Herança do Amor - Capítulo 20
Pov. Anastacia Steele
Está um sol formidável
nessa tarde de sábado e estão todos no jardim aproveitando esse clima
familiar que me deixa em uma pura nostalgia relembrando o quanto havia
sido ótimo passar grandes tardes na companhia de meu pai, quando
convidava os seus amigos para aqueles típicos churrascos que duravam
horas. Também num desses convívios é que conhecera José.
FlashBack on
É o sábado mais
quente do ano segundo a estação de meteorologia de Seattle, os termómetros estão batendo nos 35º e aqui está uma brasa. O meu pai está
no jardim cuidando das grades, enquanto eu estou aqui dentro deixando as
febras e salsichas frescas temperadas para ele colocar na grelha e
começar aquele cheirinho de almoço convívio ao ar livre. Todos os meses
calha a cada um dos amigos dele a organizar e dessa vez calhou ao meu
pai ser o anfitrião da festa. Claro que na ausência de uma esposa, cabe a
mim como filha cuidar da parte doméstica e ser o braço direito do meu
pai de maior aperto.
São 12:30 e os
convidados já começam se escutando em gargalhadas no lado de fora e um
barulho de tilintar de garrafas de cerveja em boxes. Vou para fora com a
bandeja das febras e encontro um par de olhos me encarando atentamente e
quase deixo a bandeja cair ao colidir nas costas do meu pai.
— Oh filha está no mundo da lua?
— Desculpe papai! -
pouso a bandeja disfarçando o olhar tímido e fujo para a cozinha onde
tenho batatas para continuar a descascar.
— Onde quer que eu arrume as cervejas?
— Ora na geladeira! - respondo automaticamente sem perceber que havia esticado a língua.
— Legal!
Ele vira as costas para mim e mordo o lábio arrependia.
— Desculpe eu não sou dessas pessoas arrogantes, só que estou... - mas ele interrompe.
— Atarefada...
compreendo! - e sorri para mim. - Posso dar uma mãozinha se precisar! - o
meu sorriso rasga agradecido, pois estava precisando mesmo de um apoio.
- A propósito o meu nome é José Rodriguez!
— Prazer, Anastacia...
Com ajuda dele as
coisas começaram a sair bem mais adiantadas, pois enquanto cuidava da
fritadeira, José ia levando o pão e pratos descartáveis para o alpendre.
Trocamos umas palavras animadoras e piadas engraçadas e desde então nos
tornamos grandes amigos.
FlashBack off
— Olha só como eles
estão tão animados com mais novo membro da família Grey! - comenta Mia
de bandeja nas mãos ao qual me tira de um transe absoluto de
pensamentos.
Os pequenos Theodore e
April pareciam realmente empenhados em incentivar o pequeno Ollie a
correr, mas o pobre coitado parece tão mole que só deve desejar dormir,
afinal ele ainda é bebé. Mia lá pousa a bandeja cheia de aperitivos e
digestivos para os homens que conversam sobre basebol. Já a avó dos
miúdos parece ocupada em dar instruções a alguém no celular. Então
decido largar da sombrinha e ir até aos mais novos.
— Então alguém aqui está querendo brincar? - pergunto olhando com um sorriso largo nos lábios.
— Hm... o Ollie brinca com a gente?
April pega no pequeno e o
balança entre as mãos o entregando para mim que dou uns carinhos no
pelinho dele e deixo um beijinho casto no alto da nuca. O pequeno até
abre a boca e a fecha meio sonolento.
Oh que verdadeira fofura.
— Não, o Ollie ainda é pequeno, princesa! Ele precisa de dormir para crescer, sabe? Olhe só como ele já fecha os olhinhos?
Ela não fica muito
convencida com o meu argumento, mas Theodore me dá uma forcinhar ao
convidar a irmã para brincar de esconde-esconde e sorrio vê-los a correr
desinibidos nesse gramado verdejante livres.
Vou até à cozinha e peço
por gentileza à governanta uma taça com água para que o cachorro possa
beber, pois aposto que com tanta exposição solar deva estar com sede. O
pouso no chão junto a uma cesta antiga que parece a meu ver de um outro
cachorro, talvez um antigo da família não sei. Dai sigo para a garagem
para pegar uma pequena porção de ração e assim voltando na cozinha com a
comida, agacho deixando a taça para Ollie que se delicia comendo. Ok,
ele tinha fome e ninguém tirando eu lembrou desse fato.
Pobrezinho.
Ao me recompor direcciono
o olhar ao exterior e vejo que estão todos divertidos a brincar com a
mangueira se molhando e assim que encontro os pequenos de roupas encharcadas vou correndo para fora na tentativa de os socorrer ou vão
ficar doentes se continuarem tempo demais com essa roupa húmida corpo.
Contudo, ao atravessar meio campo sou atingida com um jacto de águas
livres que me fazem pular igual uma criança na grama e fecho os olhos
quando sou atingida por outra frente. O meu rosto é embebido pela
sensação refrescante e assim que abro os olhos vejo um Christian Grey
molhado, de roupa justa no corpo mostrando aquele seu físico bem
definido e só sei que mordo o lábio inferior deslumbrando tal figura
masculina. Ele se aproxima de mim rindo como se o fato de estar com a
roupa nesse estado tivesse piada.
— Olhe só para o meu estado! - tento parecer importada com o fato de ter sido atingida por sua habilidade certeira.
— Descontraia, está calor! - ele sorri como se fosse um adolescente se divertindo numa tarde de verão.
— Há é?
Viro de bunda para
Christian e pego um balde com água, o jogo para cima dele. Em seguida
começo a dançar a dança da vitória, porque dei troco em Christian Grey.
Ele leva as mãos ao rosto sacudindo as águas que escorrem da ponta dos
seus cabelos rebeldes e me olha com uma expressão que me faz dar
gargalhadas, porque sinceramente não dá para temer alguém que se deixa
atingir fácil.
Mia e Elliot correm na
minha direcção que desvio para não chocarmos de frente e acontece que sou
atingida com mais um jacto de água e todo o meu corpo responde com outro
choque de adrenalina, porque apesar de estar um dia quente, a água
continua sendo fria para o meu corpo sensivelmente em brasa.
Christian me apanha
desprevenida ao chocar comigo e ambos vamos os dois ao chão, logo depois
se junta Elliot que cai em cima de nós, April porque acha engraçado a
montanha de corpos que está empilhando no gramado e vem pulando em cima
do tio e Theodore para completar a cereja do bolo.
— SOCORRO! - tento
gritar ao alçar a mão a Mia que só dá gargalhadas na nossa frente ao
invés de estender a mão para mim que estou louca para sair debaixo
desses corpos pesados.
— Vou tirar um selfie
para a prosperidade! A gente vai ter super likes no instagram! - fala
ela toda empolgada correndo para buscar o iPhone. - Gente, smile!
Ela coloca o aparelho a
uma dada distância com temporizador e corre para o meu lado mostrando
uma careta desinibida e somente reviro os olhos mordendo o cantinho do
lábio. A câmara dá flash e ela pula dando o fora.
— Okay, será que alguma alma se importa? - tento me mexer um pouco.
— April você primeiro, querida... - indica Elliot.
— Não não... Teddy primeiro!
Quando finalmente a
montanha se desfaz, Christian me estende a mão e o olho desconfiada, mas
acabo não oferecendo resistência aceitando seu apoio para me colocar de
pé ou vou continuar omelete se permanecer estendida nesse chão.
De novo todos continuam
brincando desinibidos e usam agora a piscina. Mia vem me puxando pela
mão para mostrar o resultado da foto e estreito o olhar para as nossas
figuras de caretas hilárias.
— Somos o novo sucesso na Internet! UHHH viva a família Grey! - informa ela com maior cara de felicidade.
~*~
Ao começar arrefecer
nesse final de tarde, vou até Mia questionando sobre onde poderia achar
toalhas, ela me indica uns anexos que existem na parte posterior à
mansão, mas logo Christian se oferece para me indicar o caminho até lá.
Sem maldade aceito a sua companhia e ambos trilhamos numa troca de
comentários relativamente ao que aconteceu nessa tarde louca e do quanto
April e Theodore se divertiram demais, incluindo ele que vem
confessando esse fato para mim. Na verdade, eu mesma me diverti muito e
não lembrava o quanto é bom estar assim em núcleo familiar. Afinal os
Grey são uma família bem descontraída, nem parecem pessoas tão sérias
nesse mundo. Mas também nem sempre a aparência fala por si.
Christian abre a porta
do anexo com estrutura de madeira. Parece uma casa pré-fabricada. Ele
liga a luz e tudo parece arrumado demais, tudo muito impecável e polido.
Vou entrando admirada com o espaço e não consigo não abrir e fechar a
boca olhando a quantidade de coisas que existem numa área que
aparentemente não é tão grande quanto parece.
— Meus irmãos e eu usávamos muito esse anexo quando éramos moleques, sabe?
Olho para ele com
admiração e sorrio torto imaginando 3 adolescentes usando esse cantinho
para fazer alguma doideira da idade, nem que seja para esconder as
namoradas, ou na pior das hipóteses escapar aos castigos impostos pelos
pais.
— Onde ficam as toalhas? - questiono.
— Por ali... - ele segue
na minha frente até uma outra divisão mais escura. - As toalhas sempre
ficam arrumadas nesse armário aqui! - ele abre as portas de madeira
pinho e escuto barulho nas nossas costas.
— Você escutou isso?
Ele me olha de sobrancelhas arqueadas completamente alheio ao retirar uma primeira toalha azul para mim.
— O quê?
— Algo como fechar a porta?
Corro de volta para a
entrada, Christian surge logo de seguida e meu espanto é que a porta
está fechada. Christian roda a maçaneta a puxando, mas estamos ambos
trancados aqui dentro e levo as mãos à cabeça querendo gritar, porque
alguém fora malicioso ao nos deixar trancados no lado de dentro.
— Trancaram a gente de propósito!
— Temos que gritar, pedir ajuda, alguém vai ter que abrir essa droga...
— Não adianta, daqui
ninguém nos vai escutar! - a minha boca forma um "O". - Meu pai quando
mandou construir esse anexo já foi a pensar na questão acústica, pois
não sei se percebeu aqueles instrumentos ali... - ele acende outro interruptor e toda a luz dá cor aos instrumentos.
— Uma banda? Você tinha uma banda?
— Não eu, meu irmão Elliot, mas isso foi uma fase, não tem mais...
Viro as costas para ele e
ando de um lado para o outro procurando um ponto de fuga, mas este
espaço tem poucas janelas e as que tem estão com grades. De novo olho
para Christian que está quieto igual a estátua da liberdade ali me
olhando de braços cruzados. Ok, só falta rir em divertimento a essa
situação em que estamos nesse momento, o que não tem graça.
— Está me olhando assim, porquê?
— Porque não vai levar a
lugar algum você andar de um lado para o outro, Anastacia! Está na cara
que a minha irmã armou para nos deixar presos aqui... - ele mergulha os
dedos de forma sexy nos cabelos os deixando bem rebeldes. - Como fui
tão burro?
— Pode crer... - concordo revirando os olhos. - Espere... O seu celular você o tem ai?
Ele apalpa os bolsos
procurando pelo aparelho, mas sem grandes chances, pois Christian mostra
uma careta e minha chance de sair daqui é praticamente nula.
— Não acredito que vamos ficar aqui presos! Só nós dois! Isto vai ser lindo! - a última parte sussurro mais para mim.
— Pois mais vale se
conformar que terá que aguentar minha companhia, que nem é tão má quanto
parece, afinal sou um ótimo parceiro de bate boca...
— E beijos também! - bufo sentando no chão encolhida.
— Os beijos foram acidentais... - ele se arrasta até mim e o começo a olhar de lado. - os olhares perigosos...
— Nem vem com essa sedução toda para cima de mim.
Esquivo para a direita
ao levantar rapidamente e cruzo os braços me fazendo de difícil, quando
todo meu corpo deseja que ceda facilmente ao impulso de me deixar cair
nos seus braços e selar os meus lábios nos seus tão desejosos.
Oh meu Deus eles são tão perfeito! Ele é um Deus grego! E está tão sozinho comigo.
Anastacia para de pensar bobeira, ordena a minha voz interior.
— Ninguém está seduzindo ninguém, Anastacia!
— AI QUE RAIVA! - grito
desesperada e viro de frente para ele. - Me tira daqui, por favor! Os
miúdos devem estar preocupados e April não vai querer escovar os dentes
sem mim? Não vou lá estar para ler a história que a pequena gosta e
depois como ela vai adormecer se sempre tem pesadelo? - mas ele nem me
deixa argumentar nem mais uma palavra que vem logo selando seus lábios
nos meus e me beijar com certa urgência.
Ele me beija com volúpia
que arranca de mim um reacção retribuidora ao circundar os meus braços
na volta do seu pescoço em uma necessidade absurda e deixo a minha
barreira cair. Continuamente o beijo tão intensamente e cheia de vontade
de me entregar a ele. A esse homem que mexeu comigo desde o primeiro
dia em que cruzamos. Desde o primeiro momento em que vi os seus olhos
cheios de tristeza, desde a hora em que brigamos, pela vez que me
amparou em seus braços e cuidou de mim, pelos por todas as vezes em que
trocamos olhares intensos e nos beijamos sem desculpa.
Começo a ofegar em sua
boca, querendo me libertar dela para poder respirar, já que meu corpo
parece desfalecendo com esse consumo excessivo, pois ele é intenso
demais. E ao invés disso, Christian começa me guiando para uma parte
desconhecida desse anexo. Subo e desço as mãos de novo ao encontro do
seu pescoço e abro os olhos para encarar o seus numa tonalidade cinza
escuro como nunca o vi antes me encarando. Ele sorri lascivo ao cessar o
beijo com um selinho e mordisca ligeiramente o meu lábio inferior de
forma instigadora, mas que ao contrário do que alguma vez esperei, me
faz desejar mais e muito mais dessa tortura sedutora.
— Devia tapear o seu rosto por isso, sabia? - ameaço furiosa.
— E porque não o faz,
Anastacia? - ele atreve a questionar nunca desgrudando seu corpo do meu
onde a sua erecção roça incrivelmente contra o meu quadril. - Porque você
gostou, não é?
Confesso que não tenho
argumentos capazes de delinear as suas palavras. Ele desce a sua boca
pelo meu pescoço e reviro os olhos com esse contato tão quente e
excitante. As minhas veias bombeiam um sangue que rola furioso no
interior, o meu coração bate acelerado e só me sinto a hiperventilar.
Christian continuamente vem descendo as mãos pelas as laterais,
apertando meu corpo contra o seu.
Ele me vem movendo para
uma cama ao qual caio abaixo do seu corpo ficando sua cativa. De novo a
sua boca vem invasora ao encontro da minha e sua língua entra através do
canal revirando todos os cantinhos avassaladora, mas travo concentrando
as suas mãos no seu peito o empurrando. Os seus olhos mudam, ficando
preocupados, sobrancelha arqueada. Seu rosto continua com pura
excitação, o coração acelerado sobre as palmas das minhas mãos.
— Eu não posso... -
sussurro querendo escapar. - Me desculpe... - uma lágrima salpica do
cantinho do meu olho e ele sai de cima de mim me deixando livre.
Christian vagueia pela área, parece tenso ao passear as mãos nos cabelos.
- Christian! - chamo e ele vira para me encarar.
— Não se preocupe... -
diz ele ao aproximar de mim e agachar na minha frente. - Não quero
forcá-la a nada, quero que tudo entre nós seja sincero. Quero que olhe
para mim. - ele sobe as suas mãos às maçãs do meu rosto, os seus
polegares roçam em minha pele como se fossem duas porções de algodão
acariciando e fecho os olhos sentindo esse contato macio. - Confie em
mim, Anastacia!
Subo as minhas mãos ao
encontro das suas. Olho em seus olhos outras lágrimas descem imparáveis.
Ele está a mexer comigo, esse homem diante os meus olhos me olha como
quem vê a alma de um corpo moribundo.
— Eu confio,
Christian... - sussurro unindo a minha testa na sua. Olhares sempre
incidindo um no outro. - Só tenho medo que esteja me entregando a alguém
que não... - mas ele interrompe com o indicador nos meus lábios.
A sua mão desce por
minha face, contornando ali o ombro de forma branda e puxa a minha mão
que cai livre. Num ato breve estou de pé, junto dele que me balança
contra o seu corpo como se estivéssemos dançando um música sem som e
isso é estranho, mas bom ao mesmo tempo. Me tranquiliza e não me dá
medo, porque eu gosto desse contato. Ele é respeitador, amoroso e eu me
sinto cada vez mais apaixonando por esse homem.
— Imagine que está
dentro de um bolha em que só estamos nós dois! - sussurra junto ao meu
ouvido rodando comigo lentamente esses passos. - Agora feche os olhos e
ative os seus sentidos e me diga o que sente nesse exato momento.
Faço o que ele me pede e
fecho os olhos munida por esse contato e o meu coração só se acelera
mais ainda, pois parece ativo. Uma adrenalina boa percorre as minhas
veias fazendo o sangue chegar a todos os cantos do meu corpo. Os meus
neurónios entram em conexões extensas e a minha respiração regulariza
tranquilamente dando a sensação que respiro a brisa de um espaço
imaginado. Os meus lábios abrem e fecham, a minha boca solta um gemido
de satisfação. As minhas mãos tocam a superfície de uma pele macia e
sorrio involuntariamente, porque sei exatamente o que estou tocando.
— Então? - pergunta ele
soprando no meu ouvido e arrepio um pouco com o seu hálito fresco
criando aquele ventinho delicioso em mim.
— Eu me sinto entregando
a uma pessoa. - sussurro de olhos fechados. - Sinto que estamos num
lugar diferente, à brisa... não sei dizer se é uma praia, mas eu gosto
da sensação de frescura e maresia. Eu gosto da sensação de calor que esse
corpo oferece para mim. Em seus braços sinto protecção, conforto e um
porto seguro.
— E mais? - ele de novo
sopra, outro arrepio atravessa a minha pele me deixando incrivelmente
molhada, a sua voz causa esse efeito inebriante em mim. - Por favor
conte para mim...
— Eu devoro os seus
lábios com devoção, a troca dos nossos olhares é uma a coisa mais
intensa e perigosa que alguma vez senti. O meu corpo gruda mais no seu e
faz a transformação de um click.
Ele me transforma, me faz mulher, me
faz ser desejada como nunca fui. O meu corpo é totalmente venerado pelo
toque das suas mãos que parcela calmas cada pedaço de carne
incandescente.
— Abra os olhos... - ordena gentil e assim o faço.
Christian me encara com o
seu par de cinzas e respiro o seu hálito que está tão próximo dos meus
lábios. Embebo dele e nossas bocas de novo se unem. Unem por um beijo
lento, ternurento e afectuoso cheio de sinceridade. Eu beijo o homem que
desejo, sem medo, sem complexos ou fantasmas agora que me sinto mais
capaz de pular essa barreira que desce a cada investida um pouco mais.
Não tenho motivos para desistir, não tenho motivos para fugir dele. Só
tenho motivos para me entregar.
Então o guio comigo de
novo para essa base atrás de mim e enroscando melhor minha língua na sua
que continua dançante em minha boca. Vou me deitando abaixo do seu
corpo tremendo por excitação chamativa do meu. Afundo as minhas mãos em
torno do seu pescoço procurando aquele abrigo mútuo e nossas bocas arfam
e rebatem línguas furiosas por um contato enlouquece de paixão.
As mãos dele entram em
contato com a minha pele e alguns gemidos arrepiados saem da minha boca
sem controle, ele sorri por isso com uma onda de satisfação autêntica e
continua entrando com as mãos sobre minhas roupas interiores subindo a
bainha da minha regata branca e quando sua mão roça sobre a copa do
seio, reviro os olhos arqueando a nuca contra os travesseiros munida
prazer ao soltar lentamente os seus lábios dos meus. Experiência desejo e
excitação que não sentia a tanto tempo. Na verdade me sinto uma pura
virgem depois dos 26 anos.
Com cuidado Christian
levanta um pouco ficando entre meu corpo de joelhos e me observando fascinado ao subir a própria camisa mostrando aquele físico atlético e
tão definido. Se havia dúvidas relativamente ao fato de se cuidar, agora
estava esclarecida e esse homem em forma de Deus grego se cuida
completamente e eu estou aqui prendendo a respiração, porque me sinto
observando uma miragem num deserto. Em seguida ainda com aquele sorriso
que me deixa rubra, ergue a minha regata a puxando por entre meus braços
e cabeça. Fico somente protegida por um sutiã roxo na sua frente.
Defiro os lábios algumas vezes ao encarar seu aspeto. Não tem como não
ficar deliciada com essa visão.
— Tão perfeita... -
elogia debruçando sobre meu corpo e começa a deixar uma trilha de beijos
arrepiantes na minha pele quente desde a base da clavícula até ao vale
dos seios, onde trava e brinca com a ponta da língua instigadora. - Tão
quente... - gemo contorcendo ligeiramente o meu corpo a baixo do seu que
me prende como refém entre suas pernas servindo de grades de um
presidio. - Tão minha... - uma outra descarga de adrenalina corre louca
sobre as minhas veias e sinto que logo vou estar gozando se ele
continuar me estimulando dessa forma tão provocadora, pois suas palavras saem tão sexys da sua boca, tão intensamente sedutoras que é difícil
eu não ter um orgasmo só de as escutar.
— Não tortura... -
imploro abafada por um gemido que me deixa molhada de novo, porque a sua
boca desce continuamente por minha barriga sarada. - Oh assim, ai ai...
- o meu corpo treme com a sua passagem e ele sorri baixo, mas sorri que
escuto um som divertido sair da sua boca.
Ele vai galgando sobre
meu corpo, desce mais um pouco a boca e penetra a língua sobre o umbigo.
Os seus dedos brincam sobre as laterais do meu corpo e fico desejando
que ele termine logo com essa tortura pois estou num fogo que me queima
impossível cá dentro e daqui a pouco vou desejar entrar no fogo
infernal.
— Para com isso, quero que vá logo... - imploro nervosa e ele ergue o olhar subindo toda atenção a mim.
Ele me observa enquanto
passo ambas as mãos sobre as copas do sutiã acima desses seios apertados
que gritam por libertação e estimulo atracção de forma provocadora
descendo as mãos sensuais sobre meu quadril de encontro às laterais para
que ele possa me ajudar a puxar as leggins. Christian sorri de canto,
mas antes que me possa dar uma ajudinha ai vai logo arrancando o sutiã
com uma puxada e os meus olhos ficam estreitos nele.
Não acredito que ele rasgou o meu sutiã!
Uma vez nua na parte
superior do corpo, ele decide dar atenção ao meu quadril e puxa
finalmente as leggins para mim, me libertando completamente desse
tormento. Observa a calcinha e beija mesmo por cima do tecido, inala
esse aroma que me deixa intensamente rubra e a contorcer esse corpo
vulnerável na sua frente.
— Cheirosa! - sopra para mim.
Rasga a calcinha e os
seus dedos entram em contato direto à minha pele me deixando a gemer
incontrolada. Estou completamente nua, nua para que ele me faça uma
mulher sua, pois meu corpo grita pelo seu. Grita por uma união que me
faça sentir poderosa e única.
— Quero você! - gemo mordendo os lábios o desejando tanto.
Christian puxa o zíper
da calça e ela logo desce por suas pernas, deixando uma cueca box branca
à vista, um volume extenso no interior pulsando na frente dos meus
olhos. Ele encaixa os dedos nas laterais do próprio quadril e desde a
cueca com graciosidade e provocação, pois seu corpo balança sensual como
se estivesse interpretando alguma número e stripp masculino. O seu
membro duro salta à vista dos meus olhos e fico estarrecida olhando esse
volume que mais parece que vai me rasgar completamente assim que entrar
pelo canal estreito do meu sexo.
— Gosta do que vê? - pergunta com um sorriso torto.
— Completamente! - respondo ao aproximar dele e encaixar minha boca na sua de forma a nos beijarmos de novo.
De novo com nossas
línguas dançando uma com a outra mais parecendo duas crianças felizes.
Nossos corpos se unem e sinto uma onda de calor me culminando
interiormente. Na verdade estou em chamas, que pensei jamais voltar a
reacender.
Ele envolve as suas mãos
na minha cintura de modo protetor, já que é a nossa "primeira vez", na
verdade a minha estreia deliciosa e exploratória com Christian Grey. Um
homem que tenho a plena certeza não me vou arrepender de me ter
entregado independentemente de tudo o que aconteceu, que possa parecer
estranho entre nós dois. Eu sei que nós dois temos uma ligação muito
forte, eu me sinto bem ao seu lado, me sinto mulher, desejada e a viver.
Já para não falar que todas as vezes que trocamos um beijo ou um olhar
só me atraiu ainda mais para ele. O meu próprio corpo me trai se
estimulando facilmente na sua presença, me deixando húmida e quase a
ofegar sempre que estamos tão próximos ou simplesmente a travar a
respiração para que não tenhamos que respirar o mesmo ar.
Tranquilamente e
respirando de forma ritmada, seguro em seus beijos para que não fique
tão tensa, Christian me penetra lentamente me fazendo gemer, arquejar em
sua boca inevitavelmente, pois é uma sensação de rasgo, como se
estivesse sendo a minha primeira vez, mas não é, apesar de estar à meses
sem um contato íntimo fez meu corpo regenerar a forma natural.
— Estou machucando você?
Pergunta todo preocupado
ao abrir seus olhos para mim, que sorrio dando mais um beijo de língua o
silenciando e movo o meu quadril com maior prazer, pois estou
completamente excitada e ele igualmente, pois posso escutar a batida
acelerada do seu coração. Os nossos movimentos tornam-se num único
apenas e tento ao máximo arrancar proveito disso me lambuzando em seus
apetecíveis lábios, quentes e viciantes.
Seu membro rebola dentro
de mim como um corpo animado numa festa abrindo caminho entre minhas
entranhas, arrancando os meus melhores e mais longos, intensos gemidos.
Christian geme junto comigo, fazendo com que engula os seus gemidos em
minha boca de forma intensa e cheia de prazer.
É delicioso sentir o prazer de alguém.
Aos poucos sinto que vou
gozar rapidamente, pois ele começa a se mover mais rápido, num ritmo encurtado e completamente vibrante. Só que é a ai que rebolo com
Chrisitan, mudando nossas posições e agora ao invés de estar por baixo
do seu corpo, estou por cima comandando o jogo da sedução. Então empino
mais a minha bunda ao mudar de estratégia corporal, pois não posso me
dar ao luxo de ser comandada para um orgasmo sozinha, queria que ele
tivesse junto comigo nessa entrega máxima. Então começo a rebolar em
cima dele, com movimentos mais ativos de deixar a ambos loucos de
prazer.
— Oh Ana... - urra ele sendo tomado pela onda de prazer ao máximo.
Isso me deixou tão
confiante que começo a quicar em cima dele, roçando meus seios no seu
peitoral, beijando seu pescoço provocadora, deixando uns mínimos chupões
ali. Em resposta as suas mãos atrevidas apertam as laterais do meu
quadril, as migrando um pouco mais a baixo para apertar as bochechas da
bunda e começa uma jornada de tapas que provocam uma sensação ativa
nesse meu corpo munido de prazer e êxtase. Essa pequena dor se
transforma gradualmente e dá um impulso para que comece a ser estocada
com mais intensidade, diria que violenta, mas que era um modo delicioso
de me fazer gemer, mesmo abafado para ninguém perceber que estávamos nos
entregando, apesar de não ter como alguém nos escutar.
— Christian... - reviro os olhos com a sensação de preenchimento absoluto, já que ele rasga totalmente dentro de mim.
Sinto aquele puxão a
baixo do umbigo, é o meu orgasmo quase me tomando, mas sinto que não me
devo deixar vencer. Então abrando o ritmo de como o meu corpo se move
contra o seu, ele cessa a sua arma de fogo, abrandando comigo o nosso ritmo em chamadas de um sexo que nunca me imaginei voltar a ter com
alguém. Mas que não fora somente um sexo causal, um desejo atractivo de
nossos corpos em combustão para uma plena satisfação carnal. Eu sinto
química, uma química intensa em nossos corpos que ainda não tenho
explicação e isto que faço com ele, não é sexo, é amor... estamos
fazendo amor.
— Ana, Anastacia... - Christian urra meu nome, igualmente embebido por uma droga incurável.
Meu corpo responde com
espasmos ao nosso esforço alcançado e facilmente chegamos no bendito
clímax. Momento esse que gozo com seu membro dentro de mim.
Só sei que depois do
ato, ficamos um tanto tempo imóveis nos olhando intensamente. Christian
acariciando os meus cabelos com a ponta dos dedos. Eu com a cabeça
deitada no seu peito, escutando seu coração agitando abrandar essa
batida frenética. O seu membro ainda dentro de mim, porque nem eu, nem
ele formos capaz de nos libertar. Fecho os olhos e esqueço o resto do
mundo, ali somente em seus braços fortes e protetores, sem
arrependimentos do que acabara de fazer, porque ele é o meu porto
seguro.
Gostaram desse especial?
Acham que depois disso Christian e Anastacia vão se estranhar? Ou irão ficar mais "intimos"/"amiguinhos"?
O que as meninas tem a dizer, hein? Ainda vivem depois desse capítulo quente e apaixonante?
♥
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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