Herança do Amor - Capítulo 25
Pov. Christian Grey
2 Semanas depois...
A campanha foi um
sucesso como já julgava, porque Anastacia é realmente uma mulher bem
atraente e bonita. Isso também influenciou à subida de capital na
empresa, porque as acções dispararam em crescente equilíbrio e os
accionistas não param de felicitar os créditos obtidos. Até meu mesmo
meu pai havia dado os parabéns por esse progresso positivo e os
franceses haviam alegrado com essa nova imagem de inovação da GEH.
Para o lado dos negócios
tudo parecia correndo de vento em poupa, mas a minha relação com
Anastacia parecia já ter tido melhores dias, porque temos estado em
altos e baixos, tendo nossos momentos de alegria em que parece que está
tudo certo e outros que fico perdido e estamos pior que cão e gato, como
se fossemos dois adolescentes brigados por detalhes fúteis ou
simplesmente discordando na educação dos meus filhos, porque de novo ela
me desafia com a sua audácia, mostrando uma autoridade instigadora que
me deixa absolutamente perdido, porque não suporto me sentir desafiado.
Porque se sou desafiado, me torno fraco e não quero me sentir assim na
sua frente.
Tudo isto porque não sei
lidar com a sua súbita visibilidade pública na média, porque tudo me
deixa possessivo, controlador, porque odeio vê-la sendo cobiçada por
outros homens, principalmente aqueles de mente perversa. Odeio mais
ainda temer que isso a faça distanciar de mim, que por isso faça perder o
foco do que realmente importa, que me deixe a mim e aos meus filhos. Já
para não falar das súbitas investidas de Elena ao tentar por céus e
terra afastar Anastacia de mim com suas ameaças e constantes aparições
em lugares públicos me abordando como se fossemos íntimos na frente das
pessoas, quando isso não é verdade.
O almoço de negócios
acabou correndo às mil maravilhas, porque conseguir consolidar um novo
investimento de milhões com um grupo de Washington. Ross de todos eram
quem mais parecia eufórica, apesar de muitas vezes ser mais acética em
alguns negócios me obrigando a pensar duas vezes antes de assinar
compromisso, mas dessa vez ela se superou.
— Nem estou
reconhecendo seu lado dinâmico, Ross... - comento levando a taça de
vinho sancerre aos lábios os molhando ligeiramente, porque é delicioso
saborear o primor de cada gota de álcool dançando sobre os lábios.
— Juro que não estou
percebendo... - informa ela depositando a sua taça na mesa e me olhar
de olhos estreitos, mãos formando curva lado a lado ao prato de conduto.
— Ora... - danço com
o vinho no interior da taça ao me gesticular. - Você é sempre tão rígida com os negócios, por vezes aconselha a fazer pesquisas mais
aprofundadas antes de aceitar qualquer risco e agora está me
surpreendendo ao dar carta branca para as suas desconfianças?
— Há meu caro amigo,
nos negócios nem todos são falsos... - rio com esse comentário e de
fato tenho de concordar, ainda existem empresários respeitáveis com os
seus compromissos. - no entanto, achei por mérito um voto de excelência,
estamos lidando com investidores que trabalham com a casa Branca...
Mas somos
interrompidos com a chega inusitada de alguém na mesa que por sua vez
faz revirar os meus olhos assim que viro atenção a essa pessoa que
arreganha um sorriso travessos nos lábios com tonalidade pink
artificial, olhar de cobiça e expressão de misto sério.
— O que você faz aqui? - bato os punhos sobre a mesa ao levantar de forma grosseira e ficar de frente a ela.
— Isso lá são modos de me tratar, Christian? - Elena tenta bancar o número da ofendida que lhe cai tão mal.
— Elena eu só vou
avisar um única vez e espero que ainda tenha cérebro suficiente para
pensar e entender, sim? - ela mostra uma expressão de horror que arranca
risadas baixas e discretas de Ross logo atrás de mim. - Fique longe de
Anastacia, pois não vou admitir que se meta na minha vida, entendeu? -
ela engole em seco ajeitando uma mecha loira atrás da orelha enquanto me
olha de lado. - Cuide do seu casamento, das suas filhas e deixe a minha
vida em paz!
Do nada Elena começa
a gargalhar como uma perdida e um certo desconforto me consome, porque
ela adora chamar atenção dos demais presentes no restaurante que olhando
para bem para o lado, tem alguns olhares incidindo em nós. Respirando
fundo seguro no pulso dela arrastando para um canto onde possa me livrar
dessa atenção que em nada contribui para a descrição. Afinal não quero
ser capa de jornal ou revista em que possam falar de uma suposta
aparição publica ao lado de Elena Lincoln.
— Você está me magoando, Christian! - resmunga ela e solto o seu pulso. - Seu bruto! - xinga baixo o massajando com a outra mão.
— Acredite que se
não fosse mulher eu te daria uma surra, mas não bato em mulher! Não sou
covarde como seu marido! - acuso com azedume ao cuspir as palavras em
sua cara de incredulidade. - Não vou voltar a repetir o que disse à
pouco, para bom entendedor meia palavra basta, não é mesmo? Então adeus,
Elena!
Preparo para virar
as costas e por conseguinte regressar para junto de Ross do qual teríamos outras demais reuniões para culminar essa tarde, quando a voz
aguçada e irritante de Elena entra em meus ouvidos como uma rajada de
vento em cana rachada.
— Ela é assim tão
importante para você? Porquê dar tanta importância uma mulherzinha que
tem a cara da sua falecida? Há não me diga que a carência é tanta que
precisa de foder com a primeira vagabunda que lhe aparece na frente?
Escutar a palavra
vagabunda me faz perder a estribeira e quase dou um tapa contundente no
rosto de Elena, mas que só travo por consciência que de que é isso que
ela quer, provocar. Me obrigar admitir certos e determinados sentimentos
do qual ela nem sequer tem nada haver. Não lhe devo nada, nossa relação
terminou tem anos, muitos anos mesmo. A sua perseguição já é doentia.
— Me bate! Me bate
se for homem! - incita ela mostrando peito feito na minha frente. - Ou é
tão fraco assim que ainda não entendeu que sou eu a mulher que você
precisa, mas que enfim... deseja ficar com uma lunática oportunista que
apesar de saber da sua fraqueza, deseja enfiar as suas garras e
depená-lo como um ganso.
A minha mão treme a centímetros do rosto de Elena que não alega demonstração de salubridade,
parece até que ela nem tem coração. Afinal não deixa de ser verdade, é
Elena Lincoln a oportunista de dotes sem coração.
— Fraco? - questiono
querendo rir na sua cara, porque ela está agindo de um modo que só
idiotas agem. - Sabe que mais? Fraco sou eu ainda de perder meu tempo
com você, me dê licença... - e passo lado a lado a ela que fica xingando
nas minhas costas, mas que ignoro cada palavra que sai da sua boca
moribunda. - Ross? - a minha vice-presidente levanta do lugar em um
suspiro. - Vamos para a GEH, já perdi tempo demais aqui...
FlashBack off
Já para não falar que a
comunicação social tem cercado Anastacia por todos os lados me obrigando
a pedir a Taylor auxilio de segurança para acompanhá-la a todos os
lugares onde se desloca, mesmo que ela seja contra, alegando que não é
caso para tanto, que tudo não passa de imediatismo e que logo a imprensa
vai esquecer da sua existência mudando de foco.
Contudo, sei que não é
verdade, porque a média já começou um jogo de especulações sobre a
semelhanças com Olivia e por diversas vezes perguntas instigadoras são
lançadas no ar deixando a minha cabeça novamente a bombear de
pensamentos.
Até onde sei, Olivia não
tinha irmãos, porque fora adotada ainda bem bebé, isto porque anos
depois veio a descobrir que os pais que tanto amava, não eram seus pais
biológicos e que haviam mentido durante anos ocultando essa verdade nua e
crua. Aliás recordo na perfeição o dia em que ela rompeu escritório do
meu pai, ofegante e cheia de lágrimas nos olhos crepitando sem parar.
FlashBack on
Voltando para a
mansão Grey, vou direto para o escritório do meu pai para ter silêncio,
pois pretendia estudar uns documentos importantes para a resolução de um
trabalho e como Olivia havia desmarcado comigo de nos encontrarmos
depois da aulas por ter muito o que estudar, aproveitei a tarde para
mim.
Elliot e Mia haviam
decidido ficar mais tempo no colégio, eles sempre matam tardes com os
amigos em risada e jogos idiotas ao invés de estudar para as provas,
pois se aproxima o final do ano lectivo.
Os nossos pais
haviam decidido fazer um cruzeiro em pleno mediterrânico em uma espécie
de segunda lua de mel. Isso quer dizer que a casa agora está por nossa
conta, contudo não por muito tempo, pois os empregados sempre ficam nos vigiando 24 horas/dia reportando nosso comportamento via e-mail para os
nossos pais.
São 17:00 e está me
dando uma traça danada no estômago que acho que vou na cozinha comer ou
não vou conseguir reter mais nenhuma linha desse dossier que parece que
as suas palavras dançam na frente dos meus olhos formando sanduíche
deliciosas e de fazer minha boca salivar.
Quando estou pronto a
alcançar a maçaneta da porta afim de sair, a mesma se abre de rompante e
caio com alguém em cima de mim e estreito os olhos quando encontro
Olivia rolando lágrimas do seu rosto que caiem em mim bem salgadas, sua
respiração ofegante de quem vem correndo de uma meia-maratona.
— O que houve com você, love? - questiono de sobrancelhas arqueadas ao roçar meus polegares no seu rosto abatido.
— Meus pais mentiram para mim, Chris... - responde fungando.
Ajudo a levantar e a
guio para o sofá de couro pequeno junto da janela. Ela apoia a sua
cabeça nas mãos e fica de olhar submisso na minha frente.
— Que história é
essa? Seus pais são pessoas legais, Olivia! - infiltro as mãos no seu
rosto o subindo para encontrar os seus lindos olhos azuis que me
apaixonam todos os dias mais.
— Eu fui adotada,
eles não são meus pais biológicos! - responde com magoa. - Chris... eles
não são... eu não sei quem é a minha mãe, nem o meu pai... eles
mentiram para mim, eu os odeio por isso, porque sabiam que nunca iria
saber se não fosse... - mas trava tampando o rosto nas mãos como se
tivesse vergonha de partilhar tal dor comigo.
— Hey... - com as
minhas mãos tiro as suas do rosto, a obrigo a me encarar olhos nos
olhos. - O que você descobriu, fale para mim... - os seus olhos ficam
oscilando nas órbitas, tão sensíveis tão inchados.
— A minha mãe teve
um tumor dois anos antes de eu nascer, a confrontei para perceber como
era possível ter nascido em 1986, se ela em 1984 teve fazer uma
mastectomia dos ovários e trompas.
— E o que ela falou? - pergunto com uma voz branda.
— Ela negou que os
exames eram dela que eu estou fazendo uma tempestade num copo de água...
mas não, eu vi bem, era o nome dela, Regina Amelia Wilson Tompson! -
lágrimas voltam a verter duras dos seus olhos e passo os polegares as
secando. - Estou sozinha, Chris... estou sozinha... - nego com um aceno
de cabeça e a abraço forte, dando carinho e conforto em meus braços que
sei que precisa.
— Estou aqui, nunca irei abandoná-la, Olivia.
FlashBack off
Já havia anoitecido e me
via sentado na beira da cama com uma terrível insónia, porque o sono
parece não querer nada comigo e o melhor modo de ocupar a mente é indo
para o meu piano de cauda tocar alguma melodia que aqueça o meu coração aquieto, pois continuar nesse mar de pensamentos não fará nada bem e a nostálgica nessas horas não é a melhor conselheira.
Levanto e caminho
descalço para fora do quarto. O apartamento está num silêncio
absolutamente assustador, só se escuta o som do elevador que desce e
sobe com alguns inquilinos do edifício. Aproximo do piano banhado por
essa luz celeste da lua que é a única luminosidade que aquece essa sala
vazia. Abro a tampa e toco uma nota ao fechar os meus olhos. A harmonia
toma conta de mim e deixo me levar pela sensação virtuosa de tocar meus
temas melancólicos.
Cada compasso dessa
melodia sai com ênfase diferente, como se descrevesse o meu estado de espírito sem ser falado, porque a música é outro modo de nos
comunicarmos, por vezes um modo incompreendido que nem todo o ser humano
nasce dotado para interpretar.
Quando aproximo do ponto
das notas mais agudas, lágrima transbordam das minhas órbitas descendo a
dor que sinto dentro desse peito, a dor do incompreendido, a dor do
homem que só deseja ser amado, como quer amar a sua mulher.
Afastando para notas
mais graves, a dor apazigua e logo a esperança chega me banhando com uma
boa dose de amor e ternura, porque não sou mais um homem vazio e não
estou mais sozinho nesse meu mundo escuro e perdido, porque alguém me
lança a âncora e me guia para um porto seguro, me levando de volta para a
luz e percebo que é possível voltar amar. Amar alguém que desconheço,
mas que sei que pode preencher esse coração vazio, quebrado e
concertá-lo com uma dose de compreensão. Porque todas as feridas tem
cura, a única que infelizmente não tem é a morte. Essa infelizmente cabe
ao tempo nos levar a aceitar.
Concluída a melodia ergo
a cabeça abrindo os olhos e sorrio orgulhoso encarando essa panorâmica
de Seattle banhada pela escuridão. Fecho a tampa sentindo a minha mente
mais branda e lanço um olhar às escadas iluminadas pelo luar. Me guiando
para lá lentamente, passo atrás de passo e começo subindo até ao alto.
Uma sensação nova me puxa percorrendo todo o meu corpo como um arrepio
de frio. Trilho lentamente esse corredor, mas os meus ouvidos captam uma
voz agonizante implorando ajuda e ao perceber que esse som que sai é do
quarto de Anastacia, é para lá que rompo ao abrir a porta e a encontro
se contorcendo e rebatendo furtiva na cama de um lado para o outro, balbuciando pedidos ajuda, porque alguém a está machucando, porque ela
nega querer continuar essa brincadeira e porque chora, chora demais. As
suas lágrimas vertem dos olhos fechados, lágrimas de dor que profiram o
meu coração como facadas que são insuportáveis de sentir, que rasgam a
alma a desfazendo em pequenos pedaços mínimos.
Aproximo da cama para
acordá-la desse pesadelo ruim, para a poder confortar em meus braços e
prometer que nada de mal irá repetir em sua vida, que estarei aqui ao
seu lado para o que der e vier a protegendo sempre, porque não sou homem
de permitir outro alguém a machucar, quando sei que sofreu demais nessa
vida e pessoas boas não merecem nascer para sofrer. Mas infelizmente Deus não escolhe quem decide magoar, é a lei da vida, todos somos parte
de um ciclo que faz novos seres nascerem, para velhos tenham que morrer.
Deito em cima dos
lençóis e a puxo para o meus braços apertando forte contra o meu peito,
não temendo jamais que me toque, porque superei essa dor em mim,
Anastacia não transmite dor com o seu toque, ele é aveludado e delicado.
Um toque macio que chega a me fazer viajar por um lugar muito longe. As
suas mãos tremulas continuam rebatendo continuamente, mas não por muito
tempo, porque logo perdem força se deixando ficar grudadas na volta do
meu tronco, ela parece abrandando a sua respiração ofegante, o seu
coração acelerado parece cedendo lentamente à rotineira batida natural.
Abaixo o olhar um pouco para encontrar o seu rosto que começa dando indícios de que está despertando e os seus olhos azuis, embora
sonolentos se abrem mergulhando nos meus cinza assim que se encontram.
— Quem é essa pessoa que
você tanto teme, quem é ele? - pergunto preocupado oscilando o meu
olhar sobre o seu totalmente trémulo. - Anastacia fale comigo... por
favor.
Ela abre e fecha a boca
não proferindo uma palavra que seja e se fecha em copas. Isso me rasga
por dentro, porque sinto que se passa alguma coisa que ela não quer
contar do seu passado e desse modo fica complicado, porque não sei de
que modo posso combater esse medo, se ela não se abrir comigo.
Porque
ela é um puro mistério, com uma áurea triste, tristeza essa que não
advém apenas da dor de perder um noivo, porque ela está superando o
vazio todos os dias um pouco mais comigo. Algo mais se passa, um passado
estranho e oculto, pesadelos tão semelhantes aos meus. Uma dor que me
deixa impotente, porque sei exatamente qual o sentido dela, é tanto física quanto psicológica e nos afeta interiormente, nos fazendo fechar
para o mundo, porque ninguém a compreende, ninguém a supera e ninguém a
sente.
— Olhe para mim... -
elevo o seu queixo entre meus dedos e os seus olhos mergulham de novo
nos meus, ela está prestes a chorar. - Quem lhe fez mal? Que dor é essa
que você não partilha comigo?
Confie em mim, eu só a quero ajudar, por
favor.
Ela balança a nuca
fugindo com o rosto da minha mão e lágrimas rolam do seu rosto o
deixando banhando, o elevo de novo e seco suas lágrimas com polegares.
— Você vai ter nojo de
mim, ter vergonha e não vai mais me querer! - responde finalmente,
embora em fungos e foge de mim levantando da cama para ficar de costas,
como se escondesse alguma coisa de mim.
Levanto num pulo e
abraço pelas costas apertando contra mim. Acaricio as suas mãos que ela
teima em fechar como punhos. Encosto o maxilar junto à base do sua
clavícula e respiro fundo. Ela funga baixo, chora sem parar e isso está
me deixando desolado, porque não quero vê-la nesse estado, não quero
vê-la sofrer. É horrível demais para mim. Então a viro de frente que
possa ver seu rosto. Anastacia continua de cabeça baixa e agacho,
erguendo a nuca para olhá-la mesmo junto aos seus pés, já que ela
decidiu esconder seu lindo rosto para mim.
— Eu jamais vou ter nojo
de você, Anastacia! Por Deus não fale essas palavras! - digo tocando as
suas mãos com as minhas e acariciá-las com carinho. - Eu adoro a sua
companhia, você tem feito tão bem para a minha família, todos a
adoram... como pode alegar tais palavras?
— Porque você não sabe
nada sobre mim, Christian! - sussurra para mim semicerrando os olhos, os
apertando para forçar o quebrar de lágrimas.
Volto a colocar de pé na sua frente. Ela ergue a cabeça e me encara ao abrir os seus olhos.
— Então me deixe saber, me fale... confie em mim, Anastacia! - o desespero toma conta da minha voz.
— Eu não posso, você não
me vai perdoar! - ela rompe em lágrimas e a acomodo nos meus braços
apertando contra mim como se fosse um corpo frágil precisando de equilíbrio. - Você merece alguém melhor que eu...
— Não... - afasto e olho
em seus olhos. - Eu quero você em minha vida, não importa o que
atormenta, mas uma coisa sei, desistir não é opção. Eu jamais vou
desistir de você, então irei esperar o tempo necessário até que você decida abrir.
Gostaram?
Na vossa opinião esse
flashback de Christian com Elena, ele agiu bem? Ou por outras palavras
deveria consumar um tapa de fato em Elena?
COMENTEM ♥
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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