Start Again a New Chance for Love - Capítulo 5
Pov. Anastacia Steele
Kate havia insistido
tanto comigo para que me apressasse, porque se não íamos nos atrasar,
que quando dei por mim estávamos ambas a procurar um furo naquela rua
cheia de pessoas se chocando entre si para conseguir entrar. Assim que
pisei dentro daquele lugar cheio de luzes piscando em vários sentidos,
sendo que algumas incidiam em meus olhos, pois podia sentir aquela
cegueira de segundos. Ver aquelas pessoas dançando numa larga pisca ao
som de música eletro dance, me senti observada.
Olhei para todos os
lados, haviam imensos rapazes interessantes, uns loiros, uns morenos,
mas quando os meus olhos recaíram naquele lugar lá no canto, esqueci de
como devia respirar. Aquele homem acompanhado era absolutamente lindo.
"Oh meu Deus" pensei sentindo as minhas bochechas me denunciarem num
corar impossível de controlar. "Não, agora não" pedi mentalmente, mas em
vão, porque não conseguia controlar os meus próprios estímulos.
— Vem, Ana! - a minha
amiga me puxa até a um balcão. - O que vai ser, Ana? - Kate falava para
mim, mas era como se não o fizesse, porque estava realmente interessada
observando aquele homem desde o momento que o encontrara e cruzara meu
olhar com o seu. - Ana! - ela me balançou o braço para sair do meu
transe.
— O quê? - precisei de olhá-la nesse momento quebrando o gelo.
— Bebida? - pergunta novamente. Assinto com a cabeça voltando repetidamente os meus olhos naquele rosto que me deixa intimidada.
Aquele olhar sempre que
caia sobre mim, criava uma sensação de arrepio na minha pele, é como se
por ventura, ele estivesse me despindo literalmente. Nunca me senti tão
desejada como nesse momento. "Não viajes tanto, ele pode só estar
olhando" o meu subconsciente logo vem dando uma opinião de água fria,
pois quando queria sabia muito bem como ser um desagradável, só para me
fazer sair de um transe de pensamentos deliciosos e viajados, é certo.
Contudo, a minha deusa interior estava animada, batendo palmas e dando
uns pulos alegremente. Provavelmente estava na torcida por mim. Haja
alguém do meu lado me botando para cima.
Vê-lo aproximar com o
outro rapaz me fez deixar ainda mais nervosa e corada consequentemente.
"Incrível como essas minhas bochechas sempre me entregam" penso fazendo
um bico brevemente. Precisava esconder meu olhar, ou ele ia perceber que
o observava, mas ele continuava me fuzilando com os olhos sérios e
cinza. Era incomodo, estava me comendo. Provavelmente nua em seus olhos,
não sei. Será? "Mantém o teu ar impassível, Ana! Não dê de bandeja o
que ele quer" penso comigo mesmo mantendo um ar confiante e sério
fingindo que não estava nem ai para sua aproximação.
Percebi então, o amigo
ir para junto de Kate, ele simplesmente ficou ao meu lado me olhando e
sorrindo. Ele estava a sorrir que bem percebi. Seria eu uma piada? Uma
aposta entre dois homens?
"Ana não sejas tão ingénua! Não vês que ele
está ai para te convidar a alguma coisa?" o meu subconsciente mudou de
postura comigo, chamando um pouco à razão. Só que não conseguia me
controlar, ele estava me deixando nervosa só com aquele olhar. Podia
sentir todo o meu corpo electrizante nesse instante. Uma corrente de
adrenalina vinda da planta do pé, até aos fios dos meus cabelos escuros
marron. Mordi o lábio inferior sem dar conta, foi algo tão involuntário
que nem controlei, mas também não estava arrependida por tê-lo feito.
Não devia temer por algo que não é crime. Ainda tenho olhos, posso
apreciar um bom homem. Afinal não é só nas páginas dos meus longos
romances que os gosto de os ver.
— Posso lhe oferecer uma
bebida? - escutar sua voz grossa e tão masculina me arrepiou ainda mais
e outra vez estava mordendo a porra do lábio.
— A mim? - perguntei tentando parecer inocente, embora a minha voz sairá um pouco mais para entoação irónica.
É óbvio que aquele homem
na minha frente falava comigo, com quem mais? Tirando eu e Kate, o
resto das pessoas juntas ao balcão do bar eram resumidamente homens.
Traço uma mecha atrás da orelha exibindo uns brincos simples, enquanto
desço ligeiramente o olhar para a minha bebida fingindo que não estava
nem ai para a sua presença intimidadora.
— Sim, senhorita! - diz
ele sorrindo. - Posso ou não? - ergo o olhar e nego com a cabeça
erguendo o copo para me mostrar que já estava servida.
Ele não fica muito
convencido, pois não sai do meu lado. Continuando ali como se o tivesse
convidado a me acompanhar, mesmo a boate sendo um lugar público. Então
esse homem lindo que mais parecia um Deus grego, porque um homem comum
ele não podia ser, acenou a um barman. Foi lhe servido uma bebida que
não reconheci, mas que não devia ser nada demais, deduzi pelo fraco
entendimento que tinha sobre bebidas alcoólicas, pois tinha um ótimo
aspecto.
— Frequenta com alguma
regularidade espaços assim? - precisei rir com aquilo. Só alguém que não
me conhecia para tirar uma conclusão tão errada quanto aquela. - Disse
alguma coisa que não devia? - ele pergunta com precisa preocupação em
seu semblante.
— Não muito! - sou
sincera, porque mentiras não me levavam a lugar algum e ele ia acabar
por perceber, era uma questão de tempo. Muito embora não fosse algo que
claramente fosse da sua conta. - E não, não falou nada de errado! -
acrescento humedecendo os lábios, porque sempre me sentia mais nervosa a
cada nova introdução de diálogo da sua parte, porque até aquela voz me
deixava nervosa.
O meu coração estava bem
acelerado, a minha respiração alterada e mais ofegante que o normal e
tudo por causa daquele seu ar intimidador. Puxa, nunca antes me havia
sentido assim, porque agora do nada ele estava provocando tal sensação?
As bebidas ali na nossa frente me fazem ficar pensativa.
Ele toma a sua
me olhando com um ar superior, me sinto logo uma pequena e frágil ao seu
lado, que logo me levo pegando minha bebida num impulso de coragem que
não existia em mim, mas que precisava dela nesse momento pois não podia
mostrar parte fraca, a tomando num breve gole. Só sei que aquele liquido
me caiu a queimar em minha garganta. "Kate que bebida é essa?" me
questiono mentalmente fazendo uma breve careta.
— Suponho que um rosto
bonito e franzino quanto o teu tenha um nome! - ele fala repousando o
seu copo no balcão. Acabo fazendo exatamente a mesma coisa respirando
fundo antes de o encarar direto nos olhos cinzentos e brilhantes e
perceber um olhar intenso.
— Anastacia Steele! -
digo sem rodeios ainda me recuperando da sensação de ardor na garganta. -
Mas meus amigos me chamam de Ana, se preferir.
— Anastacia é um belo
nome e pouco vulgar! - estremeço um pouco ao modo de como ele articula
as palavras, me fazendo sentir importante. - Christian Grey ao seu
dispor! - pega a minha mão na sua a ergue ao nível de seus lábios
atraentes e experientes, deixando um casto beijo ali de criar borboletas
na minha barriga.
"Estás a fraquejar, ele
está a conseguir o que quer" penso mordendo a língua interiormente.
Novamente esqueço de respirar, somente o olhando, como se apenas
estivesse eu e ele naquele lugar.
As pessoas à nossa roda haviam
simplesmente sumido, mas não por muito tempo. "Hello? Ana volta para
terra!" o meu subconsciente sabia muito bem como me atirar ao chão em
três tempos. Ele era desagradável até dizer chega. A minha deusa
interior por sua vez estava me olhando com uns olhos brilhantes, mãos na
cintura, rosa vermelha presa entre dentes preparada para algum número
de dança, que avaliar pela sua postura tão ousada podia muito bem ser um
belo tango.
— Oh prazer, Christian! - consegui falar ao libertar lentamente minha mão da sua.
Até a mão dele era
macia, cuidada, diferente de tudo o que do que imaginava dos homens dos
tempos de hoje que não ligam muito para esses pequenos detalhes da
aparência cuidada. Apesar de ter aqueles que ligam muito ao lance de ir
numa academia para malhar o corpo.
Ele continuou ali com
aquela postura me olhando com lábios entreabertos. Confesso que precisei
reprimir um gemido, porque aquilo estava a me deixar com uma sensação
nova. Me senti a estrear alguma coisa em mim. Era como se ele apenas com
o seu ar de importante me pudesse deixar molhadinha. É isso mesmo, eu
gozei. Como é possível? Nem me tocou.
— Dança? - ao escutar
novamente falando para mim, precisei me concentrar, descendo meus olhos
por todos os traços do seu corpo de porte atlético.
Ele com certeza
percebeu, porque estava mordendo aquele lábio apetecível, tão perfeito e
delineado.
"Caramba fiquei molhada outra vez" penso corando nesse
momento e levar os meus dedos às bochechas envergonhada. Ele sorriu com
isso, podia perceber muito bem. Já que seus lábios estavam bem mais
entreabertos que antes.
— s-si-sim... - gaguejei
um pouco. Estava tão perturbada que nem a voz conseguia controlar. As
palavras mal saiam inteiras de minha boca.
"Fogo, não era para ser
assim! Culpa sua Christian" me repreendo mentalmente ousando culpá-lo a
ele, quando a culpa também é minha.
Esse Deus lindo e
perfeito diante meus olhos, pegou a minha mão me guiando para uma pisca
meia vazia, já que pelo que pude perceber, o DJ havia mudado o tipo de
música para as normais baladas de dançar a um ritmo mais calmo e colado.
Christian desceu a sua mão calmamente atrás das minhas costas, a
deixando ali repousada sobre a base da minha coluna. Reprimi novamente
outro gemido, apesar claro, de saber que esse tinha toda uma razão de
ser, já que ele havia tocado em mim. Embora por cima da minha roupa, que
por acaso era aquele vestido azul curto que Kate me havia emprestado
mais cedo, de me deixar perturbada dentro dele. Se bem que fico com
aquela vontade constantemente de o querer tirar para me sentir livre,
nua.
Aos primeiros acordes da
música, foi Christian quem me guiou num ritmo muito elegante e
concentrado, sem deslizar seu olhar de mim. "Ena ele dança
maravilhosamente" pensei subindo melhor meus braços ao nível dos seus
ombros para conseguir acompanhá-lo de forma menos desajeitada que era em
cima daqueles saltos de 12 centímetros. "Kate me paga" pensei novamente
deixando um sorriso escapar dos meus lábios.
— Senhorita Steele, o
azul fica a matar em si! - ele fala quando me liberta dele para rodopiar
em torno de sua mão. - Condiz muito com a tonalidade dos seus olhos! -
me recupera em seus braços. As minhas bochechas queimam com o elogio, já
nem ligava mais para esse mero detalhe.
— Muito obrigado! -
respondi sendo educada ao abrandar o ritmo da nossa dança, me sentindo
mais apertada a ele, já que nossos corpos haviam colidido.
Olhando por cima do seu
ombro, sendo que a própria dança exigia contato corporal, vi Kate dançar
igual na minha frente, lá com o amigo de Christian. Ela parecia feliz,
provavelmente até mais que eu.
Mas sabia que toda essa felicidade não se
devia ao fato de ter encontrado companhia para a sua noite, mas por me
ver ocupada com um homem numa pista de dança. Fiz uma careta nesse
instante, pois percebi que os seus olhos estavam vincados em mim. Ela
riu como se estivesse a ter maior graça.
Tentei manter um semblante
zangado, mas isso só serviu para Kate, a "rata que sabe tudo" sorrir
ainda mais e rodar para esconder seu rosto em plena risada. Mordi meu
lábio, fechando os olhos por uns segundos que fosse. "Estás a ver? Não é
tão difícil entrar no ritmo!" o meu subconsciente avisa apontando o
dedo para mim. A minha deusa interior estava eufórica lançando rosas
vermelhas para um público inexistente. Só sei que na sequência disso
tudo sentia o meu ego bem mais mimado.
— Anastacia posso saber o
que está pensando? - Christian pega em meus ombros os empurrando
ligeiramente com o auxilio dos seus polegares para me encarar direto nos
olhos. - Parece tão pensativa! - comenta agora com uma voz mais baixa
igual a um murmúrio.
— Só estou pensando que
dança maravilhosamente, Christian... - menti não querendo revelar os
meus pensamentos aquele homem que mal conhecia.
Nem tudo eles devem
saber, principalmente quando o que vai na nossa cabeça pode ser algo
malicioso. Mas que mesmo eu não querendo me sentia bem atraída. Porquê?
— Tem a certeza? - insistiu.
— Toda! - reafirmei
mordendo o lábio inferior. Ele por sua vez reprimiu um certo movimento.
Voltei a morder o lábio inferior uma vez mais que não fosse mais por
mera provocação. Afinal se ele podia ostentar uma postura provocadora,
eu também. Não sou menos que ele.
— Esse lábio... - falou num sussurro assim que me acompanhou para fora da pista.
Quando olhei para o
lado, Kate havia sumido simplesmente sem avisar, até mesmo aquele rapaz
de quem se fazia acompanhar. Christian pegou uma nova dose de bebida, só
que acabei recusando novamente em acompanhá-lo por não estar muito
habituada a beber, pois simplesmente me sentia meia zonza quando ia para
lá do segundo copo, independentemente da bebida que me fosse servida.
— Está ficando tarde para mim! - digo quebrando um pequeno silêncio entre nós.
— Vou pegar um táxi! -
ele repousa o copo no balcão e segura meu braço antes mesmo que pudesse
virar costas, mas a solta bem de seguida, como se tivesse ocorrido um
choque eléctrico entre nós.
— Eu acompanho-a até casa! - se oferece.
Balanço a nuca negando,
não era de meu hábito aceitar carona de estranhos. Pois minha mãe sempre
me alertara para o fato de que nem toda a gente é confiável. Não que
Christian pudesse ser um tarado em uma figura de galã, só que o melhor
mesmo era não arriscar e jogar pelo seguro.
— Se não se importa eu
prefiro pegar mesmo um táxi! - repeti para não dar a impressão de ser
mal educada com sua gentil oferta. Contudo, toda esmola tem um preço.
No fundo queria gritar
que sim, que queria aceitar a sua oferta, pois seriam mais uns minutos
na sua companhia interessante. Porém, isso ia contra o que achava em
relação ao sexo oposto. Para mim, homens sempre tem segundas intenções. E
nem mesmo esse Christian diante meus olhos com o seu porte atlético
podia ser diferente. Então lamento, mas terá que ficar para outra
altura.
— Não fica bem um moça andar sozinha na rua num horário como esse! - alertou carregando a sobrancelha.
— O lugar onde vivo não
fica muito longe, além disso irei de táxi, lembra? - voltei a relembrar.
Ele encolheu os ombros com a minha teimosia. - Até mais, Christian! -
me despedi dele passando lado a lado do seu corpo.
Gostaram? Do que estão esperando para comentar e me dar vosso feedback do capítulo?
Até ao próximo capítulo, Lucy.
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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