Start Again a New Chance for Love - Capítulo 18
Pov. Anastacia Steele
— Como é que eu sei que
as coisas entre nós não vão voltar ao mesmo ponto? - passo a língua
entre os lábios de olhos fixos nele. - Eu quero de verdade conhecer essa
pessoa que possivelmente existe em você, mas tudo o que aconteceu ainda
pesa muito, sabe? Não dá para esquecedor de uma hora para a outra, mas
tudo que concordo que devemos começar de forma branda, nos conhecendo e
sermos amigos.
— No seu ritmo,
Anastacia! - repete ele calmamente não parecendo aquele Christian Grey
impulsivo e cheio de si querendo tomar o mundo em suas mãos.
"Você não queria um príncipe? Ele está em fase de transição de troglodita para gente,
Anastacia" o meu subconsciente aparece querendo dar opinião numa hora
nada apropriada, pois estou em uma conversa de gente crescida. A minha
deusa por sua vez espreitando por entre os lençóis da sua cama.
— Digamos que venha
aceitar dar uma chance, quem me garante que não vai abusar da minha
confiança? - preciso de ser um pouco certa, de pés assentes na terra,
porque é demasiada oferta para uma pessoa apenas. - Desculpe se estou
parecendo desconfiada, mas tem que entender que com todas essas coisas
preciso ficar indecisa e com pé atrás.
— É perfeitamente livre
para ficar de pé atrás comigo! - sublinha ele. - Não a obrigo a nada, só
peço, apenas isso. - balanço a nuca tomando um gole mínimo do vinho e
suspiro erguendo o olhar a ele.
— Justo, srta. Steele! - concorda tomando um gole do seu vinho que o garçom discreto lhe serve no momento.
A nossa conversa se
prolonga durante o resto do jantar. Christian me conta ponto positivos e
animadores da sua infância junto à família Grey. De como tem um grande
amor por Mia, sua caçula irmã e de como ela foi o seu melhor avanço. De
como surgiram todos os seus sonhos de criar a própria empresa, o que
acho absolutamente impressionante e empreendedor, pois ele é inteligente
e
tem uma ótima visão global sobre os negócios.
— Esse é o meu lado mais animador da vida. - comenta ele levando uma garfada de comida à boca me olhando.
— Mas e sua infância? - questiono, ele se fecha um pouco. Mordo o cantinho do lábio de forma discreta.
— Prefiro não falar sobre isso, é algo que me deixa desconfortável. - afirma limpando os lábios com o guardanapo.
— Temos muito tempo para
nos conhecermos! - ele sorri de canto. - Bom, está ficando tarde e acho
melhor voltar para casa. - digo me levantando da mesa.
Christian segue o mesmo
movimento por impulso que bem percebo, isso me deixa meio apreensiva,
iria ele arruinar tudo de bom agora? Mas eis que ele ajeita o paletó e
acena a um garçom pedindo a conta. Eu ia recusar, não queria que ele
pagasse, mas ai lembro "é hora de dar uma segunda chance" e respiro fundo
vestindo o casaco e pegar a bolsa. Ele me acompanha até ao elevador,
ostentando de um comportamento exemplar, nada abusivo ou relativamente
atirado como naquela vez em que jantamos e me fez a sua proposta insana.
Ao chegarmos no térreo
ele puxou o iPhone do bolso e começou a falar com alguém. Me fiquei um
pouco mais à parte andando discretamente, pois ia embora de qualquer
jeito.
— Anastacia? - paro de
andar quando escuto me chamar e rodo nos próprios calcanhares o olhando.
- Posso levá-la em seu apartamento?
— Melhor não, prefiro
pegar um táxi! - ele não fica muito convencido ao guardar o aparelho no
bolso interno do paletó vindo até mim.
"Não, não arruíne tudo agora" imploro mentalmente quando para próximo, separando nossos corpos por metros.
— Mas... - o silencio
com o dedo indicador nos lábios e sorrio. - tem razão... - e deixo um
beijo na sua bochecha. Ele acaricia suavemente meus cabelos. - Quando
nos voltamos a ver? - pergunta. Faço um ar pensativo pestanejando
algumas vezes.
— Brevemente... - afasto dele indo até ao táxi que para lhe acenando para me esperar.
Com a porta segura em
minhas mãos olho Christian uma última vez e aceno um adeus para ele que
caminha até um audi escuro parando ali. Entro dentro do carro no banco
traseiro e sigo até ao bairro onde vivo.
De volta ao apartamento
descalço o salto e vou andando até ao meu quarto meio lenta e abrindo a
porta jogo os sapatos no canto e me jogo diretinha na cama. "Isso foi
uma boa noite Cinderela" o meu subconsciente comenta coçando a narina
com um ar matreiro. A minha deusa batendo palmas feliz novamente, até
porque não aguentava mais vê-la triste e deprimida.
É um fato de que a minha
noite não era para ser desse modo, mas acontece que saiu melhor que o
esperado e isso é algo que me surpreendeu. Christian me surpreendeu na
forma exacta apareceu sem eu esperar e me falar do modo brando que falou,
melhor de como conseguimos ter uma conversa civilizada sem troca de
provocações. Agora só espero que continue assim, pois gostei e espero
que a minha esperança não morra. Levanto novamente para me trocar e
quando volto, abro a mesma para me deitar nesses lençóis deliciosos, até
ficar de olhos fixos no meu notebook velho ali deitadinha de mãos a
baixo do travesseiro. Não lhe havia dado novo contato, nem endereço de
e-mail, mas pensando bem, isso fará com que sinta mais minha falta, a
gente não irá ter a tentação de se pegar de ponta em provocação, ele não
irá investir em perseguição. "MUITO BEM, ANINHA" penso desligando a luz
para dormir.
~*~
Pela manhã acordo em
sobressalto ao escutar o som estridente do meu aparelho de celular
tocar em cima do criado mudo. Ainda ensonada e com uma voz completamente
brega atendo sem olhar.
— Anastacia Steele acordando! - falo com uma voz de bocejo embora a minha maior vontade seja continuar dormindo.
— Bom dia srta. Steele!
Aqui fala Jack Hyde, coordenador da editora SIP! - arregalo bem os olhos
ao perceber que havia dado uma má imagem ao atender o celular com esses
modos.
Oh não, é o editor da
terceira entrevista. Meu Deus ele não me vai contratar depois desta
minha mal educada recepção. "Pede desculpas, Anastacia" ordena o meu
subconsciente com cara feia. Minha deusa com dó de mim.
— Ai meu Deus, me
desculpe sr. Hyde! - lamento rapidamente me recompondo melhor na cama,
agora sentada afastando os cabelos que teimam bloquear a minha visão.
— Não tem problema,
srta. Steele! - podia perceber uma risada baixa no outro lado da linha.
Boa ele me acha engraçada. - Estou ligando para dizer que o seu currículo e a entrevista foram aceites por meus superiores e se estiver
tudo certo para si, pode começar amanhã mesmo como minha nova
assistente!
O meu sorriso se rasgou
totalmente na frente do espelho e a minha maior vontade era de gritar,
mas primeiro preciso encerrar a ligação e só depois gritar a deusa que
vive em mim.
— Amanhã bem cedo lá estarei, sr. Hyde! - respondi muito animada.
— Me chame de Jack,
vamos trabalhar juntos, Anastacia! - balanço a nuca pensando que é um
fato e que logo teria que me habituar a isso.
— Amanhã estarei lá bem cedo, Jack!
Ele desliga a ligação em
seguida e me levanto dando pulos na cama. Até claro ter a minha amiga
batendo na porta e abri-la colocando a cabeça dentro. "Kate sua curiosa"
penso.
— A que se deve toda
essa animação, Ana? - ela pergunta agora entrando com bocejos e num
pijama bem sexy. Porra Kate andamos nos esmerando para o outro Grey.
— Fui aceite na editora
do qual fui em entrevista naquele sábado a umas semanas! - ela franze um
olho pensativa não lembrando certamente, pois Kate nunca lembra nada
que não interesse. - Aquela entrevista na SIP, lembra? - ela continua
com cara confusa. Que horrível ela logo de manhã. - Esquece isso, o que
importa é que estou radiante! - ela sorri para mim, vindo segurar minhas
mãos.
— Estou orgulhosa, Aninha! - lhe dou um abraço.
Depois de um aparato
inicial decido me trocar, arrumar a cama e dar uma olhada em meu closet,
porque a partir do dia seguinte seria uma assistente de editor, salvo
seja não posso usar uma roupa qualquer, tenho que estar apresentável.
Kate me vem dando uma ajuda na selecção de algumas roupas. Afirmando que
saia e camisas de decote são um sucesso no trabalho, pois deixam sempre
os colegas de olhar em bico. Em certa parte, mesmo que não tivesse
interesse em manter olhos interessados em meu decote. Até porque não
estou afim de sustentar agrado a nenhum colega ou chefe.
— Ana um banho de loja
seria extremamente importante! Precisa renovar! Novo emprego, nova vida,
lembra? - diz Kate me olhando com um sorriso.
A sua fase quase de
slogan era realmente verdadeira e um apelo a um sim da minha parte, até
porque tem algum tempinho que não faço umas comprinhas.
— Concordo! Vou ver como estão minhas economias, se der eu compro umas peças ainda hoje!
— Se quiser, eu posso emprestar dinheiro! - ela se oferece, mas nego logo com um aceno de cabeça.
Se tem coisa que não
suporto é receber dinheiro emprestado dos outros. Me faz sentir
vulnerável e vazia. Muito embora meus pais estejam o tempo todo me
questionando se preciso de dinheiro, se querem que me o transfiram para a
minha conta. Acontece que não aceito, sou orgulhosa e dai vou ser
condenada por isso? Excesso de orgulho é crime? Para mim crime é roubar e
ser apanhado.
— Não esqueça de ligar para a sua mãe, dona Carla vai adorar a noticia! - sorrio concordando.
De fato minha mãe anda
morta para saber novidades relativamente ao emprego à semanas, ligando
quase todos os dias para receber "um não tenho novidades, ainda ninguém
ligou".
— Depois ligo para ela mais tarde! - afirmo pegando uma saia da prateleira mais alta para vestir.
— E o jantar ontem? - aterro melhor meus pés no chão ao escutar a sua pergunta.
A olho de imediato com
os olhos super atentos nela, pois ia fazer questão de ter um
esclarecimento daqueles bem duros. Pois pelo que lembro a versão dela e
de Elliot nada batiam, já que Kate a mim falou uma coisa, Christian me
contou que Elliot falou outra exatamente diferente. Esses dois haviam
armado certamente para cima de mim e Christian.
— Ainda bem que lembrou
do jantar, porque nós duas vamos ter uma converinha! - aponto o dedo
para ela largando a saia em cima do criado mudo. - Aliás que história
foi essa de que ia ter um jantar romântico com seu namorado e depois
ficar sabendo que é mentira, ou melhor que vocês dois armaram para
houvesse um reencontro meu com Christian?
Kate faz uma cara de
quem foi pega no pulo e tapa o rosto com os seus cabelos loiros. Isso
comigo não pega, porque essa danadinha tem que me dar uma justificação,
pois não aceito nada menos que a verdade. E apesar de não ter corrido
mal, não gostei de que fizesse isso nas minhas costas. Confio em Kate,
jamais imaginei que fizesse isso em minhas costas, apesar de ter a plena
certeza que o fez com a maior das boas intenções.
— Aninha não sei do que
está falando! - ela nega qualquer acusação. - Jantei com Lelliot e foi
super nota 10, mas depois fomos num hotel e tal e só não dormi lá porque
lembrei que tinha você... - a interrompo levantando o dedo, ela se
cala.
— Não quero esses
detalhes! - reviro os olhos. - Vá lá confesse! - peço novamente com uma
voz doce de pidona. - Não vou brigar com você, lembra que somos amigas e
amigas não brigam... - usei o próprio discurso dela.
— Está bom... - suspira
derrotada. - Que Lelliot não me mate por abrir minha boca. - ergo a
sobrancelha. - Você quer a verdade, não é? - assinto que sim. - Elliot e
eu andamos vendo vocês essas semanas. Ele até porque tentou se
aproximar mais do irmão, conviverem mais clima de irmãos... - faço um
gesto com a mão para ela acelerar o raciocínio. Minha amiga revira os
olhos face à minha insistência. - A ideia não foi muito minha, foi mais
dele... err, não importa. Acontece que o plano tinha tudo para dar certo
e deu, não é? - ela abre um sorriso todo confiante. - Vocês se
entenderam, não é? Ana fala que sim ou eu vou perder aposta! - ela junta
as mãos em sentido de jura com uns olhos tão irresistíveis.
— Sinto em dizer que o
plano foi quase bem sucedido! - faço a desfeita só para ver sua reacção.
Minha agia faz maior cara de choro. Vou até ela dando tapinhas de
consolo no ombro. - Pode ser que vença aposta na próxima... - continuo
brincando com ela.
Apesar de ser um fato e
eu Christian não estamos juntos, a gente decidiu dar uma chance de nos
conhecermos, começarmos com o básico.
— Não brinca com isso, meu coração está lá no chão.
— Oh estou com dó de
você! - tento soar engraçada. - Está legal! - passo a mão nos cabelos
bagunceados. - A gente se entendeu um pouco... - ela abre um sorriso me
querendo engolir em seus braços me apertando de jeito tal. - Calma
Kate... - peço, ela me aperta tanto que me sinto até mal. - Kate! -
repreendo. Ela me liberta um pouco.
— Meu Deus uma baita de
susto, Ana! - confessa apanhando os seus cabelos com uma mola. - Mal
posso esperar para contar para o meu amorzão! - pendo a nuca rindo. - Há
e só por acaso rolou beijinho? Beijo quente de língua? - arregalo os
olhos para ela.
Mas qual a parte do a
gente se entendeu um pouco que ela não checou? Kate não seja tão safada,
esse homem ai não pode ter tudo fácil. Tem que se ir com calma ou ele
volta com tudo a ser o grosseiro que não suporto nem a mil.
— Vai com calma... não
vá já julgando que vai rolar sexo e coisa e tal assim de caras. - aviso.
- A gente concordou em dar uma segunda chance de se conhecer! Ser
amigo, ir vendo no que isso vai nos levar.
— Sei como é! - concorda
em sorrinhos. - E você vê se pega leve! - coloco as mãos na cintura a
olhando séria. - Não olha assim, não! Você é durona para cacete! - rio. -
Mas dobre o cara! - ergo a palma da mão par bater na dela.
~*~
As horas voam
rapidamente e quando percebo é já quase final da tarde e eu com algumas
comprinhas feitas. Ainda bem que tinha algumas economias guardadas,
assim deu para uma boa renovação, nada de extravagante é certo, mas
ainda assim boa e generosa. Passando junto a um edifício, pois decidi
fazer um pouco do caminho a pé, já que me sentia bem e enérgica para uma
caminhada na calçada, vejo que tem um salão de beleza. O seu nome é
Esclava e decido entrar, apesar de ostentar aspeto chique, tinha vontade
de dar um mimo ao meu cabelo, afinal tem algum tempo que não dou um
corte nele e sinto que começa a ficar estragado nas pontas.
Ao entrar sou recebida
com muita gentileza pelo moço de aspeto gay, mas que nem ai me faz ser
preconceituosa, pois a orientação sexual cada um é que entende. Ele pega
as minhas sacolas a colocando no cantinho e meu casaco.
— Oh obrigado! - agradeço quando me indica para sentar no lavatório.
— Então o que vai ser senhorita? - pergunta ligando a água para lavar meus cabelos.
— Chame de Anastacia... -
peço semicerrando os olhos com a sensação gostosa de sentir água quente
em minha cabeça e mãos habilidosos a massajando suavemente. - Estou
pensando em um corte que dê um ar jovial e nada de ousado.
— Entendo... - conclui
ele. - Então deixe comigo que nas minhas mãos vai ficar linda,
Anastacia! - sorrio gostando dele, pois me pareceu ser muito simpático e
desde logo me senti super à vontade.
De cabeça lavada e
fresca, ele passou a cortar os meus cabelos em um escadeado fantástico e
rápido que fiquei acompanhando com os meus olhos postos no espelho.
Entretanto fomos conversando, porque amo conversar com as pessoas,
apesar de saber não é nada uma boa ideia fazer fofoca em salão, mas ele
me parecia confiável. Lhe contei que estava com um novo emprego, Franco
me felicitou, afirmando que ia arrasar completamente, porque eu era
linda e que com o novo visual melhor ia ficar.
Já secando os cabelos
vejo uma mulher loira entrando no salão com uma roupa toda elegante e
fina. Ela logo vai até atrás do balcão pousando suas coisas do qual
deduzi ser a dona do espaço.
— Franco venha até aqui! - ela chama o empregado que me chega no ouvido sussurrando um já volto.
Fico quieta o
acompanhando com os olhos de forma discreta, pois fiquei curiosa. Aquela
mulher de aspeto maduro era extremamente bonita para a idade, mas tinha
um porte muito de autoridade. Tentei com esforço escutar a conversa, só
que ela me lança um olhar quente, que me vejo obrigada a descer os
olhos à revista que nem abri para olhar. Momentos depois ele volta para
terminar seu serviço tentando ao máximo ser simpático comigo, me mimar.
— Ficou uma diva de
Hollywood, Anastacia! - afirma me mostrando o resultado. Tenho que admitir que foi simplesmente animador e satisfatório.
— Franco me conquistou! -
confesso mexendo nos cabelos com as pontas dos dedos. - Quanto devo? -
pergunto ao dirigir ao balcão, do qual ele me ajuda com o casaco e
bolsas. A tal mulher no mesmo lugar me olhando.
— Anastacia não é? - ela
pergunta. Assinto com a nuca. - Muito prazer, sou Elena a dona desse
salão! - sorrio breve sem lhe estender a mão estando mais concentrada em
fazer meu pagamento. - Amiga de Christian... - nesse momento a olho.
— Que bom para si... até mais... - e saio abandonando o salão.
Gostaram?
O que tem a dizer sobre a decisão de Ana? Sei que para muitas meninas a expectativa do sim era alta.
E esse entusiasmo matinal? O fato de ter pego Kate no pulo e confrontá-la com o seu plano?
Hum, viram que Ana trocou de visual. O que acharam da ideia de ir no Esclava? E ter encontrado Elena?
Próximo cap é pov. Christian ♥
P.S. já a seguir tem mais
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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