Start Again a New Chance for Love - Capítlo 23
Sentados em uma mesa no
restaurante Canlis, que é um dos melhores da cidade de Seattle, peço a
carta de vinhos para escolher o que iríamos tomar como acompanhamento à
nossa refeição que deixei meu irmão nessa derradeira tarefa de escolher.
Elliot faz piada aos pratos que existiam na lista do cardápio, apesar
de ser um hábito comum que nossa mãe desaprova completamente, alegando
que é deselegante falar essas coisas em lugares como esse que presam
sobretudo a imagem pública. Contudo, dona Grace não está presente para
dar sua sentença, então não ligo se a comida é demasiado sem graça, ela é
boa e como com gosto.
— Deixe de gracinha,
escolha logo antes que o garçom volte e você ainda nem tenha escolhido o
prato! - advirto olhando para os lados de cotovelos sustentados pela
mesa.
— Há qual é? Mais valia a
gente ter ido comer uma pizza, essas comidas são nada haver! - reclama
ele me passando a cardápio difícil de decidir. - É por isso que amo a
comida que a Dorotheya faz, pelo menos ela entende que sou simples com o
paladar.
— Já escolheu? - pergunta.
— Como vê, não é
difícil! - digo tranquilamente. O garçom chega com a carta de vinhos e
dou uma olhada rápida. - Para beber traga um Chateauneuf du Pape, por
favor. - ele assente anotando. - Para comer, Confit de Canard!
O garçom pega cardápio e
carta de vinhos nos deixando novamente sozinhos. Elliot ainda me olhava
com um ar perdido e rio com essa sua expressão tão celebre Lelliot.
— Mano como consegue ser
tão elegante e sofisticado ao mesmo tempo? - entrelaço os dedos sobre o
prato o olhando com tanta concentração. - Há, não precisa falar nada...
- bate no próprio alto da cabeça como quem capta alguma informação
repentina. - foi nossa irmã Mia, não é? Com toda aquela coisa de ser
chique igual os franceses lá de Paris e tals...
— Lelliot cale essa sua
boca! Não fale bobagens e veja se começa a criar mais boas maneiras ou
sua namorada vai fugir do seu pé. - tento pegar no pé dele, afinal não
tem graça ser sempre o mesmo.
— Kate gosta de mim,
assim todo selvagem! - diz ele se debruçando sobre a mesa enquanto o
garçom chega servindo nossas taças com o vinho subtil que havia
escolhido.
— Incluindo aquele cara que amava rebolar na lama em criança?
Elliot que até então
leva a taça para tomar um gole do delicioso vinho acaba engasgando.
Confesso que não tem como eu não rir com essa sua reacção tão esporádica.
Esse cara não tem jeito, não.
— Fale baixo! - pede ele
falando em tom de segredo me estreitando o olhar, apesar de continuar
rindo. - Não sou mais essa criança, cresci! Me tornei um cara melhor, de
respeito.
Nosso papo começou a
ficar ainda melhor depois que nos serviram a comida e a degustação
correu às mil maravilhas até perceber pelo canto do olho a chegada implícita de Elena Lincoln. Estreito logo o olhar não gostando nem um
pouco da ideia de ter sua presença por perto, já que andamos meio
brigados nesses últimos tempos. Principalmente eu que não levei nada a
bom porto sobre suas atitudes de ultimamente e depois não quero nem
imaginar o que possa ela ser capaz de fazer para arruinar todo o meu progresso com Anastacia. Sendo que foi me difícil recuperá-la ao ter uma
nova chance, então não a tenciono perder fácil, só porque tem alguém
querendo arruinar tudo.
— Interrompo? - pergunta ela aproximando da nossa mesa.
Meu irmão levanta o
olhar sem graça e me olha nesse instante fazendo uma careta de desagrado
com a presença incomoda da minha velha amiga. Está na cara que Elliot
não grama a presença de Elena e com muitas razões. Até porque essa
senhora é toda amiga da nossa mãe, melhor da nossa família e foi de
alguma forma responsável por alguns maus estares entre nossa mãe e
Lelliot. Tudo porque dona Grace escutava demais os conselhos e dicas de
Elena para a educação dos filhos. Na sequência disso me tornei a merda
de um ser humano que não quero nem lembrar, pois tem horas que desprezo
essa parte de mim. Mais quando é à conta dela que receio falhar com a
minha morena. Pois tê-la de volta, mesmo não sendo completamente, porque
sei que terei que trabalhar duro para ter sua confiança, sei que não me
vejo numa vida sem que a sua a complete. A sua presença, amizade, seu
senso é a minha reabitação para ser alguém ainda melhor. Alguém que
quero superar todos os dias.
— Já interrompeu! - diz
meu irmão afastando a cadeira para levantar e deixar o guardanapo na
mesa assim que passa em seus lábios. - Christian vou fazer uma chamada
para a Kate! - me avisa. - Fiquem à vontade! - diz em tom irónico
afastando em seguida.
Elena sorri torto
juntando sua bolsa contra a cintura tendo a ousadia de sentar no lugar
do meu irmão como se lhe tivesse feito algum convite. Mas ela está
achando o quê? Que pode chegar tomando tudo para si como se o mundo
fosse seu comando?
— O que pretende com
isso, Elena? - questiono indo direto no ponto sem rodeios ou conversa
fiada. Comigo é olho por olho. Dente por dente e nada mais que isso. - O
que faz aqui?
Ela passa as mãos sobre
os cabelos loiros os alisando em tentativa sedutora que não me seduz,
não mais. Confesso que em criança me via fascinado por essa mulher, mas
agora sinceramente não, sinto somente pena. Pois Elena não passa de uma
mulher extremamente solitária que não tem o que fazer. Somente jogando e
tentando vencer. Mas esse jogo apertado que está tentando entrar, não
tem como sair ganhando, não mesmo, já que não tenciono entrar para
perder.
— Em primeiro lugar você
já foi mais educado, sabia? - reviro os olhos não dando a mínima para a
sua opinião de etiqueta. - Tudo isso por causa daquelazinha de
Anastacia... - debruço sobre a mesa batendo os punhos não gostando do
modo de como fala de Anastacia na minha frente e do quanto simplesmente
ousa debochar de alguém que não conhece para julgamentos tão hipócritas.
- E em segundo lugar, esse é um dos meus predilectos restaurantes. -
pego a taça de vinho tomando um gole, mas manter meu olhar ardente nela, constantemente por cima do copo. - Nós nos dávamos tão bem antes dela
aparecer, não estou entendendo o motivo de tanta mudança...
— As pessoas mudam,
Elena! - digo descendo a taça e pousá-la enquanto cruzo os braços sobre a
mesa. - Sinceramente não sinto falta da nossa amizade! - afirmo sem
rancor, sem receio do que ela possa dizer ou reagir.
— Ainda vai acabar mal! -
fala em tom ameaçador. - Te garanto que essa mulher do qual está
totalmente vidrado não serve para esse seu gosto peculiar! Ambos sabemos
que isso é capricho do momento, mas que a determinada hora vai cessar!
— Não ouse se exceder
comigo! - levanto da mesa de forma brusca, não querendo nem saber se
outras pessoas estariam nos olhando. - Admiti muitas coisas ao longo da
minha vida, mas dessa vez não vou admitir que se meta na minha relação
com Anastacia, entendido? - ela começa a rir agitando o liquido da sua
taça. - Se tentar alguma coisa que seja contra Anastacia vai se
arrepender amargamente se ter metido em meu caminho!
— É uma ameaça, Christian? - questiona com aquela voz grave e irónica.
— Claramente! - confirmo abandonando a mesa desse modo.
Pois se tem coisa que
Elena merece com essas atitudes é meu maior desprezo. Principalmente
quando tenta encher sua boca suja para falar mal de Anastacia que é
claramente uma das melhores pessoas que tive a grande oportunidade de
conhecer. Pelo menos ela é justa e honesta. Sem hipocrisias, chantagens
ou qualquer tipo manipulador.
Assim que atravesso as
portas do Canils, Elliot vem até mim guardando o celular no bolso.
Encolho os ombros nem dando grandes asas às suas implicâncias certeiras
contra aquela mulher, que apesar de tudo só tenho que dar razão, ela
merece isso tudo em dobro.
— Me perdoe por tê-lo
deixado sozinho com aquela bruxa do oeste, mas você sabe que não suporto
ela! - admite ele ao qual bato no ombro de forma tranquila.
~*~
Pov. Anastacia Steele
Horas mais tarde, depois
do fim de uma dia de trabalho, melhor de uma semana era o momento
sagrado para ir tomar uma bebida desinibida e relaxar conversando e
rindo.
— Acha que Chris vem
mesmo? - pergunta Violet mais ansiosa que eu enquanto tomamos um drink
junto ao balcão, apesar de sentir um olhar queimar em mim como chama
ardente. - Err, Jack está impossível te olhando! - comenta ela revirando
os olhos e viro mais as costas a ele não dando a mínima.
— Ele falou que viria,
nunca me falhou! - digo acreditando mutuamente que ele não iria me pegar
esse bolo justo hoje. - E se acalme, ou esse coração para e depois ai é
que não conhece ele de jeito nenhum! - aviso brincalhona. Violet me dá
um tapa no ombro.
— Fala sério até no meu
funeral ser legal vê-lo... mas espero que leve rosas vermelhas é tão
sexy e são as minhas favoritas! - pendo a nuca a sustentando em minha
mão. - Ana não vai, estou falando seríssimo. - dou uma gargalhada ainda
mais gostosa.
O ambiente estava
completamente gostoso, uma música de fundo saindo bombeante nas caixas
de som dos postes altos bar e Jack me olhando como se não tivesse
amanhã, pois o via pelo espelho na frente. "Agora acredita em mim quando
falo que ele te quer comer?" o meu subconsciente me questiona como se
não tivesse claro que lhe daria razão. É então que ele de cerveja na mão
vem até mim, Violet me olha desconfiada e tomo um gole de drink
ignorando qualquer coisa que possa estar acontecendo.
— Então Anastacia está gostando? - assim que o escuto olho por cima do ombro. - Espero que se esteja a divertir!
Sorrio lascivo não me dando ao trabalho de alargar conversa, apesar de saber que ele tinha intenção em fazê-lo.
— O Chris chegou, amiga!
OH QUE DEUS! - rio com o comentário de Violet e viro totalmente atenção
à entrada triunfante de Christian. Mordo logo o lábio descendo o olhar
para as preliminares do seu corpo e do que faria dele ali tão apetitoso.
"SAIBA QUE EXISTEM
LUGARES PARA FAZER ISSO" o meu subconsciente adverte minha perversidade
de forma segura. A minha deusa dançando um passo sensual em uma dança
deliciosa, quente e de contato.
Christian vem
aproximando de onde estou com um olhar sedutor e quente. Mordo o
cantinho do lábio de forma involuntária tomando um novo gole de drink.
Violet aperta meu braço no seu talvez me querendo tirar desse transe
delicioso e altamente tóxico.
— ANA! - grita no meu
ouvido e dou um pulo. - Desculpe! - lastima ela. - Oi! - ela cumprimenta estendendo a mão para Christian agora parado ao meu lado com um sorriso
simpático em seus lábios atraentes e entreabertos. - Sou Violet, amiga e
colega de Anastacia... - ele pega a mão dela a cumprimentando de volta
bem educado e sedutor.
Minha intimidade apertou um pouco, libertando um liquido ligeiro que me senti logo molhadinha, estava tendo um mero orgasmo.
— Muito prazer Violet,
Christian Grey! - diz ele com um tom de voz tão sedutor e totalmente
masculino. - Ana me falou de si e um outro colega... - começa a olhar
por cima do ombro varrendo tudo com pormenor.
— Kenty! - menciona
Violet soltando a mão da de Christian. - Deve estar por ai fazendo
alguma... - ri. - Vou deixar vocês à vontade, até já amiga! - diz
afastando de nós dois, mas me trocando alguns olhares.
Ai fico só eu e
Christian encostados ao balcão. Olhos nos olhos, lábios sobre lábios.
Passo a língua no lábio inferior de forma a deixá-lo húmido e tentador.
Ele sorri não mostrando seus dentes, mas ainda assim um sorriso lascivo.
— O que está para ai
imaginando? - pergunta e fecho um olho meio trapaceira. - Ana? - chama
por meu nome encurtado de forma a deixar meu corpo meio eletrizante.
Circundo os meus braços
na volta do seu pescoço, aproximando minha boca do seu ouvido meio
provocante, porque é muito bom deixar Christian Grey perdidinho de
excitabilidade que sei que o excito, a prova disso é seu membro duro
colado à minha coxa. Então desço a minha boca calmamente por seu rosto,
passando aquele contato picante da barba rala, até selá-la aos lábios
dele os moldando em movimentos calmos e breves dando sempre aquela
pequena oportunidade de respirar. Christian por sua vez vem logo
retribuindo o beijo de forma terna, mas que fico com a sensação de que
não é suficiente para mim, pois queria fervor. Desse modo invado
certeira a minha língua em sua boca a rebolando e dançando contra a sua.
A chama do beijo logo acende, queimando em todas as frentes, tornando-o
aceso, forte e fervoroso tal como gosto.
Começo a sentir
necessidade de ar, uma vez que me busca os lábios de uma forma que me
deixa seca e com necessidade absoluta de preencher meus pulmões
meramente vazios. Quando nossos lábios se desunem sorrio, ele sorri
comigo me soltando lentamente. Só que virando o rosto para o lado, Jack
nos olha com uns olhos de ódio. "BINGO" o meu subconsciente estala os
dedos feliz.
A minha deusa revirando os olhos de prazer lá no chão, arfando.
Olho em outra frente e encontro Violet batendo palmas ao lado de Kenty num cantinho discreto, certamente nos espiando.
— Isso foi realmente inesperado... - comenta ele passando as mãos sobre os cabelos acobreados. - Confesso que gostei muito.
— Não se habitue muito, não... - falo em tom de brincadeira, sabia que logo ele iria trincar a isca.
— Isso por acaso é algum
desafio? - questiona erguendo a sobrancelha para mim, com um sorriso
balançando entre uma cova e a outra da boca. - É que estou altamente
qualificado em entrar nele! - diz confiante. Uma confiança altamente
contagiante e tentadora de colocar à prova.
— Gosto de vê-lo
assim... é tão mordível... - rio me segurando ao seu braço de forma
risonha. Ele encosta o seu nariz em meus cabelos, pois cria um certa cocega, e cócegas são meu ponto fraco. - Ai Chris não, ai não... -
reclamo tentando me soltar dele, mas logo vem cocegando meu ponto fraco
me arrancando as melhores gargalhadas.
Contudo, não por muito
tempo, pois escuto um pigarro cortando o clima divertido e ergo o olhar
vendo Jack. Me solto de Christian recompondo no lugar.
— Não me apresenta o seu amigo? - questiona Jack.
Os meus olhos voam a
Christian e ao que poderia dizer, rezando mentalmente para que não fosse
nada de muito grosseiro ou presunçoso, pois podia arruinar muito o
nosso progresso e tudo o que não quero nesse momento é perder o bem que
estou passando. Seguro entre os dedos dele a baixo passando uma calma,
pois sinto sua mão meio tensa. A presença de meu chefe não lhe transmite
calma alguma.
— Christian Grey a... - o interrompo no fio de voz.
— Meu namorado! -
concluo apertando firmemente os nós dos nossos dedos. Violet arregala os
olhos lá no fundo. - Christian é meu namorado, Jack! - olho sorridente
para Christian e deixo um selinho atrevido em seus lábios que o faz
sorrir.
— Pensei que era
solteira... - afirma Jack pouco satisfeito com a revelação. - Parabéns
sr. Grey tem uma namorada lindíssima! - elogia deixando minhas bochechas
queimarem um pouco, porque elas são sensíveis. - Se me dão licença... -
e afasta de nós.
Solto logo a mão da
dele. Christian me olha cheio de perguntas não entendendo onde eu queria
chegar com essa coisa toda. O tranquilizo fazendo olhinhos pidões
enquanto o puxo para a rua pela outra mão. Uma vez no lado de lá, podíamos conversar sem curiosos olhando, ou possivelmente meu chefe
perceber o disfarce repentino e propositado.
— O que foi aquilo? - pergunta de sobrancelha arqueada.
— Desculpe, Chris! -
lamento fazendo um beicinho adorável que sei que não me vai resistir. -
Precisei mesmo de usar você só um pouco... - ele assente entendendo a
minha ideia. - é que sabe... - começo a enrolar. Pois não me é nada
fácil admitir que ele tem razão, uma vez que sou orgulhosa demais. -
Você tinha razão em desconfiar das intenções do meu chefe... - ele abre a
boca para falar, mas o silencio com o meu indicador em vão.
— Ele tentou alguma
coisa com você? - seu ar preocupado invade com profundidade, o meu
coração acelera consequentemente temendo à brava acordar aquele monstro
que não sinto falta. - Anastacia pode me contar tudo o que está
acontecendo. - a sua voz abranda, ficando mais calma e difusa.
— Não, ele não tentou e nem vai tentar porque sei colocar esse senhor no seu lugar! - advirto confiante das minhas capacidades.
— Há claro, golpe de karaté... - rio, acabo rindo igualmente.
— É quase isso, sim! - dou um tapinha animador no seu ombro.
Quando penso que o dia
terminou de surpresas eis que vejo Violet dar as caras com Kenty ambos
muito senhores de próprios narizes.
— Esse é que é o famoso
Christian Grey? - pergunta Kenty olhando de alto a baixo Christian. -
Sabe, Ana estou desiludido! - estreito o olhar. - Pensei que fosse bem
mais alto, já no metro e noventa e cinco.
— Não é, mas é quase... - admite Christian segurando a vontade de gargalhar.
Kenty estava meio que
alegre demais para quem excedeu a cota de álcool. A minha amiga de
babyssiter de braço dado como duas Marias. Gente esses dois podiam mesmo
é namorar, está tão na cara que se parecem.
— Chris esse é o Kenty! -
apresento. Ambos apertam suas mãos em risos divertidos. Troco logo um
olhar mistério com Violet que sorri amarelo.
Gostaram?
O que tem a dizer sobre essa surpresa desagradável? Hum, sobre atitude de Christian para com Elena?
E esse encontro com Jack no bar? A ideia de Ana ter usado Christian para mostrar ao Jack que tem namorado?
P.S. penúltimo capítulo antes do grande momento (hot) mais esperado.
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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