Start Again a New Chance for Love - Capítulo 21
Pov. Christian Grey
Meu desapontamento
surgiu quando ao sair da reunião de emergência vi a SMS de Anastacia e
lembrei que havia feito o convite na noite anterior. Rapidamente disco
uma ligação para ela na esperança de ainda ir a tempo de compensá-la
pela espera. Ela não me atende no primeiro chamado, mas quando insisto
com o segundo, ela acaba atendendo.
— Alô, Christian! -
escuto barulho de um carro trabalhando, um barulho bem mais sonoro que o
normal. Deduzo de imediato que estivesse dirigindo. - Enviei mensagem
mais cedo, mas como não respondeu já estava voltando para o apartamento!
- diz.
— Tive uma reunião de emergência, desculpe a falta de cumprimento!
Apresso a lastimar, via
necessidade nisso. Apesar de não ouvir pedido de satisfações, mas sempre
me senti assim, principalmente com ela. Taylor logo surge saindo do
elevador, mas entra logo depois assim que me vê indo até ele para
descer.
— Tudo bem, pode ficar
para outra hora! - diz ela sem problemas, apesar de ter alguma vontade
de a voltar a ver, mas não ia ser incisivo a esse ponto. A vontade tem
que partir dos dois, não apenas de um de nós. - Também estou a caminho
de casa! - afirma. - Kate vai jantar com Elliot, seu irmão. - pendo a
nuca imaginando os planos daquele safado. - Vou jantar sozinha!
— Podemos combinar de
tomar um café depois do jantar o que acha? - sugiro esperando acertar em
cheio. Pelo menos tenho esperança de receber um sim.
Fica um mínimo silêncio
entre a gente. Finalmente estava no térreo a caminho do carro no parque
subterrâneo de estacionamento. Taylor me abre a porta já que mantinha a
minha ocupada com o aparelho no ouvido escutando a linda e delicada voz
de Anastacia.
— Terei que tomar um duche, mas sim é uma ótima ideia! - ela acaba concordando para meu
grande alivio. - Então quem se despachar primeiro liga, ou envia
mensagem. - aceito a proposta sabendo que ia ganhá-la fácil.
— Até já, então!
Ao desligar a ligação
olho para fora dos vidros fumados do meu carro pensando nas muitas
coisas que havia realizado nesse dia. Das muitas vezes que pensei nela, e
em seus olhos lindos e sua boca interessante. A verdade é que ela é a
minha maior distracção, mas uma boa distracção. Pois desde que nos havíamos revisto, voltara a ser um Christian Grey necessário para tocar
uma empresa, mas renovado no que toca a família. Não sei, talvez seja
influência dela. Talvez seja um fato de que vivo tempo demais preso no
meu mundo e esqueço que além dele tem outros complementares e
necessários. E Anastacia realmente pertence a um mundo muito familiar.
Quero que ela se sinta bem e confortável comigo. Quero proporcionar
sensações agradáveis e divertidas.
Apesar de ter um humor
meio negro, mas que desde que ela apareceu em minha vida, até isso
começou a melhorar. Hoje sorrio com maior facilidade, rio com mais
vontade. E olho as mulheres de uma forma completamente diferente. Tudo
porque ela ao me abandonar abriu os olhos, despertou meu intimo para a
realidade clara e pura, já que vivia muito na escuridão de mundo tão
negro e tão meu por causa de Elena, por causa da sua aparição em minha
vida, em minha tão tenra idade.
— Sr. Grey! - viro o
rosto a Taylor assim que o escuto. Ele me olhava de trás do banco. -
Chegamos! - avisa libertando o cinto que sigo com os meus olhos
atentamente a todos os pormenores que me rodeiam.
Abro a porta saindo,
ajeito o paletó apesar de já ser um hábito muito natural em mim e passo a
mão nos cabelos acobreados os baguceando ligeiramente. Taylor me
acompanha até ao elevador para que possamos subir. O caminho todo se faz
em puro silêncio de palavras. Chegando no 301, as portas se abrem. O
meu motorista vem me seguindo igual cão de guarda sempre garantindo
segurança máxima. Nisso tenho a plena convicção de que é meu empregado
mais fiel e que arriscaria sua vida para me proteger em perigo eminente.
— Pode tirar a noite para si, não irei precisar dos seus serviços! - aviso. Ele assente com a cabeça dando um passo atrás.
— Sim, senhor! - e carrega no botão do elevador do hall.
Sigo para o meu quarto
para me libertar dessas roupas e tomar um bem merecido banho relaxante,
pois necessito obrigatoriamente libertar dessa tensão toda. Logo depois
do banho sigo em toalha turca enrolada no tronco para o quarto. Dou uma
olhada em meu iPhone que o deixara no cimo do criado mudo. Anastacia
ainda não havia dito nada, então é porque ainda não está pronta e tenho a
verdadeira chance de ser o primeiro. Entro no closet procuro uma roupa
mais casual, algo que me faça parecer um homem de 27 anos comum, alguém
com o qual uma mulher possa sair. Queria oferecer um cara diferente de
mim para ela. Criar dessa forma novas e boas impressões. Começando desde
logo por recusar o motorista, pois nenhum cara comum usa motorista para
sair em um encontro a onde quer que seja. Segundo, sair sem o usual
terno e gravata, substituindo mais por calça jeans, polo e casaco de
couro negro.
Quando me sinto
libertador do meu CEO formal e de tempo integral sorrio olhando para o
espelho grande o meu quarto e passo as mãos nos cabelos os os deixando
soltinhos e húmidos, para não parecerem demasiado certinhos. Ao ver que a
imagem que vejo me deixa satisfeito pego o iPhone e guardo dentro do
bolso dos jeans traseiro e sigo para a cozinha já que sra. Jones sempre
deixa comida preparada para mim. Me deixando a simples tarefa de aquecer
no microondas. Ligo a TV para escutar as noticias, pois gosto de jantar
seguindo a par e passo o que acontece no pais e no mundo. Pego um prato
e copo e coloco sobre o balcão. Instantes depois de começar a comer o
meu celular vibra e rindo o tiro pensando comigo mesmo que estava
perdendo essa, mas faço logo uma careta ao ver Elena piscar na tela e
rejeito a chamada logo de imediato, pois ela não vai arruinar minha
noite. Ansioso termino a refeição mais cedo que o imaginado e envio a
bem dita mensagem para Anastacia.
Terminei primeiro!
Onde nos encontramos? Ou você quer que a pegue?
— Christian Grey
Onde nos encontramos? Ou você quer que a pegue?
— Christian Grey
Pego as chaves do Audi
R8 e saio pegando o elevador. Ao encostar à parede espelhada logo sinto o
celular vibrar de forma tão gostosa que até desencosto da parede
rapidamente. Tinha nova mensagem, era dela.
Curioso, eu também!
Acho melhor nos encontrarmos naquele bar que tem no lado da SIP.
Vi que é legal lá.
— Anastacia Steele
Acho melhor nos encontrarmos naquele bar que tem no lado da SIP.
Vi que é legal lá.
— Anastacia Steele
Confesso que sobre bares
não sou muito bem entendido, mas se ela queria, ia fazer a vontade.
Afinal a sua opinião conta e muito para mim. Mas é certo que bares me
deixam meio apreensivo. Vou ter que controlar o meu ego com esses caras
imbecis que ficam sempre querendo arrumar confusão ao se meterem com
mulheres inocentes.
Encontro você dentro de 10 minutos
Tome cuidado na estrada, sim?
— Christian Grey
Tome cuidado na estrada, sim?
— Christian Grey
Sei que ela vai levar as
minhas palavras em ato de preocupação exagerada, pois ela adora uma
bela provocação e essa não seria Anastacia sem esse lado apimentado da
sua personalidade altamente interessante.
Está tentando me dar indicação de como devo dirigir meu próprio carocha? RISOS, GREY!
MUITOS RISOS :p
— Anastacia Steele
MUITOS RISOS :p
— Anastacia Steele
Paro de dar atenção ao
celular quando o elevador para no térreo e levando o comando para
descobrir onde estaria meu carro no meio dessa vasta colecção. Eis que o
encontro e em uma mera corridinha, porque nunca é bom deixar damas
esperando, entro no carro o destravando. Mesmo sentado não esqueço de
responder a essa provocação curiosa e engraçada. Oh céus, como senti
falta disso. Oh viva Anastacia.
No seu carocha? Hum, devo ficar preocupado se vir fumo por ai?
Tem certeza que esse velhote aguenta uma viagem inteira sem cansar?
RISOS
— Christian Grey
Tem certeza que esse velhote aguenta uma viagem inteira sem cansar?
RISOS
— Christian Grey
Pouso o celular no
suporte automático que atende e responde a ligações e sms's. Ligo o
rádio escutando uma batida Pop, pois simplesmente gosto de sair da
rotina, principalmente nessas horas em que me torno um homem normal.
Afinal escutar música melancólica não condiz com a minha boa disposição
no momento. A tela pisca, pois coloco o olho nela ao sair de ré da vaga
em direcção aos portões automáticos de saída. Carrego no botão do tecto. E
minha leitora dita a mensagem.
Está fazendo deboche do meu carocha, Christian?
Fique sabendo que esse campeão já viajou pelas maiores cidades dos E.U.A.
Vou sair de casa agora! Me aguarde
— Anastacia Steele
Fique sabendo que esse campeão já viajou pelas maiores cidades dos E.U.A.
Vou sair de casa agora! Me aguarde
— Anastacia Steele
Balanço a cabeça rindo,
porque não está mesmo dando para parar, ela tem realmente muita graça me
falando essas coisas. Principalmente no modo de como defende o seu
maior bem.
Com toda a conversa
fiada havia chegado no lugar combinado e ainda em meu carro fiquei na
esperança de vê-la chegar já que seria fácil perceber quando seu carro é
algo incomum circular pelas ruas de Seattle, o que a torna única e
especial. "Oh Ana você é demais" penso passando os dedos sobre a barba
rala e ai a encontrar chegando pelo espelho retrovisor. Saio do carro e
fico ali encostado a ele a olhando se manobrar dentro daquela coisa. Só
sei que me perdi várias vezes rindo, porque ela fica sexy demais ali
dentro.
— Está rindo do quê? -
ela me pergunta batendo a porta do seu carocha com força e me olhar em
desafio estreitando aqueles olhos azuis para mim.
— Nada, não! - desencosto indo até ela para um cumprimento.
Anastacia vira o rosto
para o lado oposto e ao invés de beijar a bochecha como me habituara no
encontro passado me vejo beijando os seus lábios doces e delicados
lábios de sabor a menta e melancia. Ela não se repelia, até pelo
contrário acaba dando um selinho.
— Boa noite! - diz piscando o olho para mim e guardar as chaves dentro da bolsa.
Fico a olhando com mais
atenção e pormenor e dou conta de uma alteração em seu cabelo. Não
lembrava de ter reparado nesse detalhe na última vez, provavelmente porque
é recente.
— Cortou o cabelo! - ela
sorri pendendo a cabeça ora para um lado, ora para o outro de forma
divertida balançando as mexas marrom.
— Há sim... fui num
salão que chamam de... como é o nome mesmo... - ela faz um ar pensativo
enquanto nos deslocamos para o tal bar. - Esclava é isso! - lembra.
Congelo um pouco no
mesmo lugar quase que ficando imóvel quando escuto "Esclava", pois esse é
o salão de Elena, melhor o salão onde tenho sociedade com ela.
— O que foi Christian? -
Anastacia me olha preocupada. Logo suavizo o semblante, tudo o que não
queria era preocupá-la desnecessariamente.
— Nada, só lembrando
algo que esqueci... - minto, apesar de ser errado, mas com que cara irei
falar de Elena. - Mas e ai gostou de ir lá? - tentei ainda assim puxar o
fio à meada.
Com Elena nunca se sabe o
que pode acontecer, ela é tão imprevisível que dado aos nossos últimos
encontros pode simplesmente envenenar Anastacia contra mim, só para
sair vencendo. Eu sei, ela é capaz de tudo só para me irritar,
contrariando minhas vontades expressas.
— Se gostei... - diz em
entusiasmo. - Franco foi super gentil comigo! - empurro a porta do bar
para que ela entre na minha frente. Sigo logo atrás. - E depois apareceu
lá uma mulher, deduzi de imediato que é a dona e me pareceu meio
mandona, sabe? - olho de forma distraída. - Christian?
— O quê? - pergunto distraído, minha cabeça mergulhando em outro lugar. - Desculpe, eu desliguei...
— Meio que entendi! - ela fala revirando os olhos. Oh sim o celebre revirar de olhos, como esquecer.
— Falou que tinha uma mulher mandona, não é? - questiono do qual ela concorda com um aceno.
— Ela mencionou que é sua amiga.
"Droga, Elena" penso
mordendo a minha própria língua ao sentar com Anastacia num lugar junto à
janela como ela gosta. Ela me paga para foi fazer conversa que não
deve. Não suporto que coloque as mãos e os dedos em minha vida. Eu mato
se ela moveu céu e terra.
— É verdade, a Elena é
uma velha amiga! - confirmo, óbvio que não ia mentir em relação a isso.
Anastacia merece minha honestidade relativamente a esse assunto. - Foi
ela que me levou a conhecer aquele mundo que não vamos tocar... - ela
revira os olhos entendo.
— Mrs. Robinson! - escuto o seu murmúrio baixo e rio.
— Esse salão onde foi
também é meu... - ela pende a nuca apoiando a mesma em sua mão. - Elena e
eu somos sócios à muito tempo na cadeia de salões de beleza!
— Entendo... - ela não fica muito confortável com o assunto, pois percebo em sua postura que enrijece ligeiramente.
— Vamos pedir alguma
coisa? - decido amenizar o clima, pois Elena não pode reinar destruindo
tudo que estou fazendo maior esforço para colocar de pé.
— Você quer café, cappuccino ou caipirinha? - a última sugestão sai muito em ato de provocação.
— Está brincando, não é? - ela ri com a forma como me responde com uma nova pergunta. - NÃO, café está ótimo!
Aceno à garçonete para
trazer dois cafés e um whisky, já que gosto de um belo digestivo depois
do jantar. Apesar de não ser de grandes bebidas, tirando vinho que é o
meu predilecto em todas as escolhas e champanhe.
O resto do serão se
prolonga em muitas mais risadas cúmplices, conversas casuais e
trivialidades sobre o casalinho mestre que é perito em armar poucas e
boas para cima de nós. Quando simplesmente chega a hora da despedida
fico com vontade demais, querendo de alguma forma ter um beijo, mas não o
daria sendo sujeito a tapa, até porque Anastacia provou ter mão pesada
na última vez. Contudo, não me dou por vencido e dessa vez uso o seu
número para receber um beijo em meus lábios.
— Você fez de propósito! - ela bate suas palmas das mãos em meu peito rindo.
— Fiz nada! - me
defendo, sabendo perfeitamente que é mentira e que havia feito sim. Abro
a porta do seu carocha para que se instale. - Juizinho, hein? -
provoco. Ana me olha elevando a covinha do sorriso. - Sonhe comigo!
— Não queria mais nada não, Grey!
— Isso foi ofensivo, Steele! - reclamo rindo.
— Tem graça! - roda a
chave na ignição. - Vá, vou indo! Quando chegar em casa escove seus
dentes e vá xixi, cama! - diz ela fazendo o papel certo de mamãe.
— Uau, agora pareceu dona Grace!
— Outra amiga sua? - ela ergue ambas as sobrancelhas, admito que me dá um divertimento enorme vê-la com pontinha de ciúme.
— Na verdade minha mãe! - ela abre a boca num "O" que não dá para não rir.
Assim sendo Anastacia
vai embora, pois fico a olhando no mesmo lugar igual estátua da
liberdade. Só então indo para o meu carro é que retorno ao Escala de
pensamento fixo na minha preocupação Elena e no que ela acha que pensa
que está fazendo, pois não me contou que havia encontrado Anastacia em
seu salão.
Gostaram?
O que acharam das mensagens de Ana com Christian?
O encontro no tal bar?
O beijo inesperado?
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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