Start Again a New Chance for Love - Capítulo 19

Pov. Christian Grey

Meu dia estava correndo lindamente, a minha cabeça mais no lugar e as ideias bem focadas, porque algumas coisas estavam entrando nos eixos, finalmente, pois não via a hora para isso. Havia conseguido uma nova chance com Anastacia, finalmente podia dizer que nada está perdido e que é hora de remar para conquistar sua confiança. Esta sua ausência em minha foi extremamente dolorosa e não quero repeti-la mais vez alguma.

— Sr. Grey! - Crystal aparece interrompendo meu transe de pensamentos. - Os seus accionistas o aguardam na sala do lado para a reunião semanal! - avisa.

— Vou já! - digo empurrando a cadeira para me levantar, quando sinto o iPhone vibrar no meu bolso.

O tiro para ver quem era ligando, mas é um fato desde que cheguei na empresa que não tem parado de tocar insistentemente. Quando olho a tela vejo que é Elena, ela desde que essas coisas todas haviam acontecido que andava muito próxima, me querendo por tudo colocar novas ideias na cabeça. 

"Obrigando" a esquecer Anastacia. Acontece que tudo isso foi em vão e Anastacia prevaleceu até hoje no meu pensamento apesar de tudo de tudo o que aconteceu entre nós dois. Muito embora tenha noção da imensa culpa, pois aprendi com os meus erros a não voltarei a deitar por terra as poucas ou grandes conquistas que tenho por conquistar. Assim sendo decido ignorar a chamada a rejeitando e coloco o aparelho em modo de voo para não ser perturbado, pois estou trabalhando e logo se vê se ligo de volta para falarmos, nem que mais não seja para colocar umas ideias fixas de basta.
Dessa maneira saio do meu escritório rumo à sala de reuniões onde tem todos os meus accionistas me aguardando ansiosos para resolvermos mais um novo caso na GEH. Aliás faço tudo para o bem da empresa que construí com meu próprio esforço.

— Sr. Grey! - o sr. West cumprimenta.

— Bom dia meus senhores! - cumprimento todos rapidamente focando nos bons interesses dessa reunião.

Tal como esperado são discutidos novos meios de expandir o negócio a outros mercados de renovação de energia. Investimentos certeiros e apostas seguras para o bom crescimento da empresa a nível mundial. Apesar de meu maior foco estar relativamente a outras causas como o combate da fome nos países menos desenvolvidos e renovação de energias, de forma a criar sustentabilidade em suas vidas e dar por concluída uma nova etapa para que desse modo pudessem ser criados novos postos de trabalho, escolas para as crianças e hospitais para os doentes.

Todos os meus accionistas concordam dando luz verde ao meu projecto, apesar de saber que não preciso do inteiro voto de todos para prosseguir com os meus planos, quando detenho cerca de 80% das acções dessa empresa, mas como meu pai sempre fala, eu devo dar ouvidos sim e deixar de cabeça dura. Tenho que agir como homem de negócios e cá estou eu um verdadeiro homem e com um império de orgulho que ergui com esforço e menor tipo de ajudas.

— Como estão todos de acordo, avançamos! - concluo dando por encerrada a reunião.

Ao sair da sala de reuniões logo depois de todos saírem, vejo Taylor me aguardando junto ao balcão da minha secretária.

— Taylor vou precisar que me leve na casa dos meus pais! - aviso.

— Sim, senhor! - assente de mãos atrás das costas indo até ao elevador carregando no botão do canto inferior direito.

Tiro o iPhone para fora, tirando do modo de voo e vejo se tenho mais alguma coisa, a verdade é que já estava com mais duas chamadas perdidas de Elena, uma de Mia e outra da minha mãe. Bufo com tanta pressão e entrando dentro do elevador, encosto junto à parede espelhada. Decido ligar para Mia primeiro. Pois minha caçula é sempre minha caçula. Porém, Mia não atende, provavelmente por birra ou por estar ocupada.

A verdade é que tenho sido um péssimo irmão mais velho e nesse tempo que esteve por aqui ela nem passou quase tempo nenhum comigo, porque preferi me isolar no meu apartamento me privando de tudo e todos, apenas focando na droga do meu trabalho, porque assim pelo menos não tinha a minha cabeça pensando e toda a merda que fiz. Só Elena e Elliot é que tem sido as únicas pessoas com quem andei falando, mas pouco, já que minha velha amiga andou se excedendo comigo pedindo para partir para um novo plano deixando Anastacia de lado. Buscando uma nova lista de candidatas a submissas para mim. Como é óbvio recusei todas elas, não queria nenhuma. Nenhuma outra mulher iria substituir Anastacia. Só que ela não consegue encaixar em sua cabeça loira que não quero mais isso para mim. Isso não me traz felicidade, só prazer. Além de que nunca seria o mesmo homem usando meus brinquedos quando a minha cabeça está em outro lugar. Quando a minha cabeça sempre estará pensando na merda que fiz, na merda da minha possessividade doentia que destruiu qualquer bom ambiente.

— Chegamos senhor! - diz Taylor ao qual nem dou conta de que já havíamos chegado, a verdade é que tenho andando tão cheio, de cabeça ocupada que me esqueço de tudo com vasta facilidade.
Saio porta fora e olho o jardim com alguma atenção, recordando alguns pontos fundamentais da minha infância ao lado dos meus irmãos. Minha mãe logo surge saindo da varanda vindo até mim com seus braços abertos para me receber. Vou até ela com um sorriso lascivo e abraço. Um abraço ternurento, igual ao que me dera ao tirar daquele mundo de droga e prostituição em Detroit.

— Oh filho! - ela me aperta ligeiramente. - Pensei que não viria nunca, estava ficando preocupada. 

Anda tão distante da gente! - comenta baixo próxima do meu ouvido.

— Estou aqui agora! - digo a tranquilizando ao soltar dos seus braços maternais. - Vim fazer uma visita! A muito que ando vos devendo uma e hoje é o dia. - ao me escutar falando assim, ela passa a palma da mão em meu rosto acariciando suavemente. Me vejo fechando os olhos por uns segundos.

— Almoça com a gente, não é? A Dorotheya preparou aquela sua comida favorita de infância, você lembra, não é? - assinto que sim, não imaginando como a senhora dona Grace podia simplesmente adivinhar que estaria para vir almoçar. - Vem, vamos... - me abraça meu braço e me sinto sendo levado por ela.

No interior da casa está meu pai lendo o jornal de perna traçada na sala. O típico Dr. Grey, melhor advogado da cidade e futuro promotor de justiça. Elliot pegado no celular certamente falando com a namorada no canto oposto. Dorotheya logo surge vinda do canal da cozinha de mãos juntas aos avental com seu sorriso jovial. Certamente feliz por me ver, já que são raras as minhas visitas nessa casa.

— Minha senhora posso servir o almoço? - pergunta olhando para minha mãe. - Seja bem vindo menino!

Ele nunca perdera o velho hábito de me chamar de "menino". Desde criança que a conheço e sei o quanto ela é a melhor governanta do mundo, nunca desfazendo da sra. Jones, porque é excepcional.

— Pode sim, e coloque mais um prato, porque Christian vai almoçar com a gente! - olho minha mãe que não havia largado meu braço de feliz da vida em me ter de volta em casa.

— Com certeza, minha senhora! - diz se recolhendo.

— Carrick! - minha mãe repreende meu pai que nem um palavra tece a minha presença tão absorto naquele jornal. - Elliot! - repreende igualmente meu irmão continuamente agarradinho ao aparelho como cola.

Meu pai logo dobra o jornal descendo os óculos de leitura e pousando o mesmo na mesa de centro vem até mim apertando minha mão. Elliot desliga a ligação vindo igualmente até mim, mas só para dar um tapa no ombro como sempre apesar de a gente os dois ter uma conversa depois, porque não engoli essa história, ainda mais sabendo que havia sido uma trama conjunta lá com sua namorada só para eu reencontrar Anastacia. Apesar de ter sido um bom reencontro e sobre isso teria que agradecer, não tem jeito, eles foram geniais.

— Vamos para a mesa meus homens! - minha mãe bate palmas nos chamando.

Enquanto ela segue na frente junto com o meu pai decido ir mais atrás com Elliot e lhe lançar uns olhares fulminantes. Ele encolhe os ombros algumas vezes sorrindo amarelo para mim, certamente sabendo bem o que havia feito, ou na medida do possível a namorada já o avisara para ficar alerta. 
Provavelmente porque Anastacia já teria tirado satisfação com a amiga. Sim, ela é capaz disso, ainda conheço alguns dos seus genes. Isso é coisa que nunca morre.

Sentados na mesa degustando de um almoço raro em família aproveito para perguntar por Mia, já que ela não atendera a minha ligação.

— Sua irmã foi embora na semana passada bem aborrecida consigo, filho! - consta minha mãe sendo servida de vinho da casa por seu estimado mordomo, o Alfred que mais tem cara de Hitler, mas que ainda assim não tem nada contra os judeus, já que é um. - Ela pediu inclusive para que seja breve e vá visitá-la lá em Paris sem desculpas para falhar!

— Mãe tenho muitos negócios para tocar, não dá para abandonar tudo assim... - friso dando meu ponto de vista de homem responsável.

Apesar de ter sempre a solução de trabalhar à distância através do notebook, fazendo ligações de vídeo chamada, conferências de longa distância.

— Christian trabalho não é tudo na vida, filho! - repreende Grace.

— Grace deixe de interferir tanto na vida dos seus filhos! - pede meu pai abrindo a boca pela primeira vez. - Christian é provavelmente dos nossos três filhos o mais responsável e crescido...

— Obrigado pela parte que me toca... - reclama Elliot, mas Carrick continua ainda assim.

— Quando ele entender que deve abrandar, ele o fará, agora não é por sua pressão que ele deixará de fazer o que sempre fez até hoje. Além que está se destacando muito entre os escalões mais altos de mundo empresarial! - minha mãe faz um beicinho tomando um gole de vinho. - Se tudo der certo como tenho a plena convicção de que dará, o meu filho irá receber o prémio de melhor empresário 2015.

— Vocês dois não iniciem briga por minha causa! - peço olhando entre um e o outro.

Minha mãe toma um outro gole de vinho silenciando, já meu pai se foca na comida terminando a refeição mais cedo que o normal e sair. Deixando todos nós em silencio, até claro Elliot quebrar o gelo falando bobagens de baladas que não importam a ninguém. Minha mãe levanta limpando os lábios em seu guardanapo se retirando.

— Esquentou o clima... - comenta baixo Elliot. - Não liga não, esses dois andam estranhos ultimamente, você que não percebeu ainda.

— Não muda de assunto! - ele me faz uma cara de quem não está entendendo nada. - Você e eu temos que ter um papo sério! - ele pigarreia tomando um gole de vinho. - Não tente fugir, Lelliot! - ele revira os olhos. - Já sei que armou tudo e... - ele me interrompe debruçando na mesa.

— A ideia foi de Kate, mano!

Ele se defende botando as culpas na pobre da namorada como sempre. Aliás ele sempre fora assim desde criança, fazendo bobeira e botar a culpa em todo mundo só para não ter bronca dos pais, ter sua mesada reduzida a zeros. Até quando tirava péssimas notas na escola, fingia que havia sido culpa do colega do lado que trocara as folhas de prova, mas nunca a sua. Há conta disso muitos explicadores, empregados foram dispensados pela nossa mãe. Só porque o menino Elliot ama culpar o mundo inteiro para sair impune e manter a sua mesada gorda intacta, sem qualquer tipo de castigo.

— Lelliot eu conheço você! Sempre fala que a culpa é dos outros! - ele faz uma careta sem graça. - 
Não vou brigar, mano! - demonstro um ar sereno.

— Mesmo? - pergunta desconfiado como se não me conhecesse bem.

— Sim! - reviro os olhos.

— A ideia foi minha, sim... - sorrio sabendo que era, ele sempre acaba confessando seus "crimes". - Kate andava comentando comigo que Anastacia andava triste... eu comentei que você não andava legal... - interrompo.

— Direto! - exijo olhando meu relógio de pulso omega.

— Certo! Ela descobriu que Ana ia para o Space Needle e decidi levar você para lá, assim iam poder se cruzar e deu certo, não é? - os seus olhos brilham, seus lábios curvos num sorriso bobo.

— Deu! - ele suspira de alivio. - Obrigado, irmão! - agradeço. Ele faz cara de quem não entendeu meu agradecimento.

— HEIN? Claro, mano! - ele sai do seu lugar para me abraçar com tapas nas costas.

"Eita, Lelliot" penso me sentindo sem graça já que isso era coisa de criança e somos homens crescidos. Mas é ai que está, a gente sempre regressa às origens.

~*~

Depois do almoço regressei novamente à empresa pois o trabalho não para na GEH só porque algumas pessoas querem e sou responsável demais para ficar parado vendo o tempo passar. Crystal mal me vê saindo do elevador vem correndo apressada até mim, mas ergo a mão passando por ela entrando na minha sala e encontrar Elena de costas.

— Eu tentei avisar o senhor! - Crystal se explica logo atrás de mim, mas aceno para que saia, eu mesmo iria resolver isso sozinho. - Com licença, senhor! - ela fecha a porta nos deixando em privado.

Ficando a sós com Elena deixo minha pasta de trabalho no lado da secretária e desaperto uns botões do paletó azul escuro. Ela vira lentamente para mim com uma expressão de poucos amigos talvez querendo tirar satisfações.

— Não atende minha chamadas porquê? - pergunta com entoação séria que me faz erguer a sobrancelha ligeiramente, pois não gosto que me falem alto, muito menos com esses modos de que devo dar partido de tudo o que faço da minha vida.

— Em primeiro lugar não lhe devo satisfações! - digo só para começar. - Em segundo, estive com uma manhã ocupada cheia de reuniões!

— Não precisa mentir para mim, apesar de até aceitar essa coisa de ficar ocupado. - ela vem até mim com seu ar superior colocando suas mãos em meus ombros que desvio rapidamente as tirando no mesmo segundo. - Está me evitando porque não para de pensar naquela moça, como é que ainda não se tocou que ela não é a mulher certa para si? Ela o deixou, Christian! Será que não entende que não serve para o seu gosto peculiar?

Passo lado a lado a ela ficando de olhos postos na vista da cidade. Elena estava se excedendo ao falar dessa forma tão invulgar de Anastacia. Ela não tinha esse direito, pois cabe a mim decidir o que é ou não melhor para mim. Não preciso de sua opinião para absolutamente nada. A vida é minha faço que bem entender dela.

— Quem não está entendendo nada aqui é você! - afirmo me virando um pouco para a encarar. Ela por sua vez ergue a sobrancelha. - Não acha que já está indo longe demais falando assim de Anastacia? Cabe a mim saber o que é ou não melhor! Porque não coloca isso em sua cabeça, Elena?

— Olhe o modo como fala comigo meu menino!

— Falo do modo que bem entender! - friso. - E deixe de se dar ao trabalho de me enviar dossiês por e-mail de submissas que não quero nenhuma, entendido?

— Isso é o que fala agora, mas quero ver quanto tempo aguenta sem ter seu lado de dominador ativo! - Elena vem até tocando em meu peito com as palmas das mãos. - Você não foi criado para ser um homem comum, não entende?

Em ato de raiva seguro o pulso de Elena com alguma força a olhando bem sério, frio e no limite de paciência para tanto desaforo. Ela vem logo xingando para que a solte, mas acontece que simplesmente a solto por estar no limite de a aturar por hora e queria que ela fosse embora o quanto antes, pois estava capaz de me escapulir em raiva e fazer algo que não ia ser nada agradável.

— Você está completamente louco! - ela reclama acariciando seu pulso marcando por meus dedos. - Não o reconheço! - resmunga pegando sua bolsa do sofá branco e sai porta fora bufando.

Quando me vejo sozinho sento no sofá respirando fundo e deito a cabeça nas costas do mesmo encarando o teto branco do escritório.
~*~

Terminando a minha cota de trabalho por um dia passo a indicação na recepção para que não seja perturbado o resto da tarde, pois ia ficar ocupado. Tinha terapia no Dr. Flynn e nela iria contar os meus progressos que demais havia sido alguns e até satisfatórios, pois me sinto bem, confiante. Anastacia reinou o resto do dia em meu pensamento e da vontade que senti em procurá-la, mas foi de mutuo acordo irmos com calma e para deitar tudo a perder não ia levar a lugar algum. Parando no edifício das minhas consultas, recebo uma ligação de Mia, finalmente e atendo desde logo. Era ligação FaceTime a gente sempre as fazia para se ver a longa distância.

— Ei caçula! - cumprimento mostrando um sorriso para a tela. Taylor me abrindo a porta mantendo o seu ar calado.

— Irmãozinho desculpe não atender, estava ocupada! - se explica ela. - Mas ainda estou chateada com você, viu? - balanço a nuca rindo abrindo caminho na recepção e acenar a Verónica que pega o telefone para avisar meu terapeuta da minha chegada. - Sabe que podia vir me visitar, não é?

— Sei, claro! - concordo, vejo meu terapeuta aparecer na porta. - Mia, vou ter que desligar! A noite a gente continua essa conversa, pode ser?

— Que lugar é esse, Christian? - ela estreita os olhos olhando com um desconfiança.

— Estou no Dr. Flynn! Vá vou desligar! - ela faz beicinho. - Juízo! - ela ri e desligo a ligação entrando na sala.


Gostaram?
O que acharam de Christian ter ido almoçar em casa com a familia?
Acharam divertido a forma de como ele e Lelliot se pegaram confronto de verdades? haha eu ri nesse momento, confesso.
Parece que os pais estão em clima tenso, não?
E essa Elena chata para cacete insistindo com Chris? O que acharam da postura dele?
Vá lá gente, quero saber vossas opiniões, me saltem com essas palavras comentando e não esqueçam de votar, ok? Dentro dos meus limites irei tentar não demorar para retornar.
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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