Herança do Amor - Capítulo 24
Pov. Anastacia Steele
Uma claridade
estonteante invade os meus olhos e quando os abro, me vejo deitada sobre
a cama do meu quarto, enrolada nesse lençol com cheiro de Christian empregando que minhas narinas inalam como se fosse o perfume mais
delicioso, um aroma verdadeiramente viciante e incapaz de não querer
respirar. Ao olhar para o lado não há sinais de Christian, como imaginei
que estaria assim que acordasse ao amanhecer.
Será que sonhei?
Ergo os lençóis para
certificar se era um sonho ou realidade aquilo que tenho impressão de
ter vivido e me vejo completamente nua. Okay, não foi um sonho e realmente
voltou acontecer. Voltei a me entregar a ele e de novo me sinto mais
realizada ainda.
Oh meu Deus, não acredito.
Novamente olho para o
lado e agora por algum motivo encontro um bilhete escrito à mão.
Instigada o ergo para ler, pois é de Christian. Reconheço essa linda
caligrafia tão sexy e ajustada.
— CG
Levo o bilhete para
junto do meu peito e sorrio boba igual uma típica adolescente namorando
escondido. Contudo, uma batida na porta me faz despertar e esconder o
papel de baixo do travesseiro no mesmo instante como se temesse ser
apanhada por alguém, quando atingi a maior idade tem anos e não devo
satisfação a pessoa alguma.
— Vou já! - grito levantando da cama num pulo para pegar o robe e assim esconder meu corpo desnudo. - Entre...
A cabeça de April
aparece ao adentrar no quarto, ainda continua com o pijama da hello
kitty vestido. Ela vem até mim arrastando seu ursinho pelo chão e me
olha com uns olhos rasos de água.
— O que foi princesa? - pergunto ao agachar na sua frente e roçar o meu polegar na sua bochecha rosadinha.
— Quero Ollie! - diz ela fazendo um biquinho com os lábios delineados.
Recordo que havíamos
deixado o cachorro na mansão Grey, porque seria mais seguro, já que dali iríamos seguir para a feira popular e nunca seria confortável deixar o
pobre animal trancado no carro enquanto os donos estariam se divertindo
algures.
— Daqui a pouco depois que vocês forem para o colégio vou pegar ele de volta, você vai ver!
— Não, você tem que ir
tirar as fotos para o papai! - e lá vem lembrando com um sorriso
luminoso capaz de arrancar de mim um vontade absurda de encher suas
bochechas mordíveis de beijos. - Você vai ficar muito bonita e eu quero
ver elas.
— As fotos, claro... -
beijo o alto da sua nuca. - Vou me arrumar e encontro já você no quarto,
sim? - ela assente virando as costas lentamente. - Escolha a roupinha
que já ajudo!
Corro imediatamente para
o closet procurando por um vestido e acabo achando um bem delgadinho
cinza com tira preta junto aos ombros, ao qual seria fácil tirar para o
caso de ser necessário trocar de roupa. Calço uns botins pretos de salto
mediano e sentando na frente da penteadeira ajusto a franja na frente
do olhos deixando com um ar mais angelical, escovo os cabelos
desgrenhados os deixando alinhados. Passo uma maquiagem ligeira, nada
que dê destaque artificial.
Ao sair do quarto vou
até April para ajudá-la a vestir e ambas caímos numa risada muito
animada ao perceber que havia agradado o seu gostinho, pois a pequena
pede para dar uma voltinha algumas vezes como se fosse uma coordenadora
de moda.
— Vá chega ou daqui a
pouco não terá tempo para tomar o café da manhã e sabe que seu pai não
quer que se atrase! - ela faz uma careta preguiçosa para mim.
Terminando desço lado a lado com April até ao andar inferior, Theodore já está comendo seu cereal na mesa.
— Bom dia Teddy! - cumprimento sorrindo amigável ao pousar a mochila da frozan no banco ao lado da dele. - Dormiu bem?
— Sim, muito bem e você?
Quando a sua pergunta é
direccionada a mim, engulo em seco tendo um flash de recordações de como a
minha noite havia sido deliciosa. Do quanto havia sido bem intensa, do
quanto desejei continuar a repetir vezes sem conta o sexo bom com
Christian, porque ele é de fato um homem de qualidade, de pegada forte e
desejável em que posição ou lugar.
Oh não, eu não devo estar pensando essas coisas na frente das crianças.
Foco Anastacia, foco, ordena a minha voz interior.
— Anastacia? - saio de um transe de pensamentos e dirijo atenção a Gail que segura um bule. - Chá?
— Sim! - começo a corar envergonhada e desejando muito ter um buraco para me esconder nesse momento.
~*~
Taylor havia chegado a
tempo de levar as crianças para o colégio que assim pude pegar meu carro
e me fazer à estrada rapidamente. A verdade é que estou num dia de
sorte, porque não peguei muito trânsito e ainda para variar achei uma
vaga no estacionamento de frente à Grey House.
Em passo rápido dirijo
para a porta giratória e dou um encontrão em uma mulher que nem sequer
havia reparado na sua aproximação e ambas tombamos no chão. Eu com a
bunda estatelada no concreto e a querer gritar, porque odeio deixar
pessoas me esperando, odeio falhar.
— Isto não pode estar acontecer comigo!
A mulher resmunga ao se
recompor na minha frente em cima de saltos altos que mais parecem torres
de equilíbrio. Ela tinha cabelos loiros, aliás cabelos de uma
tonalidade platina que dá impressão de que são pintados e a sua
expressão facial indica que tem pelo menos mais de 40 anos.
— Peço desculpa, mas
estou atrasada! - tento ser delicada, mas ela segura o meu braço
fincando as unhas vermelhas aguçadas de gel. - A senhora está me
magoando! Faça o favor de soltar o meu braço. - ordeno gentil.
Só que assim que elevo o
meu olhar ao dela, vejo espanto estampado no seu rosto e incredulidade
que sei exatamente o que vai se seguir depois. Alguém me tira desse
filme, porque estou cansada de ser confundida com a outra.
— Antes que diga alguma
coisa... não, eu não sou Olivia! - tiro as palavras da sua boca, pois
ela a fecha no mesmo instante continuamente me olhando de alto a baixo
ao qual odeio que o façam, por se tratar de uma falta de ética e é um
desconforto terrível para mim. - Agora se me dá licença! - mas ela
continua segurando o braço. - O que quer?
— O que faz aqui?
— Essa é boa, agora devo
satisfação para você? - pergunto com ambas as sobrancelhas arqueadas a
fuzilando com as minhas safiras azuis.
Essa mulher deve achar
que vou ser cachorrinho que vai ceder ao abrir a boca e comentar da
minha vida, porque não vou. Aliás nunca fui mulher de me dar com
estranhos e ainda por cima, ela me passa uma impressão muito negativa.
Alguma coisa me diz que essa mulher não é de confiança.
— Não sei quem é você,
mas fique longe de Christian Grey e da família! - deixa o aviso ao
apontar o dedo na frente dos meus olhos como se fosse temê-la.
— E porque me toma? - atrevo a perguntar. Não sou mulher de ficar submissa facilmente.
Ela arreganha um sorriso
irónico nos lábios com uma tonalidade rosa artificial e os seus olhos
claros se estreitam um pouco mais em mim. Suas unhas fincando o meu
braço o deixando doloroso.
— Acredite, fique longe! - liberta o meu braço me deixando a olhá-la afastar.
Mas quem é essa mulher? E quem é ela para me ameaçar?
~*~
Ao chegar no vigésimo
sexto andar, sou abordada por uma moça que se chama de Anaisa que me
encaminha para um estúdio. Os meus olhos se arregalam quando encontram
uma imensidão de luzes, um cenário arrojado e uns rapazes segurando em
máquinas de flash. Uma outra moça me encaminha para uma espécie de
camarim de estrela e um friozinho corre na minha barriga, porque nunca
fui mulher de aventurar nesse mundinho da moda. E no caso a imagem de
uma empresa de grande prestigio está nas minhas mãos, então cabe a mim
não amarelar na hora H e fazer boa figura.
— Descontrai baby! - afirma um homem com aspecto gay mexendo nos meus cabelos ao qual olhando melhor para ele o reconheço.
— Franco?
— OI? Você me conhece? -
ele junta a sua cabeça com a minha enquanto nos encaramos no reflexo do
espelho. - Creio que me lembro de você... há claro... é amiga da Kate
maluca! - e rio com o apelido. - Você vai ficar poderosa meu amor! Vou
te deixar uma rainha para o chefão!
Chefão? Será que ele está se referindo a Christian Grey?
Uns minutos depois o
resultado é estonteante, os meus cabelos estão cheios de cachos caindo
em cima dos meus ombros bem harmoniosos, a minha maquiagem fora
ligeiramente trocada por tonalidades mais luminosas e os lábios por uma
tonalidade vermelho que realça na perfeição os contornos, os deixando
intensamente resistíveis. O vestido substituído por um azul que realça a
beleza dos meus olhos e o sapato que calcei um verdadeiro encanto, pois
é bem elegante e realça na perfeição as minhas pernas torneadas,
deixando a curvatura dos gémeos bem realçados atrás do joelho.
Franco pega a minha mão
gentilmente me guiando para o cenário. Os meus olhos varrem todos os
cantos procurando por Christian, pois me sinto num formigueiro intenso
dentro do meu corpo e estou capaz de sair a correr para não fazer
figuras tristes. Só que assim que encontro aquele par de cinzas, o meu
corpo toma um outra postura, como se comunicasse com ele em silêncio e estivéssemos fazendo um acordo mudo.
— Anastacia sente nesse
cadeirão ai! - ordena uma voz masculina, é o coordenador da sessão de
fotos. - Mostre para as objectivas o seu olhar sedutor.
Ajeito no cadeirão negro
de forma a me sentir confortável e traçando uma perna sobre a outra me
foco em Christian e tento mostrar sensualidade através do olhar. As
minhas pouses para as objetivas acabam sendo naturais, nada do que
imaginei, pois sempre me senti desconfortável em ter que forçar sorrisos
para as fotografias. Mas dessa vez, tudo em mim saia bem espontâneo,
como se estivesse somente eu ele nesse cenário.
— Isso, estou
gostando... mais uma vez, Anastacia! Me cative com o seu olhar de lince!
- ordena o homem. - Destaquem mais no rosto, isso... nos contornos... -
indica para o rapaz da câmara.
Inclino um pouco os
ombros mostrando um pouco mais a curvatura dos seios e olho por cima do
ombro de forma a roubar suspiros. Christian me parece ficando
irrequieto, remexendo as mãos juntos ao cós das calças, enriquecendo o
sorriso que some dos seus lábios e parece prestes a explodir, porque
suas feições pela primeira vez tomam uma tonalidade rubra.
— Maravilhoso! - elogia o homem batendo palmas. - Agora de pé e vire de lado, queremos outros ângulos do seu rosto!
— Já chega!!! - interrompe Christian parecendo furioso.
— Senhor Grey ainda não
terminamos a sessão! - informa o homem com uma pilha de papel nas mãos. -
Se não se importa, estamos fazendo nosso trabalho.
— Eu disse que já chega! Tenho a certeza que tem material suficiente para editar e cuidar da campanha!
— Mas... - ele interrompe.
— EU SOU SEU CHEFE, EU MANDO AQUI! EU ORDENO QUE A SESSÃO ESTÁ ENCERRADA!
Nunca havia visto
Christian nesse estado que me deixou bem assustada. Na verdade um homem
frio e arrogante que desconheço, quando em casa é tão comunicativo,
simpático e amoroso com os filhos.
— Tudo bem, Anastacia está liberada! - fala o homem respirando fundo meio cabisbaixo.
Franco me leva para o
camarim para trocar de roupa e fico sem entender o que havia acabado de
acontecer na sessão. Christian havia agido de um jeito que me deixou
confusa. Seria tudo aquilo ciúmes? Não, não faz o menor sentido. Afinal
ele insistiu tanto para que eu viesse, fosse a sua modelo e agora age
desse modo?
— Querida, o Grey nunca
foi de ficar assim com nenhuma das nossas modelos! - comenta Franco
completamente escandalizado. - Ele está interessado em você, baby!
— Você acha? - pergunto não dando impressão de que é verdade, pois não sou mulher de expor a minha vida privada publicamente.
— Só faltou ele saltar
em cima do urubu do coordenador e estrangulá-lo com as próprias mãos! -
ambos rimos. - Sério baby, você é maravilhosa e se realmente
corresponder, farão um par maravilhoso... não... sensação! Até já vejo
filhos lindos entre vocês dois!
— Oi? Calma, Franco não viaja!
~*~
Recuperando as minhas
roupas vou saindo para almoçar quando Christian me aborda na porta e me
puxa para um canto reservado ao qual fico sem entender, pois tinha
imensas perguntas para lhe fazer.
— O que foi aquilo? -
pergunto assim que ele desvia atenção de mim, pois começa afastando para
a janela como se escondesse seus olhos. - Estou falando com você,
agradecia que desse uma resposta pelo menos.
— Nunca devia ter pedido para ser nossa modelo! - diz se mantendo de costas, mãos sobre os bolsos muito erecto. - Foi um erro!
— Fiquei tão mal assim
nas fotos? Fale! - quase que grito com as lágrimas me chegando nos
olhos, pois o modo de como me ignora magoa profundamente.
— Não! - nega ao se
virar e vir até mim em passo assertivo ao qual fico penetra olhando
aquele cinza do seu olhar. - Você ficou perfeita, parece até que nasceu
para isso, mas... - ele trava e a minha boca fica entreaberta o olhando
com uma respiração irregular.
Christian avança mais
uns dois passos e ergue as mãos ao encontro do meu rosto, os meus olhos
fecham com a suavidade da sua pele na minha e roço o rosto contra os
seus polegares desejando muito mais desse contato.
— Diga... - peço
sentindo o seu aroma forte, como uma droga tão aproxima da minha boca,
um calor demasiado forte que me faz arfar com dificuldade, pois o ar
corta a minha carne ao entrar em mim. - agora...
Ele sela a minha boca na
sua, a moldando na perfeição como duas mãos dadas. A minha boca começa
se abrindo como quem cede para dar larga passagem para a sua língua ribombante entrar triunfante para desse modo envolver na minha quieta e
sua cativa. Ambas se tocam como duas pessoas se explorando sexualmente e
é um revirar de línguas incansável, pois meu rosto é tomado por uma
chama que indica que está rubro e formigando. As minhas veias do pescoço
pulsando como se o meu coração estivesse trepando para escapar desse
cativeiro. Os meus pulmões numa sintonia cantada de que logo vão
precisar de oxigénio que essa boca bloqueada não permite entrar.
Christian desce e sobe
em modo migratório suas mãos nas laterais do meu corpo, me presando
cada vez mais ao seu. Para que sinta a sua erecção roçando plenamente em
mim, me dando a entender que sou desejada, venerada de todas as formas
possíveis. Tento duras tentativas de trepar a minha coxa, porque me excita
demais com esse contato torturante.
Quando o beijo cessa com
um selinho, os meus olhos se abrem e aquele par de cinzas está me
observando. Um sorriso escapa dos seus lábios como se tivesse acabado de
fazer uma coisa proibida e sorrio igualmente, porque ele é o meu fruto
proibido.
— Fiquei com ciúmes de
vê-la pousar naquele modo para as objectivas... não gosto do modo de como
aqueles idiotas ficam babando literalmente em você.
— Christian por Deus!
Era só umas fotos e acredite ou não, fiz tudo isso me sensualizando ao
focar em você. Era para você... só você!
— Mesmo? - ele enlaça as mãos em torno da minha cintura, mãos atrevidas sobre a minha bunda.
— Sim... agora tenho que
ir, prometi que iria almoçar com a minha amiga e depois vou pegar o
Ollie para a April ou ela vai ficar triste de novo e eu não quero a
minha menina assim.
Rodo nos calcanhares
virando para a frente, para o lado e novamente para a frente como se
fosse um robot. Christian está fazendo uma expressão pidona, tal e qual a
filha quando quer muito algo e deixo um selinho rápido em seus lábios,
mas que ele me prende em seus braços como refém. Nossos olhos se
encontram namorando uns minutos.
— Não está fugindo de mim, pois não? - pergunta erguendo as covas daquele sorriso torto.
— Eu? Porque deveria,
hein? - começo a rir divertida dançando em seus braços, onde minhas mãos
se apoiam em seus ombros e nossos olhares se cruzam algumas vezes. -
Aliás já ia esquecendo, mas quando cheguei, cruzei com uma mulher que me
avisou para ficar longe de você e da sua família... - afirmo em tom
sério e ele perde o sorriso bambaleante em seus lábios e irrigence na
minha frente.
— Como assim? - os seus
olhos cinza ficam opacos na minha frente e obrigada por uma sensação
cortante desço as mãos me libertando dele.
Christian passa as mãos
exasperado nos cabelos rebeldes e começa andando de um lado para o outro
nervoso. Mordo o cantinho do lábio não sabendo ao certo se havia feito
bem em contar isso ou se deveria manter a minha boca calada, porque ele
ficou sério demais e é assustador o modo de como se fecha para mim,
parecendo até outra pessoa. Uma pessoa que receio chegar perto o
suficiente para tocar.
— Não devia ter falado,
pronto... - afirmo querendo virar as costas, mas a sua mão segura a
minha e meu olhar de novo vai ao encontro do seu ficando ali numa
penetração justa de cores.
— Devia sim, porque não
vou permitir que ninguém faça qualquer tipo de ameaças, okay? Jamais vou
aceitar que se afaste de mim e da minha família só porque alguém entende
que esse é o melhor caminho a tomar. - as suas palavras entram em meu
ouvidos como música clássica acompanhada de acordes de violino. - Agora
só me diga como era essa mulher.
— Loira e com aspecto de
idade avançada... muito requintada e cheia de maninas... aliás ela se
acha superior! - ele revira os olhos começando a rir e fico sem entender
esse humor precoce. - Está rindo? Não sabia que agora tinha graça, a
menos que você a conheça e... - ele interrompe.
— Essa é Elena Lincoln
sem tirar nem por, minha ex-namorada de infância! - os meus olhos se
estreitam quando escuto a palavra "ex-namorada".
— Sua ex-namorada? Aquela mal humorada com cara de botox? CREDO, Christian!
Ele começa a gargalhar desinibido na minha frente e acabo gargalhando junto, porque de fato tem muita graça.
Gostaram?
O que tem a dizer sobre esse encontro atriubulado na porta da GEH de Ana com Elena?
Sobre o fato de
Anastacia se sair naturalmente nas fotos e deixar Christian em pura
combustão de raiva? Ao ponto de ter um ataque de ciúmes?
Do fato de ambos
quase brigarem, mas no final de contas se entender de algum modo e Ana
confessar ter cruzado com Elena na entrada? Do fato de receber uma
ameaça da loira?♥
P.S. Aviso que Elena
não é a vilã principal dessa história, aqui o vilão será um original da
minha criação, alguém que em determinado tempo irão ter oportunidade de
conhecer. Elena é recorrente.
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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