Start Again a New Chance for Love - Capítulo 17

Semanas se passam desde que Christian e eu tivemos aquela briga na sala do seu apartamento, na verdade não me arrependo das coisas que foram ditas, ele realmente se excedeu comigo de tal modo que me sinto magoada até hoje. Pior de tudo é que mexe comigo, não sai da minha cabeça e acabo me frustrando ao não achar mensagens e chamadas suas porque mudei de contato, afim de não ser mais perturbada e até o e-mail decidi trocar, por isso o silêncio. Apesar de perturbador é um fato de que me sinto melhor assim, livre da sua possessividade doentia.

Suspiro sentando na beira da cama encarando o espelho da minha penteadeira e passo as mãos sobre o meu rosto vendo o quanto se mostra abatido e sem graça. Kate já havia falado que eu devia esquecê-lo, pois quanto mais pensar em Christian, mas as imagens ruins da nossa briga, do que ele fez com José vão voltar ao pensamento e isso não é nada legal, pois me fará ficar com raiva, consequente irei chorar, pois me magoa só lembrar. Talvez seja hora de seguir em frente, o que não falta por ai são gatinhos lindos disponíveis para conhecer. "Exatamente você é linda e poderosa" o meu subconsciente me enaltece o ego me elogiando, confesso que até a nossa relação melhorou um pouquinho nessas últimas semanas. A minha deusa suspira triste já algum tempo, provavelmente porque sente a salta dele, mas paciência quanto mais cedo se conformar que saiu de nossas vidas melhor.

Levanto e entro no closet procurando uma roupa legal, pois estava afim de sair, jantar em algum lugar para me distrair, minha amiga pensar se viria comigo ter uma noite só de meninas, pois ficar nesse quarto pensando não me levará a lugar algum, só me deixara mais deprimida e depressão faz muito mal para a alma e para o coração. Escuto uns toques na minha porta, jogo a cabeça de fora e sorrio vendo Kate.
 — Já decidiu se vai jantar comigo? - pergunto para a minha amiga que morde o cantinho do lábio. - Kate você prometeu que ia comigo, não faz isso por favor! - ela faz uma careta.

— Eu sei Aninha, mas Lelliot me prometeu um jantar romântico num lugar chique e não deu para falar não! - junta ambas as mãos aos lábios piscando diversas vezes os olhos.

— Já entendi! - encolho os ombros tomando atenção às minhas roupas.

— Ana... - Kate me chama entrando no meu quarto, closet. - Amiga... - me abraça deitando sua cabeça no meu ombro. - Amanhã a gente janta, pode ser? Eu prometo que não vai se arrepender, sim? Hoje pode chamar alguém, José que tal? Ele é tão legal e morre de amores por você!

Me viro para encarar os olhos de Kate, consequentemente desencostando ligeiramente.

— Era para ser coisa de meninas, não misto! - digo cruzando os braços. - Mas tudo bem vai lá se arrumar que você tem um príncipe para encantar... - a empurro para sair do meu quarto.

— Mas Aninha... - ignoro só parando quando ela passa a linha do meu quarto para o corredor. - Pense bem... - fecho a porta em risos.

Encostada na porta fico pensativa e lentamente volto a entrar dentro do closet procurando uma roupa discreta e visto me encarando constantemente no espelho. As minhas bochechas começam a ganhar cor, ligeira é certo, mas alguma cor. Escolho uns sapatos de médio salto e pego um blazer simples para esconder os ombros semi refrescados. Passo um pouco de cor nos lábios, uma tonalidade de nude nada extravagante, pois não tenciono chamar atenção de ninguém.

Quando termino de me preparar lembro de ligar para uma das minhas amigas do tempo da faculdade, vai que alguém me faz o favor de fazer companhia. Envio alguns torpedos assinando sempre meu nome por baixo, pois pouca gente tinha meu novo contato. Dai sigo para o Space Needle, pois era um lugar conhecido e que tornava a localização mais simples para quem não é de Seattle tendo em conta que a torre é o símbolo da cidade.

— Kate vou sair, bom jantar para você! - aviso indo até ao hall da entrada para pegar as chaves.

— Para você também! - estranho o seu bom humor, pois a olho por cima do ombro e está sorrindo.

— Posso saber o porquê desse sorriso? - questiono instigada.

— Ai Aninha agora não posso ficar feliz porque você saiu do quarto? - reviro os olhos. Lá vamos nós começar. - Vai fazer bem para você sair, tomar um ar! - concordo com um aceno de cabeça. Ela vem toda sedutora até mim e beija a minha bochecha.

— É tudo mamãe? - tento soar brincalhona, pois minha amiga tem sido um tudo de bom comigo, a melhor sem dúvida.

— Não fala assim, fico me sinto uma velha! - rio com ela que ri igual uma gralha. - Vá, deixa de bobeira... não deixe o táxi esperando! Sabe que a corrida começa contando da porta. - ando para a porta a abrindo.

— Vê se toma precaução com Elliot! - aviso não fosse ela esquecer, mas levo logo com um tapa na nuca.

— Está me achando irresponsável? - fecho a porta antes que ela pudesse continuar.

~*~

O Táxi me deixa na frente da torre e deixando o dinheiro da corrida sigo para o elevador subindo até ao topo. O restaurante era realmente deslumbrante e estava completamente perfeito, com algumas pessoas dispersas por mesas vulgares. Um garçom logo vem até mim me indicando uma boa mesa, já que preso lugares junto de janelas, pois posso deslumbrar melhor de alguns pontos característicos da cidade.

Tomando um vinho branco ligeiro na mesa olho algumas vezes as horas me sentindo aborrecida por nenhuma das minhas amigas estar respondendo. Decido ligar para Jéssica, já que fora a primeira a quem enviara mensagem mais cedo, só que dá caixa postal. "porra" penso mudando para outra na lista, Pandora igualmente em caixa postal. Dothy nem atendia. "Droga meninas" penso mordendo o cantinho do lábio não gostando de levar bolo de ninguém, pois não é nada legal. Mas pensando bem, ninguém confirmou se viria ou não, então estou jantando sozinha. Uau, um jantar só, porque não fiquei em casa, hein?
~*~

Pov. Christian Grey

Meus dias andavam um completo inferno desde que Anastacia simplesmente tomara a dianteira de me deixar na mão saindo por aquela porta e nunca mais ditar uma palavra para mim. Me ignorando em todos os sentidos e deixado muito arrependido das minhas atitudes, mas a verdade é que ela sempre deixa desafiado, só que dessa vez estou magoado, sinto que a magoei também. Ela foi extremamente grosseira e negligente. Mas o pior de tudo não está nem ai, está que me vejo privado de conseguir contatá-la. Ela mudou de contato, tenho a certeza, pois minhas ligações saem interrompidas e nem chama. Os meus e-mails não enviam mais sendo bloqueados com erro de destinatário.

Sinto tanto a falta dela, queria tanto poder dizer o quanto estou arrependido de algumas coisas que falei, fiz e se pudesse voltar atrás começava agora mesmo a ser uma pessoa melhor, uma pessoa que ela deseja. Estou disposto a tanto para tê-la de volta. A esquecer meus maiores desejos peculiares, porque sei que foi um pouco à conta disso que a distanciei de mim.

— Taylor! - chamo o meu motorista que vem até mim.

— Sim, senhor! - ele para a alguns metros, pois posso ver sua sombra no chão reflectida pela luz do grande candeeiro de pé.

— Se meu irmão chegar fale que estou em meu escritório!

Dito isso sigo porta dentro e me fecho no interior escuro encarando a janela pensativo. De pensamento mergulhado em Anastacia, no que estaria fazendo e como estaria a sua visão sobre mim depois de tudo isso. Preciso tanto falar com ela, preciso mesmo de me desculpar ou vou enlouquecer de vez nesta ausência de palavras. O Dr. Flynn acha que devo dar espaço e deixar que ela sinta a minha falta, mas a verdade é que não aguento tanto tempo sem a ver. Tem vezes que me vejo querendo ir no seu apartamento, mas chego sempre travando junto á porta do elevador, por achar que se o fizesse ela só me iria odiar ainda mais, então desisto. Ela nem deve estar sentindo tanto minha falta assim, não tanto quanto sinto a sua. Na verdade, ela só tem motivos para me odiar. Sei que estou merecendo isso, eu errei, arruinei tudo sendo um fodido de um filho da puta que sei que sou.

Batem na porta, viro minha atenção à mesma achando que pudesse ser meu irmão finalmente, mas ao invés disso vejo Taylor, meu motorista colocando a cabeça dentro. Vou até ele desencostando da janela.

— Senhor seu irmão acaba de ligar avisando que o encontra no Space Needle em meia hora! - diz ele.

— Prepare o carro então, Taylor! - peço. Ele assente com a nuca saindo discreto sem tecer nova palavra.
 ~*~

Durante a viagem fico de olhos postos no iPhone esperançoso que alguma mensagem ou ligação pudesse surgir, mesmo anónima, mas nada. Não ia ter surpresa alguma para mim. Aliás nem estou em posição de o merecer. Quando Taylor para o carro saio me dirigindo ao seu vidro para indicar que siga para casa, que está dispensado e que se necessitasse dele para ficar atento ao celular, que ligaria. 

Ele novamente assente às minhas ordens seguindo seu caminho, enquanto caminho para pegar um elevador. Nesse momento em que estou subindo meu iPhone vibra dentro do recém colocado bolso e atendo sem olhar.

— Anastacia? - pergunto por impulso, esperançoso por ouvir sua voz.

— Errado! - bufo ao perceber que é Elliot, meu irmão no outro lado da linha e reviro os olhos. - Mano tive um imprevisto de última hora, é que a Kate teve um acidente em casa e precisa de mim... Se importa de jantar sem mim? Chame sua amiga, a Elena acho que não vai se importar de lhe fazer companhia.

Estava a ponto de carregar no botão para descer novamente quando as portas se abrem e vejo no fundo da sala o rosto de Anastacia e desço o aparelho do ouvido desligando na cara do meu irmão sem precedentes. Simplesmente guardando o aparelho no bolso e sigo até ela em puro espanto, pois de todos os lugares de Seattle esse era o qual nunca esperaria a encontrá-la.

Ao parar diante sua mesa solto um pigarro a vendo tão distraída olhando a vista imensa da bela cidade. Ela me olha de imediato e arregala os olhos .

— Olá Anastacia! - cumprimento sendo educado e simplesmente tranquilo, pois não quero assustá-la e já havia pago esse preço anteriormente ao agir impulsivo.

— Olá Christian! - me cumprimenta de volta guardando a sua bolsa no canto oposto da mesa. - O que faz aqui? Não esperava encontrá-lo! - sorrio brando tendo a mesma impressão.

— Vinha jantar com Elliot, mas meu irmão teve um imprevisto! - digo sem rodeios percebendo os traços abatidos do seu rosto e me xingo interiormente por sentir culpado por isso. - Na verdade, não estava nada esperar de a encontrar por aqui.

— Vinha jantar com Kate, mas ela me deu bolo falando que ia jantar com Elliot... - começo a rir de forma discreta começando a entender o jogo do casal, eles nos haviam enganado de forma propositada. - Mas ai convidei minhas amigas da faculdade, mas ninguém responde e aparece. - e respira fundo tomando um gole da sua taça. - É isso, sozinha jantando! - suspira.

— Então somos dois!

Concluo olhando o lugar vago na sua frente, depois levo o olhar a ela. Percebo que Anastacia acompanha o meu olhar de forma meiga, dado que podia deslumbrar dessa imagem pelo canto do olho.

— Quer sentar? - pergunta e fico surpreso com a sua oferta. Ela me convidando a sentar? - Estou sozinha, você também... podemos fazer companhia um ao outro nesse jantar!

Antes de aceitar a sua oferta generosa sinto que devo esclarecer alguns pontos, pois tem algum tempo que desejo fazê-lo de forma franca e sem pressão, porque já percebi que ela não é desse jeito. Ela é delicada e amorosa e as coisas tem de ser levadas de forma mais branda e no seu ritmo.

— Anastacia eu preciso de lhe pedir desculpas, minhas atitudes foram muito erradas... - ela me olha com uns olhos calmos, doces e compreensivos. - Não devia ter agido daquele jeito monstruoso. Eu sei que a magoei e isso me deixa tão inquieto. Puramente inquieto.

— Eu também preciso de me desculpar, Christian! A culpa também foi minha. Falei coisas sem pensar e sei que foram grosseiras! - diz me olhando nos olhos.

Sento lentamente no lugar à sua frente apoiando meu braço sobre a mesa a olhando. Ela é tão delicada, tão bondoza que está me dando a chance de escutar, pois em outro momento podia me expulsar da mesa ou ir embora me dando as costas novamente. Mas ela continua no mesmo lugar.

— Posso lhe pedir uma chance? - ele pende a nuca erguendo a sobrancelha, provavelmente pensando no meu lado errado, mas não é sobre isso que vinha lhe falar. - Não vou pedir para repensar coisa alguma sobre a proposta, pois isso arruinou muito as coisas entre nós. - ela concorda com um aceno. - Só quero que possamos começar de novo. Me dê a chance a conhecer, começarmos como meros amigos.

Sei que é estranho da minha parte estar propondo uma coisa assim, mas Anastacia é uma mulher muito importante para mim, perdê-la é algo que me faz sentir destruído e vulnerável. Eu percebi com essas semanas que preciso dela na minha vida, preciso da sua presença constante. Do seu desafio instigador, da sua forma feminina, da sua generosidade.

— Não estou falando que tem que rolar sexo selvagem, nada dessas coisas, entenda! - ela mantém sua boca selada, apenas me olhando concentrada. - Eu preciso conhecê-la de forma branda, sem pressas ou pressão. Estou disposto a seguir o seu ritmo, Anastacia. - o meu interior fica mais calmo, como se a cada nova palavra que falo soltasse o que realmente importa e que vale a pena tentar. Eu sei que por ela vale a pena. - Dê uma chance, baixe essa sua guarda comigo, pelo menos um pouco.

Anastacia traça uma mecha atrás da orelha. Seus lábios se entreabrem para falar, fico completamente ansioso.


Gostaram?
Me falem ai o que acharam desse reencontro de Christian e Anastacia super inesperado.
Vocês aprovam a ideia de Kate e Elliot (implícita é claro)?
Acham que ela vai dar uma chance a Christian, meninas? E vocês pelo pouco que reatarem do capítulo acham que ele está melhor, pior ou igual?
Maratona só hoje de 4 capítulos! Ansiosas?
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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