Start Again a New Chance for Love - Capítulo 6
Pov. Christian Grey
Toda a vez em que
Anastacia mordia aquele maldito lábio, me acendia mais a vontade
espancá-la ali mesmo. Era muito irresistível olhar sem poder tocá-la,
fazê-la implorar por parar minha tortura gostosa. Escutar os seus
gemidos, que para mim só são mais que prazer.
Desta vez tinha mais
certezas que nunca. Queria aquela mulher para ser minha, minha submissa.
Queria dominá-la ao máximo. Pois sua ousada personalidade me fazia
ficar louco de vontade de punir toda a vez que me contrariava. Era
teimosa até no modo de como agia comigo. Da maneira de como simplesmente
se recusara aceitar a minha carona para casa, mesmo depois de alertar
para os riscos perigosos que seria andar por ai numa noite
desacompanhada. "Anastacia nem imaginas a vontade que tenho de te punir"
penso comigo mesmo ao chegar no carro, logo depois de perdê-la de vista
entrando no táxi rompendo na noite.
Antes de partir rumo ao edifício Escala, decidi colocar os meus instintos perseguidores em
prática. Queria saber tudo sobre essa mulher que me deixara
completamente perdido de instintos predadores ativos numa noite. Queria
saber tudo, até ao mais pequeno e insignificante detalhe. Saber o que
fazia, com quem se relacionava, se teria algum tipo de relacionamento,
preferências sexuais. Em suma queria um relatório de sua vida pessoal
completo em um dossier. E só uma pessoa da minha inteira confiança podia
prepará-lo rapidamente sem questionar.
Subindo à Grey House, a
primeira pessoa que vislumbrei da entrada, foi justamente a minha
submissa, entregue a um vestido ousado, curto e verde que sobressaía em
sua pele pálida. Leila ali continuamente de pé me olhava como quem exige
explicações, mas o que não sabia é que eu não dou qualquer tipo de
esclarecimento para pessoa alguma. (Regra número 5 - Não dou satisfações
da minha vida). Muito menos quando essa pessoa era uma submissa do qual
apenas me serve para os meus momentos de prazer selvagem. Aliás, mulher
para mim não passa de um objecto sexual.
— Demorou para chegar
senhor! - ela comenta aproximando de mim em passos sensuais. - O que se
passa? - exige saber tocando em meus ombros com suas mãos pequenas.
— Leila! - falo seu nome
com uma voz séria retirando suas mãos de mim, já que não me permito a
tocarem em determinados sítios, sendo que são meus limites
intransponíveis. - Sabe que não posso corresponder os teus sentimentos! -
digo sendo direto, pois essa coisa de rodeios deixava para "elas". -
Isso é o que se passa, Leila! - esclareço virando as costas para ela e
caminho para o centro da sala deslumbrando da vista que tinha para os
outros arranha-céus de Seattle em plena madrugada banhados por
tonalidades roxo e cinza.
— Mas senhor... - ela volta a insistir tocando novamente no mesmo ponto. - Porque não pode me dar um pouco mais?
Nesse momento sem
olhá-la engesso toda a linha do meu corpo e lembro de todas as regras
impostas por mim naquele contrato. Podia simplesmente recordar cada
alínea, cada item esclarecedor que se a memória não falha, havia até
frisado em itálico/negrito que se tratava de um contrato de Dom/sub,
então nunca podia acontecer outro tipo de relação entre nós.
— Leila o que falei lá
no inicio? - viro para fitá-la direto nos olhos, pois sabia que ela me
estaria olhando e consequentemente assim que nosso olhar colidisse,
seria obrigada a descer o olhar em respeito. - O propósito fundamental
do regente contrato era simplesmente para explorar sensualidade e
limites de forma segura. - ela desce mais a cabeça como uma súbdita
perante um rei. - Nunca foi referenciado em alínea alguma a existência
de algum tipo de afecto entre ambas as partes. - ela continua igual, sem
se mover, quieta como no quarto dos jogos. A única diferença é que não
estava nua e com as mãos presas. - Desta forma e porque assim não me
serve mais, terei que suspender nosso contrato mais cedo que o previsto.
Não me serves mais! - passo lado a lado a ela, não preocupado com a sua
reacção, pois raramente voltava atrás com minhas decisões. Palavra,
essa, eu só tinha uma. - Se não te importares, antes de sair fecha a
porta!
Depois do lamentável
desfecho, entregue aos meus pensamentos deitado sobre a minha cama do
quarto, onde a única luz existente se resumia à do meu aparelho
telefónico e a luz da lua passando o vidro da janela, recebo um bendito
e-mail de Warren com os dados de Anastacia Steele. A primeira coisa que
lembro de fazer é guardar o seu contato telefónico, pois tinha muita
vontade de enviar uma mensagem para ela. Saber como estava, se estaria
bem.
Boa noite, srta. Steele!
Como está? Já chegou em casa?
Por favor diga alguma coisa
— Christian Grey
Como está? Já chegou em casa?
Por favor diga alguma coisa
— Christian Grey
Repouso o iPhone no
criado mudo e me levantando num impulso vou até ao andar inferior para
buscar meu notebook que se encontrava no escritório. Afinal queria ler
esse relatório até ao fim, enquanto esperaria ela simplesmente me
responder. No momento em que preparava para abrir a tampa do notebook,
foi quando vi uma mensagem cair na caixa de entrada, já que a própria
luz led se acendera.
Boa noite, Sr. Grey!
Estou muito bem! Cheguei tem algum tempo e o senhor?
— Anastacia Steele
Estou muito bem! Cheguei tem algum tempo e o senhor?
— Anastacia Steele
Sorrio torto ao ler sua mensagem que logo procuro puxar por algum assunto continuando a ter sua atenção integral para mim.
Cheguei agora à pouco
Já está na cama? Vai dormir sozinha?
Não durma tarde
— Christian Grey
Já está na cama? Vai dormir sozinha?
Não durma tarde
— Christian Grey
As minhas perguntas
saiam muito que por instinto impulsivo e sem controle. Mas uma coisa é
verdade, sou um possessivo, controlo tudo até ao mais pequeno pormenor.
Neste momento queria controlar toda a vida de Anastacia. Porque ela
tinha que ser minha. Não ia desistir sem a ter para mim. Nem que tivesse
que correr o mundo inteiro só para a voltar a encontrar. Uma coisa
tinha toda a certeza, desistir era algo que estava fora dos meus planos
definitivamente.
Como ela não respondia e
porque já começava a ficar com a mão numa grande coceira, porque
conseguia imaginá-la mordendo o lábio irresistível, me torturando
sensivelmente, voltei a pegar a merda do meu iPhone, enviando uma outra
mensagem.
Porque não me fala?
Adormeceu?
— Christian Grey
Adormeceu?
— Christian Grey
Minutos se passaram, os
meus olhos só pestanejavam no mesmo acompanhamento do tic tac do relógio
no cimo do criado mudo. Anastacia estava brincando comigo, só podia.
Pois em duas mensagem nem me havia respondido. "Caramba, onde ela se
meteu? O que está fazendo que é mais importante que me responder?" penso
começando a ficar nervoso com tamanha ausência de resposta. Revirando
na cama a luz do iPhone acende, uma mensagem havia caído. Era de
Anastacia.
Calma, estava trocando de roupa
Vou deitar agora, estou muito cansada
— Anastacia Steele
Vou deitar agora, estou muito cansada
— Anastacia Steele
~*~
Pov. Anastacia
Receber aquelas mensagem
no meio da madrugada era estranho. Me fazia pensar em um monte de
coisas. Primeiro, gostava de saber como ela havia chegado no meu
contato. Afinal até onde recordo e porque tenho a plena certeza de que
não estava bêbada, muito menos havia ido no banheiro e deixar minha
bolsa com ele, não o havíamos trocado. Segundo, ele era muito manda
chuva, o que só me faz lembrar o meu pai, senhor Ray Steele, com aquele
seu ar preocupado e mandão avisando constantemente para tomar cuidado
antes de sair para a faculdade, ou quando me encontrava virando
madrugadas estudando para as provas de final de semestre, alegando que
devia dormir as oito horas corretas para ter uma cabeça mais fresca e
pensadora na manhã seguinte.
Por sorte o apartamento
estava todo por minha conta, então podia fazer o que bem entendesse, sem
Kate para fazer o seu número de interrogatório de esquadra de policia
só para saber o que havia rolado entre mim e Christian. Na verdade entre
a gente não rolou nada. Apesar de ser um cara todo bonitão,
interessante, irresistível, intimidador. Não ia rolar, não quero homens na
minha vida. "Não queres?!" o meu subconsciente acorda nesse momento,
reviro os olhos. "Como sabes? Essas coisas não se controlam, elas
simplesmente acontecem e cá entre nós dois que ninguém nos escuta, está
mexida que eu bem percebi" volto a revirar os olhos e cair na cama. A
minha deusa estivera o tempo todo tão animada que agora dormia de
conchinha. Provavelmente sonhando com corações de são Valentim.
Pronta para puxar o meu
edredom para dormir, vi a luz do meu aparelho telefónico acender
novamente. Mordi o lábio involuntariamente, até isso ele arrancava de
mim vezes sem conta e abri a mensagem que por acaso era de dele,
novamente.
Melhor dormir, está tarde Anastacia
— Christian Grey
— Christian Grey
Franzo os olhos ao seu
ar mandão de novo. Me ajeito em meio aos lençóis devidamente, pois
queria saber mais alguma coisa dele, nem que fosse o modo de como ele
havia simplesmente chegado no meu número. Volto a digitar rapidamente
sobre o teclado do meu aparelho que mais parecia um celular de geração
da pedra de tão desactualizado e lento. "Talvez devesse mudar de celular"
penso fazendo uma careta.
Sr. Grey
se não for pedir muito, como chegou no meu contato?
— Anastacia Steele
se não for pedir muito, como chegou no meu contato?
— Anastacia Steele
Deixei o aparelho sobre o
meu peito, já que tomara a decisão de dormir de barriga para o ar.
Fecho os olhos por uns meros segundos, até claro, a luz acender.
Rapidamente elevo a tampa do aparelho para ver a mensagem que só podia
ser de Christian. Pois até isso me deixava cada vez mais ansiosa.
Srta. Steele
Tenho os meus meios, não revelo as minhas fontes
— Christian Grey
Tenho os meus meios, não revelo as minhas fontes
— Christian Grey
Faço um bico ainda
maior, aquilo só me deixava cada vez mais intrigada. Christian não me ia
facilitar em nada a tarefa. Certamente que devia estar se vangloriando
nesse momento, pois sabia que ia ficar assim, com certeza. Quando
preparava para digitar uma resposta, já uma outra mensagem dele caiam na
minha caixa de entrada. Ele sabia como me deixar sem argumentos, porque
olhando bem para o meu relógio em forma de despertador antigo,
oferecido por minha mãe em meu aniversário de 18 anos, via que passava
das quatro e vinte da manhã. Era realmente muito tarde e Kate ainda nem
havia aparecido.
Anastacia vá dormir
— Christian Grey
— Christian Grey
Acabei não fazendo nada
do que ele mandou, ia contrariar só um pouco mais, porque em mim ninguém
mandava. Levantei da cama e deixei o aparelho ali, indo até à cozinha
para preparar uns cereais, já que me estava dando uma fome muito
devoradora. Procurei tirar uma taça e a enche-la com leite e cereais.
Enquanto ela ficava aquecendo voltei no quarto só para checar se havia caído mais alguma mensagem. Christian estava silencioso demais. Deixei
ficar assim por mais algum tempo, já que não lhe dera resposta alguma.
Voltei à cozinha, peguei
a taça e fui para a sala como se nada tivesse rolando comigo. Liguei a
tv para ficar assistindo aqueles momentos de propaganda e escutei
barulho na porta. Tomei um susto pousando a taça na mesinha de centro e
correr para de trás do sofá. "Será Christian?" pensei me encolhendo
atrás do sofá e espreitar com a cabeça de fora muito discretamente. Era
Kate, muito animada se despedindo do tal cara com quem sumira. Eles
estavam se beijando, eu assistindo. "Err" fiz cara de nojo e revirei os
olhos voltando a minha cabeça para dentro. A porta fechou, Kate
suspirou. Sai do esconderijo.
— Caramba, Ana! - Kate
parecia assustada com a minha súbita saida do esconderijo. - Estava ai à
muito tempo? - pergunta como se não fosse tão óbvio. - Então me viu
beijando Elliot! - encolhe os ombros entendendo que sim.
— Elliot, então? - retomo meu lugar no sofá e pego a taça voltando a enterrar a colher com mais uma porção para levar à boca.
— E você com o outro
cara! - ela muda radicalmente de assunto. - Ele era bem gato, Ana! -
cucuta o meu braço. - Me fala, o que rolou entre vocês dois! - ela se
senta ao meu lado toda enérgica mordendo o dedo ansiosa para uma boa
história com direito a final feliz.
— É, ele é bonito! -
digo sem ênfase, minha amiga ia ficar irritada com isso. - Não rolou
nada! - pendo a nuca para o lado oposto ao dela.
— Só isso... - ela
parecia desiludida. - "É, ele é bonito"... - balanço a cabeça
confirmando. - Está na cara que não queres entrar com detalhes! -
conclui. - Mas tudo bem, eu entendo... assim não vou contar o que rolou
entre eu e Elliot! - encolhe os ombros fazendo seu joguinho. Ela sabia
muito bem como mexer comigo.
— Há, Kate... agora não. - dou um bocejo teatral, apesar de não sentir sono de verdade.
A minha cabeça estava a mil. Só conseguia pensar em Christian, Christian Grey o tempo todo.
— Aceito que esteja com
sono, mas amanhã não me escapa a um belo questionário e se sair bem
sucedida, vejo se conto ou não, o que aconteceu comigo essa noite. - dou
de ombros voltando para a cozinha achando aquilo bem justo.
Depois de despedir de
minha amiga pude finalmente voltar no quarto. Caindo na cama pude ficar
mais surpresa que nunca ao ver tantas mensagens e duas chamadas perdidas
de Christian. "Oh meu deus" pensei abrindo os SMS e lê-los.
Não brinque comigo, sei que está acorda
Vá dormir
— Christian Grey
Vá dormir
— Christian Grey
Anastacia já está dormindo?
— Christian Grey
— Christian Grey
Já percebi que adormeceu
Durma bem
— Christian Grey
Durma bem
— Christian Grey
Por ver que ele havia percebido que a minha falta de resposta se devia a ter caído no sono, acabei tentando dormir.
Gostaram? Esse Christian está muito controlador, não acham?
E Anastacia? Acham que ela está ficando interessada nele? O que acham dessa posição dela?
Até ao próximo capítulo, Lucy.
E Anastacia? Acham que ela está ficando interessada nele? O que acham dessa posição dela?
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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