meu velho notebook e verificar os e-mails, para ver se já tinha alguma resposta de alguma das três entrevistas dessa semana. Mas ao invés de encontrar o que tanto esperava, tinha um e-mail novo, era de Christian. "Mas o quê?".

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De: Christian Grey
Assunto: Essa noite
29 de Março de 2016 00:50
Para: Anastacia Steele

Tenho a impressão de que ficou assustada com tudo o que ficou sabendo. Preciso dizer que essa nunca foi minha real intenção, mas entendo se por alguma razão estiver ponderando me evitar como deu a entender na hora da despedida.
Quero e volto a insistir para que pense melhor sobre isso, e que me dê uma oportunidade para lhe mostrar que não é assim tão estranho aquilo que estou habituado a fazer. Tenho a plena convicção de que nos podemos ajudar um ao outro. Eu com os meus conhecimentos de dominador, e tu com o teu lado mais romântico. Estou disposto a muitas coisas, Anastacia.
Pense com mais clareza, por favor!
Se sentir dúvidas me contate.

Christian Grey
 CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.
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Nem me dignei a responder, só queria esquecer o fracasso dessa noite e me entregar de véspera para o sono que queria que chegasse logo, pois se ficasse muito tempo acordada iria ficar a pensar em tudo o que vi, pensar em Christian, em sua fantasia estranha e tão intensa e ficar molhadinha com certeza porque ele me provoca esse tipo de sensações o tempo inteiro em mim e não devia, porque ele é tão abusador, tão animal. "Oh deus" penso guardando o notebook em cima da penteadeira e voltar à cama me deitando de bruços, de rosto colado ao lençol. "Mas porque os homens tem de ser tão... tão tudo e depois... eu não ser nada" faço um bico virando o rosto para o lado e fechar os olhos.

~*~

Ao amanhecer o primeiro instinto que me ocorreu foi olhar o meu celular e ver se tinha alguma coisa no visor. Meu espanto aconteceu quando não encontrei nem chamada perdida, nem SMS de Christian, mas ao invés disso uma chamada perdida de minha mãe. "Oh senhora Carla me ligando?" me pergunto mentalmente erguendo a sobrancelha e decido ligar de volta. Espero uns três toques de chamada, até ouvir aquela voz calorosa de minha mãe. Oh saudades de Savannah. Bem que voltava agora só para fugir a esse problema.

— Ana, querida! - sorrio. Minha mãe ama me chamar de Ana. - Como está? Sei que ficou de me avisar quando tivesse alguma novidade, mas estou ansiosa! Como está correndo ai? - enrolo uma mecha em torno do meu dedo observando o tecto branco imaculado do meu quarto.

— Estou muito bem, mãe! - digo fazendo um sorriso fraco que ela não podia ver. - Ainda não tive qualquer resposta de nenhuma das editoras do qual fui em entrevista, mas estou confiante, sabe? - escuto logo um gritinho animado em retorno. - Calma, mãe... - reviro os olhos. - Olhe, faremos assim... - penso rapidamente. - quando tiver alguma noticia, eu lhe ligo dando a novidade, pode ser?

— Há, filha... se for assim eu vou ter o risco de esperar um século. - rio com o exagero dramático dela. Até nisso dona Carla Steele me supera. - Mas tudo bem, entendo! - me animo com aceitação fácil dela. - Seu pai está enviando beijos para você, filha! - sorrio escutando a voz de Ray no outro lado da linha.

— Beijos para você também pai! Te amo, viu? - levanto ficando sentada em meio aos meus cobertores. - Agora vou ter que desligar, Kate me chamando... - minto ao me despedir, se não teria o risco de ficar pendurada na ligação o resto da manhã.

Deixando o celular em cima dos lençóis me pego olhando para o notebook, e fico pensando se o senhor insistente já teria enviado mais algum e-mail. Mas decido que não, não ia ceder à tentação irresistível de olhar, ou sequer responder. Não podia me fazer de fácil, ele tinha que saber que não sou uma qualquer, que se sujeita aos seus joguinhos loucos ou sádicos. "Sinto muito, mas não vai rolar" penso me levantando da cama e corro para o banheiro, queria um banho quente e relaxante.

Entrando no banheiro frio, logo ligo a água do chuveiro, deixando-a correr enquanto simplesmente largava o meu pijama sobre o cesto da roupa suja, retiro as minhas roupas intimas. Estendo as mãos primeiro para sentir a temperatura e só então a achando adequada e deliciosa é que entro dentro da boxe. A água desce sobre meu corpo desnudo, molhando meus cabelos totalmente. As minhas mãos acompanham essa corrida descendo e subindo, me explorando interiormente com os meus pensamentos naqueles romances eróticos. Em certa parte algumas imagens de Christian vem no meu pensamento, me deixo continuar na minha busca exploratória e quando dou conta, já a minha mão desce umbigo a baixo, tocando na entradinha do meu sexo. Isso mesmo, os meus dedos estavam ansiosos de uma exploração mais intensa, mais estimulante e molhada. Então deslizei eles por entre os lábios do meu clitóris suavemente. Solto um pequeno gemido, porque a sensação é de êxtase, prazer. 

Pouco a pouco continuamente com a água me tocando de forma relaxante me colo à parede fria, arquejo com a sensação de choque térmico, mas isso só me serve para continuar com minhas investidas, descendo e subindo meus dedos lá dentro do meu sexo. Aos poucos, sinto um puxão no umbigo, iria chegar logo num orgasmo se continuasse nesse ritmo. Eu queria, queria sentir, pois molhada eu já estava, sendo que meus dedos estavam bem lubrificados, escorregando com maior facilidade agora que os penetrava com mais força. A minha vagina começa a contrair, a sinto começar a ficar mais dura, pois meus dedos eram um corpo estranho dentro dela. Invisto um pouco mais, acelerando os movimentos e tombo a cabeça de maneira a que a água que cai batesse em meu rosto. 

Relaxo, soltando meus dedos de dentro do meu sexo e deslizo pela parede até à base.
Enrolando na toalha, me encaro no espelho baço do banheiro. Pela primeira vez em tanto tempo me sentia realmente satisfeita com a minha recém exploração e não estava envergonhada com isso, muito pelo contrário, me sentia orgulhosa. Uma mulher de verdade e assim continuaria sendo. Mulher sempre seria, até porque não preciso de um homem para me sentir bem, ou satisfeita. "Isso mesmo Anastacia. Gosto de ti confiante" fala o meu subconsciente gostando de me ver nas alturas. A minha deusa dançando em bico de pés, o que deduzi ser um bailado.

~*~

Pov. Christian Grey

Desde que acordei, lá por volta das seis e ponto da manhã que não consegui mais pregar olho. Não sei quantas vezes verifiquei a caixa de entrada do meu e-mail para ver se Anastacia me havia respondido, mas continuamente não tinha nada. Ela continuava sem me dar um retorno. Quer fosse por mensagem, chamada ou e-mail. "Onde se meteu que não responde?" me questiono mentalmente ao calçar um ténis para sair numa corrida, já que pelo menos correndo não estaria com a cabeça pensando no que ela estaria ou não fazendo. Taylor ao escutar meus passos rápidos aparece vindo da cozinha. Ele sempre se mostrava disponível para responder aos meus pedidos, os atendendo sempre como ordens.

— Senhor! - ele aproxima do ponto de encontro com a sua postura erecta.

— Taylor vou sair, não sei se demoro! - digo passando por ele até ao hall da entrada do apartamento e carregar no botão para chamar o elevador.

— Com certeza! - ele assente com um aceno de cabeça afastando para outro canto que não pude perceber claramente.

Entrando na cabine do elevador, aproveitei que estava sozinho para reflectir os acontecimentos da noite anterior. Anastacia estava frequentemente no meu pensamento. Assim como a sua postura teimosa e desafiante. Ela era de fato uma mulher tentadora, teimosa e indisciplinada. Talvez por isso que mexia tanto comigo agora. "Porquê?" me pergunto confuso mentalmente ao sair no térreo e começar acelerar o meu passo junto à saída furando entre as pessoas com os phones nos ouvidos escutando umas músicas gravadas em meu iPad. Podia reconhecer a música que tocava nesse preciso momento em que atravesso uma estrada imensa de carros parando para me deixar passar, era o tema toxic de Britney Spears saindo numa batida pop em meus ouvidos. Claramente que não havia sido eu a gravar tais músicas, essa lembrança eu tinha plena certeza. Leila quem gravara em uma certa manhã de domingo depois de a ter fodido no quarto dos jogos.

Flashback on

Caminho pelo corredor do primeiro andar com a calça jeans surrada, havia saído do quarto dos jogos à pouco mais de cinco minutos e deixado Leila sobre a cama já que dessa vez havia sido mais exigente ao exigir tudo de si. Arrancado maior prazer, consequentemente a levando à exaustão.
Assim que me troquei em meu quarto, seguido por um banho quente e revitalizante, segui para a cozinha para dar instruções a senhora Jones de preparar um café da manhã reforçado, pois Leila ia precisar de proteínas, vitaminas e ferro para se restabelecer, nunca esquecendo claro o bom descanso.

— Bom dia sra. Jones! - cumprimento minha governanta ao dar entrada na cozinha limpa e arrumada. - Prepare um café da manhã reforçado para a srta. Williams, por favor! - peço exercendo a educação dada por meus pais e viro as costas indo de encontro ao escritório.

Quando entro encontro meu iPad em cima da secretária, lembro de me atualizar com novas trilhas sonoras, agora só me sentia um pouco indeciso de quais adicionar. No momento em que puxo a cadeira da frente à secretária vejo Leila vestida em uma roupa mais confortável me encarando com os seus olhos claros.

— Depois do sexo intenso devia estar descansando! - falo em um tom autoritário a intimidando logo com o meu olhar, ela retrai. - Não precisa sair! - aligeiro a entoação da minha voz. - Precisa de alguma coisa, Leila? A sra. Jones está preparando seu café da manhã. - aviso.

— Não, senhor! - responde descendo os olhos de alguma forma. Eu estava seguindo todos os seus movimentos com descrição. - Posso? - ela pergunta ao aproximar sua mão do meu iPad. Assinto com a cabeça em confirmação.

É então que levantando do meu lugar lhe dou livre acesso ao meu notebook, coisa rara é certo. Aproveito a ocasião para fazer uma ligação para Mia, já que no horário que havia ligado eu estivera ocupado demais. Nesse momento em que escuto a voz animada da minha irmã no outro lado da linha me pego observando Leila em um pouse sensual teclando no notebook buscando uns temas para adicionar no iPad. Mordo o lábio malicioso pensando nas quantas coisas podia fazer com ela estando nessa posição.

Flashback off

Desligando os meus pensamentos sobre o que aconteceu no passado me pego dando pause no som dos meus phones agora encarando um edifício tão semelhante ao que havia apanhado Anastacia na noite passada. Nesse instante os meus pensamentos voam até ela. Ao que estaria fazendo, se teria lido o meu e-mail, dando uma chance para nossa conversa. "Droga" penso ao passar as mãos nos bolsos das calças de treino e bolsos do meu moletom. Não havia trazido a droga do celular. Então não podia simplesmente ligar. "Droga, mil vezes droga" penso novamente retomando o caminho de volta agora numa corrida mais rápida, pois estava começando a ficar ansioso novamente e só ia acalmar no momento em que soubesse alguma coisa dela.



Gostaram?
O que acharam da postura de Anastacia? Na vossa opinião acham que ficou alguma coisa por falar? E Christian como vai ficar depois disso? Acham que ficará mais decidido em relação a não desistir dela? Mais gamado?
Comentem
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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