Herança do Amor - Capítulo 23
Pov. Christian Grey
— Você por aqui? Estou
estranhando irmão! - comenta Elliot me tirando de uma concentrada
leitura do menu. - O todo poderoso Christian Grey numa lanchonete? Juro
que nasci para ver esse dia acontecer.
As palavras
insignificantes de Elliot por vezes são desnecessárias, pois ao invés de
demonstrarem maturidade, só mostram o contrário e apesar de não ser
mais moleque, continua o mesmo rebelde e imaturo de sempre.
— E dai? Não sou nem mais, nem menos que os outros... sou? - arqueio ambas as sobrancelhas tentando parecer sério demais.
Elliot ergue as mãos ao alto em rendição percebendo que essa é a deixa para fechar a matraca.
— Tio Elliot come com a gente, papai? - questiona April sorrindo amarelo.
Da minha filha volto a
olhar para o meu irmão que sorri largo e não tendo outra saída, indico a
cadeira na minha frente para que se junte a nós. Instantes depois logo
chega Anastacia sentando ao lado do meu irmão e este logo a cumprimenta
em maior empolgação, como se fossem grandes amigos desde sempre e o
implástro aqui fosse somente eu. Isso me deixa terrivelmente
desconfortável, mas não podia fazer nada, não posso bancar o ciumento na
frente das pessoas e dar a entender determinados tipos de sentimentos
que não quero expor. Não nesse momento e depois não quero que
Então se controle Grey, ordena a minha voz interior.
Quando o nosso pedido
chega, a degustação é acompanhada de muita risada, porque o meu irmão a
nível de piadas é sempre o mais desinibido e de fato apesar de por vezes
inconveniente, tinha que lhe agradecer por essa onda de humor.
— Aquela sua amiga é cá uma piada... - comenta Elliot para Anastacia que sigo atentamente todos os seus gestos com o olhar.
— A Kate? - ela olha
para ele e meu irmão acena positivo brincando com o garfo. - Há, ela
ficou meio embaraçada quando falei que conhecia você... - e riem. - Cá
para mim está interessada em você, mas não se preocupe, posso arrumar um
jeito de vocês se conhecerem se quiser. - Elliot dá um cutucão em
Anastacia.
— Papai?
Estava tão absorto olhando eles que nem estava escutando minha filha, que pelo jeito me chamava pela milésima vez.
— Papai! Puxa, papai! - olho para ela.
April está de expressão zangada e cruzando os braços. Theodore ainda comendo as suas fritas do pacote nem ai para nós dois.
— Posso pedir sorvete? - passa a língua nos lábios apagando os vestígios salgados das batatas.
— Não filha, você já comeu demasiada bobagem hoje, lembra?
— Mas eu quero papai! - ela forma um bico adorável nos seus lábios.
— Não, April!
Nem sempre posso ceder,
não é saudável e crianças como os meus filhos precisam crescer
aprendendo que o mundo não é feito simplesmente de facilidades e
direitos a um sim sempre que assim o desejam.
Terminando a refeição,
ainda com a minha filha prendendo o burro na mesa, vou até ao balcão
para pagar o jantar. Uma moça loira me aborda começando a fazer
perguntas enquanto insiro o código do cartão de crédito no multibanco.
Algumas vezes que reviro os olhos, pois ela é daquelas que fala além dos
cotovelos e retirando o cartão a olho pendendo a nuca para o lado.
— Você está interessada naquele lá? - pergunto com desdém. - Boa sorte, então!
Viro as costas a ela e
aproximando da mesa, chamo todo o mundo que parece com preguiça de
levantar da mesa. Elliot acaba ficando, pois diz que tem assuntos
dependentes a resolver e bem sei que esses assuntos tem rabo de saia
algures. Aposto que safado como é irá fisgar a garçonete. Acabo saindo
na frente de Anastacia que vai dando a mão para April que nem se digna a
dirigir um olhar para mim, ou sequer falar comigo, só porque neguei que
tomasse sorvete.
O caminho até ao escala é
feito em absoluto silêncio e fico observando a estrada iluminada pelos
longos e esguios candeeiros de pé passando por nós como flash's. Uma vez
ou outra lanço um olhar discreto para trás e Anastacia está acariciando
os cabelos de April que mantém os olhinhos fechados meramente
adormecida. Theodore debruçado na janela observando os carros passarem
lado a lado ao audi Suv como autênticos borrões.
Momentos depois, o Audi
Suv para no estacionamento subterrâneo e saio abrindo a porta traseira
para ajudar Anastacia, já que April parecia realmente pegada no sono.
Transporto a minha filha ao colo até ao elevador qual Taylor insere o
código me facultando as mãos. Subindo à cobertura saio com a minha filha
no colo e vou atrás de Theodore que corre na frente desobediente, mas
que dobro a língua para não começarmos uma briga que faria minha filha
acordar em meus braços e nesse momento é tudo o que menos desejo.
Entrando no quarto de
princesa deito April na cama e Anastacia logo cuida de trocar as roupas
da pequena que está realmente esgotada. Trocamos olhares e ela vem
aproximando de mim pousando a mão no meu ombro. Os seus olhos azuis
penetrando os meus cinza intensamente. Os seus lábios roçam contra os
meus e apodero as minhas mãos na sua cintura, a puxando mais para mim. A
beijo com volúpia, a mesma que me vi privado durante o dia. Anastacia
sobe as suas mãos lentamente em modo migratório ao encontro do meu rosto
e infiltra seus dedos nos meus cabelos. Nossas línguas brincam incansáveis, a sua porque quer comandar e a minha porque não deixa se
privar de contato sedutor que é revirar todos os cantos da sua boca
quente.
Em pouco tempo começo a
ofegar, o meu coração batendo numa batida louca e o meu desejo logo
aumenta, mas não podia pegá-la no quarto da minha filha, não é correto,
não é ético e ela pode acordar nos apanhando neste antro de perdição
adulta, onde não sei como depois poderei me explicar.
— Ana... - tento
sussurrar contra os seus lábios ao qual parece viciada retribuindo um
continuidade de selinhos castos. - Vamos para o quarto...
— Faremos assim vou
cuidar dela, depois encontro você lá em baixo! - indica separando
totalmente seu corpo do meu, me deixando com um desejo num alvoroço em
mim.
~*~
Havia vestido o pijama
depois de descer ao andar inferior e agora me vejo sentado na barra da
minha cama encarando a porta na esperança de vê-la abrir com Anastacia
entrando, mas até agora nada. Olho as horas e vejo que são 00:00. Será
que ela se arrependeu? E se eu for verificar?
Levanto num pulo e corro
para a porta mesmo descalço. O corredor está vazio, não tem ninguém
acordado além de mim. Em silêncio subo as escadas e encontro a porta do
quarto de hospedes entreaberta. Olhando por cima do ombro entro a
fechando ao trinco para garantir nossa privacidade.
— Anastacia? - chamo com voz baixa.
Não escuto resposta, ao
invés disso o escuto o som de chuveiro ativo e sorrio de canto
imaginando que estaria no banho. Abro a porta e é só vapor no ar. Desço
as calças do pijama, atiro a t-shirt pela cabeça para chão, de novo
desço a cueca box e corro para a porta da boxe. Ela está de costas
cantarolando uma música qualquer que nem dá por minha entrada triunfante
no seu banho privado.
— Oi! - sopro próximo do seu ouvido ao grudar meu maxilar na sua cova do pescoço.
Anastacia dá um pulo se grudando ao meu corpo quente e excitado, onde o meu membro roça o rego da sua bunda deliciosamente.
— O que faz aqui? Eu
falei que ia encontrá-lo! - ela se vira para me encarar de frente. Os
seus olhos azuis brilhando em pura luxúria. - Não sabe aguentar uns
minutos? - parece ficar séria, mas não por muito tempo.
— Não aguento muito, não... e estava demorando demais.
— Nossa ele é exigente!
— Não imagina o quanto, Anastacia!
As águas inundam
rapidamente o meu corpo o relaxando, Anastacia circunda os braços na
volta do
meu pescoço unindo os seus lábios nos meus com urgência e a
empurro até à parede gelada da boxe ao qual arqueja em minha boca por
conta do contato gelado. O meu membro roça contra a entradinha quente do
seu sexo e ambos começamos nos roçando corpo a corpo numa tortura
deliciosa que sabemos onde termina.
Anastacia vai mais longe
e alça a sua coxa em torno do meu quadril dando a entender que queria
que a possuísse mesmo na parede do banho. Desço um pouco mais as minhas
mãos de forma apoiar a sua bunda e assim a penetrar com maior
facilidade. De novo a outra sua coxa alça em torno do meu quadril e
agora está completamente minha cativa.
— Te desejo tanto,
Anastacia... - sopro contra os seus lábios, mordiscando ali o seu lábio
inferior de um jeito bem instigador. - Te venero tanto...
Ela pende a nuca me
deixando um caminho livre para visualizar melhor o vale dos seus seios
empinados e com mamilos erectos esmagados por meu peito. Desço a minha
boca da sua a passando pelo canal até ao pescoço, roçando os meus lábios
com suavidade contra a sua pele rubra que bombeia quente.
— Oh Christian... - geme ao deferindo os seus lindos lábios diversas vezes munida pelo desejo.
De forma branda começo a
penetrá-la num vai vem lento, mas que logo a ansiedade aumenta e isso
me faz excitar cada vez mais. Eu nunca fui um homem que gosta de uma
foda calma, gosto de algo que saia mais ritmado, encurtado e violento.
Então a começo a estocar com força, Anastacia geme meio que abafada,
porque não podíamos dar ao prazer de descobrirem o que se passa entre a
gente, apesar de ter trancado a porta do quarto, mas as paredes desse
apartamento podem ter ouvidos.
O meu corpo todo vibra
com o modo intenso de como estou acelerando os nossos quadris. O seu
numa pura gelatina vibrando comigo, sua boca balbuciando palavras que
todo um homem deseja escutar.
— Isso Anastacia, geme para mim... - peço abafando um gemido rouco, pois até a minha voz está falha e ofegante.
Ela finca as unhas
contra a minha pele a deixando latejante, mas ao contrário do que
poderia achar, ela não dói por causa do contato constante da água que
cai acima de nós dois, nos deixando completamente relaxados e sem dor.
— Assim é tão bom... - geme revirando os olhos de prazer.
O seu corpo dança junto
com o meu, num movimento desordenado que dá a impressão de que está
rebolando em meu pau. Finco mais fundo com a minha penetração, queria
ver até onde Anastacia aguenta. Logo o seu corpo começa a contrair, o
seu interior contrai querendo expulsar meu pau mineiro nessa exploração
acesa onde tem cantos demais para explorar, mas que todos eles são
estreitos e cheios de barreiras.
— Isso aperta... aperta mais um pouco.
— Não aguento... - geme ela tombando a cabeça no meu ombro e mordiscá-lo com dissabor.
A sua intimidade
continuamente vai apertando mais o canal deixando a minha penetração
cada vez mais dolorosa, mas ainda assim não o suficiente para me fazer
desistir. Então com esforço tento aumentar o ritmo das estocadas e todo o
meu corpo reage a esse esforço me deixando cada vez mais ofegante, a
suar, contraindo continuamente todos os músculos da zona pélvica devido a
esse esforço. Um puxão abaixo do umbigo começa se fazendo sentir e sei
que dentro de pouco tempo estarei gozando.
Oh merda, ela me faz gozar tão rápido.
— Christian! Vai... estou quase... - ela aperta mais as suas coxas junto ao meu quadril.
Eu sei que está tão
excitada quanto eu, eu sinto, um homem sente esse prazer de uma mulher,
porque o seu corpo fala por si. Pois meu pau está escorregando
facilmente nessa lubrificação natural. Ela está gozando, ela está
tremendamente excitada e chegando no seu ápice. É então que começo a dar
o tudo a penetrando com força um e outra vez de a fazer embater a nuca o
contra o meu ombro.
— Anastacia... - urro o
seu nome revirando os olhos ao erguer a cabeça. - Me dá a tua boca! -
ordeno voltando a inclinar a cabeça para a frente e procurar urgentemente os seus lábios para os selar nos meus.
A sua boca realmente
cede à passagem da minha língua furiosa e logo acho a sua ali tão
esponjada e
relaxada. A envolvo avassaladora e exploro todos os cantos
numa dança sensual. Os seus braços retraem no abraço se soltando
lentamente, assim como suas pernas que franquearam. Sinto que ela está
bamba, então cedo desacelero o beijo que nos deixa ofegantes, com os
pulmões gritando aquela necessidade de oxigénio que nos faz lembrar que
somos humanos que não vivem sem respirar.
— Quero mais... -
sussurra contra o meu ouvido parecendo mais safada do que alguma vez
imaginei. - Isto foi só o inicio senhor Grey... - morde o lábio inferior
se recompondo em pé e inclinar a cabeça para deixar seu rosto receber o
jato de águas tépidas.
De novo encosto o meu
corpo contra as suas costas e apodero as minhas mãos no seu quadril
subindo perigosas ao encontro dos seus seios. Pego em cada um dele e os
pressiono entre os dedos brincando. Aproximo a minha boca da sua orelha
mordiscando o lóbulo com malícia e sussurro:
— Se fosse você teria cuidado com as suas palavras, pois não tem noção de que sou capaz de fazer com esse corpo.
Anastacia me olha com
uns olhos azuis muito intensos e sorri de canto para mim. Descendo as
suas mãos acima das minhas como guias turísticas sobre o seu próprio
corpo. Gosto disso numa mulher, porque sei que elas devem construir
formas e maneiras de obter seu próprio prazer.
— Vou fazer um coisa
para você... - provoca ela revirando aqueles olhos que fico querendo dar
uma bela punição na sua bunda corada com um tapa delicioso e vibrante. -
Observe e aprenda.
Ela sai da boxe me
deixando sem acção, somente de olhos postos nesse corpo nu que desfila
em cima de um chão gelado. Anastacia senta em cima do lavatório, alça as
pernas para cada lado em uma amplitude generosa de oferecer uma visão
global do seu sexo extremanente inchado de prazer, corado com aquela
tonalidade deliciosa e rubra. De novo migro o olhar lentamente por seu
corpo como se estudasse essa anatomia que a natureza me presenteou. Os
seus olhos estão incidentes em mim, o seu sorriso completamente rasgado
mostrando o quanto essa mulher é mais bela que alguma vez imaginei.
— O que você pensa que
está fazendo? - pergunto já com a mão no meu membro sem ter dado conta,
mas essa mulher cria cada reacção em mim que parece que o meu corpo ganha
comando próprio. -
Não tortura, não sou tão forte assim...
— Shiiio!
Manda calar como se eu
fosse um cachorro e isso me deixa irritado. Pois eu tenho que mostrar
para ela quem é Christian Grey e que ninguém me manda calar. Contudo,
travo quando vejo sua mão em forma de stop na minha direcção.
A outra já descendo
sensual por seu corpo sarado ao encontro da sua intimidade, roçando ali
dois dedos de cada vez junto aos lábios do clitóris numa estimulação
interessante. Os meus olhos rapidamente reagem ao se estreitar um pouco
mais.
Oh não ela vai mesmo se
masturbar para mim? Quantas vezes tive uma oportunidade dessa? Acho que
nem mesmo com Olivia aconteceu, porque ela era mais de contato corpo a
corpo, não era de preliminares. Só que com Anastacia sinto que tem mais a
ser explorado, ela é realmente diferente, cheia de experiências novas e
dinâmica. Uma mulher realmente irresistível e uma pura revelação que
estou adorando conhecer.
O meu sangue lateja nas
minhas veias enquanto os meus dedos da mão friccionam o meu membro rubro
de excitação. O meu coração numa batida acelerada e os meus olhos quase
que saltando das órbitas querendo saltar para junto dos dedos da sua
mão e ajudar nessa estimulação deliciosa que me derrete um pouco mais
como manteiga ao sol.
— Oh sim, tão bom... -
geme ela fechando os olhos e sei que está me provocando. - Fode meu
corpo, quero ser sua... só sua... eternamente sua...
Essas palavras entram no
meu ouvido a queimar e um rastilho de pólvora se acende cá dentro de um
jeito que me faz ir direto a ela, apoderar uma das minhas mãos na base
do seu quadril, a outra ajudar à penetração e assim começar um novo
contato vibrante de corpos acesos de excitação.
— Quero ver se é tudo isso que deseja... - sussurro rouco com uma respiração irregular, pois mal me recuperara da última transa.
Ela sorri maliciosa para
mim e me puxa para beijá-la com intensidade. Os seus lábios sugando os
meus com uma sede do outro mundo. A sua língua entrando invasora na
minha boca e buscando a minha para um enroscar de contato quente. Com
isso o meu corpo responde fincando fundo, mais fundo ainda até sentir um
limite. Anastacia começa a gemer de novo e engulo todos os seus gemidos
como se fossem o meu vinho favorito. Um doce e sublime vinho que não dá
nem como resistir.
— Sua buceta é tão
apertada... - sopro em sua boca, nunca largando dos seus lábios
viciantes. - Por mim ficaria a noite toda nisso, mas temos que dormir...
- mas ela silencia puxando meu lábio para si.
De novo os músculos
começam contraindo tão tensos e ao mesmo tempo tão excitados, o meu
corpo começa numa sucessão de espasmos e assim não abrando, porque quero
chegar lá, eu sinto que tenho que chegar no meu ponto alto. Aumento a
dose das estocadas as tornando mais intensas e encurtadas.
Por cada
estocada recebo um gemido. Cada um mais intenso que ao outro e quando
sinto que meu corpo está prestes a falhar, me deixo abrandar lentamente e
a sua lubrificação me invade rapidamente e é quando nosso clímax chega,
pois ambos acabamos gozando com nossas bocas seladas.
Gostaram?
Na vossa opinião
Christian estava com ciúme de Elliot e Anastacia? Da súbita amizade de
ambos? E quem ai deseja consolar a pequena April desse Não do pai? Eu cá
daria colinho para essa bonequinha.
E esse banho nocturno? Quem ai queria um banho assim, hein?
Anastacia na vossa opinião está superando expectativas?
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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