Start Again a New Chance for Love - Capítulos 10

Pov. Christian

Ela ficou tensa quando escutou o termo "proposta", mas é um fato de que sou muito direto quando quero algo. Na medida do possível vou até ao fim para obter o que desejo. E Anastacia ia ser minha, aceitar minhas regras, ser minha prioridade satisfatória, ser minha submissa, dê por onde der.

— Sim, Anastacia! Uma proposta! - confirmo com um breve aceno de cabeça. - Mas antes de avançar preciso de me certificar de que não vai contar para ninguém. Ninguém mesmo pode ter conhecimento sobre esta nossa conversa, entendido? - ela assente com a cabeça. - Ótimo, mas mesmo assim terá que assinar um termo de confidencialidade. - um garçom entra pela sala dentro com um envelope lacrado. Anastacia estreita o olhar. Como eu dava tudo para saber o que ela está pensando nesse momento. - Posso saber o que está pensando? Por favor fale comigo. - peço começando a ficar ansioso com a sua ausência de palavras. É totalmente desconcertante não saber o que vai em seus pensamentos.

— Se assinar esse termo, vai dizer qual é a proposta? - ela pergunta. Assinto com a cabeça em confirmação. - Então posso ver? - aponta para o envelope lacrado na minha mão. O garçom havia saído.

— Claro! - estendo a mão para ela. Anastacia abre o lacrado do envelope e franze o olhar mordendo a porra do lábio.

 "Fodasse Ana" penso começando a sentir aquela coceira na mão. Quando aceitar a proposta, vou poder te tapear toda, foder até você desmaiar em meus braços. Fazer o que quiser desse corpo delicioso.

Pego a taça de vinho e tomo mais um gole, ansioso, cada vez mais ansioso. Queria muito saber o que passava na cabeça dela. O seu semblante estava num misto de mistério e curiosidade, até que levanta o olhar me olhando cheia de perguntas. Eu as conseguia perceber em seus olhos azuis profundos.

— Então era por isso que falou mais cedo que não é do tipo romântico... - ela deduz de forma correta, até nisso ela era rápida. Finalmente estávamos nos entendendo.

Não sou romântico, nunca o havia sido em toda a minha vida. Aliás em alguns anos de experiência com sexo deste nível selvagem, nunca tivera outro tipo de relação com uma mulher. Na verdade, não sou um homem digno de ser amado. Talvez devido o meu duro passado, vivido nas ruas onde pude observar prostitutas ganharem a vida vendendo seu próprio corpo para se drogarem. Há minha inicial preparação para a vida sexual ainda em tenra idade, visse as mulheres de outro modo. Mulher é um ser humano que não consigo encarar de outro jeito que não, como um objecto sexual. Elas só me servem para tirar o meu real proveito. Prazer e satisfação. E fazer com que se conhecessem a si mesma se explorando.

— Sim, é! - confirmo. - A minha proposta é muito clara, quero que seja minha submissa para que possa ser seu dominador. Quero ajudá-la a explorar sua sexualidade dentro de limites seguros. - ela parecia completamente estarrecida, parando de respirar se não estou em erro. - Esse é o meu estilo de vida! Aceita ou não? - o meu lado possessivo falou mais alto. Eu não consigo simplesmente deixá-lo de lado numa hora como essa, ainda mais em toda a vez em que os meus olhos simplesmente descem aquele delicioso decote chamativo.

— Não! - diz ela levantando da mesa, levanto do mesmo jeito me atravessando na sua frente por impulso. Tinha que evitar qualquer tipo de dano. - Por favor, Christian! Preciso tomar ar! - pede abrindo caminho para passar.

Só que não podia ficar ali parado a olhando ela ir, eu tinha que ir atrás dela, nem que fosse para garantir que não precisava de uma resposta imediata, para que reconsiderasse com mais calma o que acabo de propor, até porque queria que Anastacia pensasse muito irreflectidamente sobre o assunto.

Queria que ela fosse minha, totalmente minha. E não ia desistir dela assim tão fácil. Só por escutar um não de sua boca linda e gostosa. Mas quem ela pensa que é para me negar assim?

— Srta. Steele!

A seguro pelo antebraço ao alcançá-la assim que atravesso as portas de vidro para o exterior, já que existia uma varanda no andar onde estávamos jantando com uma vista deliciosa para o mar. Ela me olha de encontro nos olhos, mais parecia temer minha pessoa. Teria eu passado uma mensagem tão errada? Não, Anastacia, não tenha medo de mim. Quero ajudá-la a se conhecer a si mesma por inteiro, de uma forma que nenhuma pessoa o tenha feito. Não a queria machucar. Só faria aquilo que ela me permitisse.

— Leve o tempo que precisar para pensar, quem sabe até lá mude de ideias. Assim que tomar uma decisão concreta, pode me enviar um e-mail, ou ligar! - digo ao passar agora o polegar sobre a maçã do rosto dela. - Também estou disponível para tirar algumas dúvidas se assim o entender. E se realmente aceitar minha proposta, como eu penso que pode ter uma grande chance, avanço com o resto dos detalhes. - concluo.

— Que detalhes? - Anastacia acende num rastilho curioso. Esta mulher é mais intensa que pensei. - Tem mais? - parecia confusa, perdida. Essa não era a minha intenção, não de todo.

— Tem sim, quer conhecê-los? - perguntei sem rodeios, sem perdas de tempo em enrolar, eu sou direto, não me tomo por meias palavras.

— Preciso saber tudo sobre o teu estilo de vida, até porque se não o conhecer eu não posso repensar na sua proposta a aceitando ou não! - diz ela, aquilo era um fato relativo. - Me mostre! - ela pede.
É ai que decido levá-la para conhecer minha cobertura, conhecer um segredo que escondo dentro dela. Aquele quarto dos jogos, onde a exploraria os seus limites.

— Então vamos! - digo sendo prático.

~*~

Ao chegar no Escala, mais precisamente no 301, acompanho Anastacia de mão na base de suas costas. Ela continuava bem mais calada que no nosso jantar, talvez absorvendo toda a história. Ai Taylor apareceu para um cumprimento formal. Acenei para ele, Anastacia igualmente, eles até se haviam falado, pouco mas houvera um simples troca de palavras. O meu motorista simplesmente regressa para onde veio, pois sabe que preso privacidade quando estou acompanhado. Aproveito a ocasião para saber o que ela estaria pensando.

— Me fale, está me deixando louco com essa sua ausência! - ela morde aquele seu lábio, me controlo no próprio lugar para não atacá-la ali mesmo.

"Calma Christian, ainda não é hora" penso respirando fundo ao cerrar os olhos em segundos, pois dentro de minha cabeça já a conseguia imaginar de quarto completamente nua, presa em suas mãos por minha gravata. A ter ali para mim, toda prontinha, molhadinha, gostosa. As minhas mãos começam logo com uma coceira intensa quando me levo a viajar nesses pensamentos maliciosos.

— Sua sala é estonteante, Christian! - ela elogia, simplesmente em retorno sorrio a isso, aquilo era a observação que todas haviam feito.

— Vem comigo! - estendo a mão para ela. Anastacia me entrega a sua um tanto tensa. A guio escada acima até ao primeiro andar. - Vou lhe mostrar o quarto onde vai dormir nos dias em que se aceitar, estará comigo. Esse será somente o seu refúgio. Lugar onde pode ter o seu retiro, sua privacidade se é que me entende. - abro a porta do quarto assim que chegamos nele. - Vê... - mostro abrindo caminho para que ela explore por si mesma.

— Não dormiria dormir comigo? - ela queria saber.

Tinha a sensação de que logo receberia uma pergunta como aquela. Já que Anastacia desde o primeiro segundo se revelará completamente diferente das outras mulheres com quem mantive contato. Talvez fosse essa a diferença que me chamava mais atenção nela, desde o primeiro minuto eu soube que tê-la para mim seria uma excelente escolha. Agora não sei se tudo isso se devia ao fato de ter aquele ar desafiador, ou se devia mesmo ao seu jeito. Apenas sei que a queria e pronto, sem mais discussões.

— Não! - falo sem pensar sobre o assunto. - Não durmo com as minhas submissas! - ela vira o rosto, o viro novamente para mim com auxilio do polegar. Ela vira o rosto desafiante de novo. "Porra Anastacia".

Sem entrar por mais delongas, passo a mostrar outros cantos do apartamento, até parar diante a porta trancada. Tiro a chave do bolso da minha calça e a ergo junto aos olhos dela. Só eu tinha acesso a ela, mais ninguém. Por isso o quarto sempre estava trancado, nem mesmo a senhora Jones, minha governanta, tinha acesso para concretizar a limpeza. Ali só entra gente que eu quero, essa gente é somente minha submissa.

— Este é o meu quarto de jogos! - digo. Ela abre um sorriso.

— Há, gosta de jogar PS5, dardos, consola? É isso? - ela questiona algumas vezes, isso me faz sorrir, porque era tudo menos esse tipo de jogos. - Acho que está adulto demais para esse tipo de coisa, mas tudo bem! - ela coloca as mãos na cintura me encarando com sobrancelha erguida de forma desafiante.

— Anastacia! - repreendo com uma voz rouca. - Esse quarto é longe isso que está pensando! - aviso. - Preciso de ter a certeza que está preparada para o que vai ver! - ela me olha intrigada, até isso estava despertando nela.

Ao incidir a chave na porta, a rodo abrindo. Estava tudo bem escuro, acendi a luz e revelei o meu lado sombras escondido. E desde logo as últimas imagens que me vieram ao pensamento eram de uma última vez em que tomara Leila naquela cama, presa de mãos e pés, se contentando às minhas ordens. Mordi o canto do lábio malicioso, pois podia repeti-lo com Anastacia de diversas maneiras se ela assim estivesse disposta.

~*~

Pov. Anastacia

Assim que percebi do que Christian estava falando eu precisei reprimir um gemido extenso, porque ele mesmo com o seu lado mistério e sombras me deixava completamente perdida. Ele não era nada do que pensei, as minhas fantasias estavam meio que quebradas. Ainda assim não havia perdido o encanto por ele, porque será? Ele estava me observado intenso, esperando uma reacção minha. Fui entrando naquele quarto, olhando cada cómodo com muita curiosidade. Haviam imensos acessórios dispersos por divisórias muito organizadas. Uma cama larga com uns acessórios estranhos, mosquetões no tecto suspensos. Uma grande cómoda cheia de gavetas. Imensos adereços que nem todos reconheci, só alguns, claro. Diante esses acessórios todos, reconheci os chicotes, as chibatas, umas palmatorias dispersas. Tudo isso porque já havia lido uns livros eróticos, então meio que começava a entender aquele seu lado, aquele seu estilo de vida. Um estilo de vida que certamente não me via praticando. Não desse jeito tão selvagem, predador e intenso.

Olhei para Christian buscando em seus olhos a explicação que não entrava muito bem em minha cabeça. Mas por um lado sabia que aquilo fazia parte do que me havia proposto. Agora não sei se me sentia preparada para o fazer, tudo isso me parecia demais para a minha inexperiência. Aquilo ia para lá do que sentia capaz de fazer. E se simplesmente não eu não servir? Se ele ver em mim uma perda de tempo, falta de erecção? Não, esta vida não é nem nunca foi para mim.

— O que faz aqui? - perguntei mordendo o lábio não preocupada com o que ele podia fazer de mim ali mesmo. Apesar de ter um breve conhecimento de alguns usos e aquela cama de longe seria usada para dormir, ou não estaria ali.

— Isso para mim parece o quarto da vermelho da dor. - comento passando meu indicador nos lábios ligeiramente secos.

— Uso e abuso das mulheres que sujeitam a ser minhas submissas! - diz sendo franco comigo, por um momento agradeci essa sua honestidade, mas por outro lado a dispensava.

Não queria simplesmente saber o que ele fazia com as outras mulheres, até porque isso a mim não diz respeito. No entanto, só me deixava ainda mais "pequena" em relação a essas "mulheres" experientes, ousadas e obedientes.

— Já teve muitas submissas? - precisei saber, apesar de não ser algo que fosse da minha conta. - Desculpe... - me lamentei pela minha impertinência.

— Respondendo à questão, já tive algumas submissas! - respiro fundo ao dar as costas para sair daquele lugar, estava me sentindo estranha ali. Estranha naquele mundo tão real. Escuto os seus passos logo atrás de mim. Prendo o ar nos pulmões por uns segundos, mas o liberto assim que passo a linha do quarto para o corredor.

— O que aconteceu com elas? - não deu para evitar, tenho mente curiosa.

— O contrato terminou! - esclarece saindo e fecha a porta com a chave. - Umas vezes por livre vontade de ambas as partes ou por incompatibilidades.

— Alguma submissa se apaixonou? - ele sorri torto, como se fosse tão óbvio rolar romance que não existe. Outra fantasia da minha cabeça.

"Anastacia esquece, esse homem é de longe ideal para ti" penso tendo mais certezas de que devia continuar com o meu pé atrás em relação a ele e seu ar intimidador que me deixa mexida, em descontrole interior. Mas não, não vou ceder, não vou dizer sim, aceito só porque ele quer me dominar naquele lugar sádico. A minha opinião continua igual, intacta, sem alterações. Acho que ver isso aqui só está reforçando mais o meu "Não" redondo.

— Sim, algumas... por essa mesma razão é que alguns dos contratos cessarão. - ele responde a todas as minhas perguntas com tanta calma na sua voz que me deixa até perturbada.

Como alguém podia ver romance como uma fraqueza destruidora? Vê-se mesmo que nunca amou alguém em toda a vida.

Ele entrelaça as mãos atrás das costas e se vira para a janela da sala de baixo, pois desciamos as escadas nesse momento. Do nada, Christian fica estranho, silencioso, se fechando em copas. Se fechando para mim, isso me intriga. Intriga imenso, porque não sei o que está pensando e desejo saber.

— Agora é minha vez de fazer as perguntas! - se afirma. Assinto com a cabeça achando aquilo justo. - Anastacia o que mais gosta de fazer no sexo? - pendo a nuca ao escutar aquela pergunta tão pessoal e experiente. Mas quem ele pensa que é para questionar a minha atividade sexual? Oras, era o que mais me faltava. Ele percebe a minha expressão. - Tu nunca...? - balanço a cabeça que sim, num tanto nem ai para o que podia pensar de mim, mas não quero agrada-lo só porque sim. - Nem sexo baunilha? - continuo balançando a cabeça, embora conhecesse a expressão "sexo baunilha", Kate me falara disso o tempo inteiro e do quanto é gostoso demais. - Temos que resolver isso o quanto antes, pois no momento em que repensar, como tenho plena certeza que o fará... - reviro os olhos a ele. Ele me fuzila com um olhar cinza quente. - não posso levá-la para o outro quarto sem saber o que está ou não disponível aceitar.

"Temos que tratar disso?" penso quase me sentindo um trapo velho sendo avaliado para limpeza. Como ele ousa ser tão repugnante me tratando assim?

"Não seja tão dramática" o meu subconsciente acorda só para me deixar ainda mais incomodada. A minha deusa estava ofegante olhando eu, olhando Christian tendo um orgasmo. "OMG".




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Até ao próximo capítulo, Lucy.

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