Start Again a New Chance for Love - Capítulo 24
Depois de me despedir
daquelas pessoas tão legais, daquelas risadas incontroladas ao lado de
Christian decidi voltar para o meu apartamento aceitando de bom animo
deixar Christian tentar dirigir meu carocha só um pouco, porque ele não
se ajeita nada com ele. E é um puro desastre, diria. Taylor lá chegou e
acabou salvando de um mico de muitas gargalhadas desinibidas. Confesso
que foi tão bom esse final de tarde que sinto até pena que tenha
terminado, mas é um fato de que havia prometido a Kate de fazer
companhia naquela sua ida a Suquamish essa noite.
Quando seu carro partiu
ainda fiquei uns 10 segundos de olhos postos no Audi largando distância
atrás de distância afastando de mim. Ai sim, voltei definitivamente para
o bairro dirigindo meu carocha de ouro cantando as músicas que passam
no rádio alto e bom som. Apesar de não conseguir ser nenhuma Beyonce, ou
Mariah Carey, sendo que ambas tem umas vocês absolutamente dominantes em
minha cabeça.
Ainda cantando os temas
em minha cabeça busco dançante a chave ao entrar no edifício e rodopio
batendo ligeiramente na porta rindo sozinha. "Sabe que quem se ri desse
jeito são os maluquinhos" o meu subconsciente acorda para escolachar
bravamente. A minha deusa por outro lado estava na minha dançando
animada e dando uns triplo saltos.
— Porra Ana! - Kate resmunga pegando um travesseiro para tapar o namorado e empurrá-lo para fora do meu alcance.
— Vocês não sabem que
existe quarto para isso? - questiono de forma retórica tirando as mãos
da frente dos olhos. Kate encolhe os ombros pegando as roupas do chão. -
Vou fingir que não vi nada! - digo em risos indo para o meu quarto.
— Você viu que eu sei! -
alerta minha amiga logo atrás, mas entrar no seu quarto para livrar o
namorado do mico de ser pego por mim peladão.
Fechando a porta atrás
das minhas costas dou uma gargalhada lançando bolsa e casaco na cama e
vou para o banho, pois estou necessitando de uma revitalizada e libertar
essa excitação toda em meu corpo.
A água na box corre
querendo ganhar um aumento de temperatura gradual. Infiltro as mãos
tocando aquelas águas tépidas e quando sinto que estão na temperatura
deliciosa e convidativa, é que entro totalmente molhando todo o meu
corpo, o relaxo lentamente encostando na parede gelada a criar um curto circuito de adrenalina. Observo a corrente de água que transforma dos
meus mamilos e sorrio imaginando a língua fervorosa de Christian os
chupando, circundando de forma deliciosa e torturante. As minhas mãos
descem pegando a esponja rosa e esfregá-la contra a minha pele desnuda e
sensivel ao toque. Rapidamente me vejo explorando o corpo com ela entre
os meus dedos passando em vastos lugares, incluindo os mais íntimos e
extremamente excitados. Largo a esponja e tombo a nuca contra a parede
deixando as águas do chuveiro baterem em meu rosto, enquanto meus dedos
penetram fermente no sexo criando uma sensação de prazer e libertação em
êxtase. O meu corpo responde com algumas contracções a baixo do umbigo,
meus dedos ficam apertadinhos e ainda assim investido fortes, pois quero
muito mais que um simples orgasmo. Quero um bem grande e redondo que me
faça ficar totalmente ofegante. Sendo que já ofego qualquer coisa, pois
é uma sensação maravilhosa.
Em minha cabeça as
imagens que predominam são de Christian e seu corpo altamente sexy, só
que um pouco mais perversa esta minha mente, já que o estou despindo de
suas formas formais ou casuais. Ele se via nu, perfeitamente nu e
prontinho para mim. Mordo o lábio inferior agachando lentamente,
escorregando contra a parede agora mais anestesiada à sensação de gelo
cortante nesse contato. Os meus olhos brilham em pura luxúria, meus
dentes mordem o lábio inferior de forma a causar uma sensação ainda mais
intensa. A dor esqueço completamente quando estou anestesiada pelo
prazer. Assim sendo logo me venho num puro e intenso orgasmo, onde
sussurro baixo o nome de Christian sorrindo de olhos fechados ali no
poliban.
Feita a recém exploração
ao qual denunciada por minhas bochechas totalmente coradas sem
inibição, me vejo na frente do espelho do banheiro enrolada na toalha e
secando os cabelos húmidos. Os meus olhos altamente brilhantes, um
brilho ainda mais ofuscante que a primeira vez. "Está muito mais próxima
de um sexo intenso, Anastacia" o meu subconsciente comenta
impressionado com a minha fascinante masturbação, sendo que me sentia
capaz de o fazer para Christian. A minha deusa tombada sobre a cama
alisando as laterais do seu corpo, como se me imitasse de algum modo se
explorando a si mesma em descobertas altamente viciantes.
Volto no quarto e dou um
pulo quando vejo Kate sentada na barra da cama, perna traçada e sorriso
travesso nos lábios, olhos postos em mim. Passo lado a lado a ela como
se não estivesse nem ai para o que vai em seu pensamento e pego umas
roupas já separadas para a nossa saída.
— Sobre aquilo, Ana... - ela começa, mas assim que me viro ela nem termina a frase.
— Não vou contar para
ninguém que vi o pénis do Elliot! - digo em maior safadeza que a faz
arregalar os olhos e me querer matar. - Calma, eu não tive como não
olhar, ele saltou à vista! - ela fica ainda mais roxa. - Kate, juro! -
ergo ambas as mãos rendida. - Tudo bem vou me trocar!
"Que safada você me saiu" reclama meu subconsciente me olhando esquisito, mordo logo o lábio inferior na inocência.
— Vou fingir que não
escutei essas suas palavras Aninha! - fala por fim respirando fundo. -
Mas mudando de assunto vê se apressa tenho que ir voando para Suquamish!
- alerta me dando um tapa na bunda que me faz revirar os olhos.
Ai se ela soubesse o que
eu estive fazendo iria ficar maluca, mas nunca por ter visto o membro
duro do Elliot. Err, ele estava sorrindo na minha frente. "NÃO, NOJENTO"
penso puxando uns jeans pernas a cima e apertar logo os botões da blusa
cinza.
~*~
Já em Suquamish, depois
de uma meia hora de viagem sendo que fica a pelo menos vinte e cinco
quilómetros de Seattle, Kate me deixa na recepção do hotel para ir fazer
a tal entrevista ao empresário de nome esquisito que esqueci
completamente de como se prenuncia, já que é alemão e tem cara de Hitler
na guerra. O ambiente era muito tranquilo e como nem passavam das nove
me bateu a vontade de ligar para Christian e lascá-lo com alguma
provocação barata. É certo que ele logo me veio atendendo a ligação nem
ao segundo toque. "UAU" penso.
— Olá Chris! -
cumprimento traçando a perna de forma sensual apesar de não ter como ele
me ver fazendo isso. Mas que ainda assim fiz questão de me manter
nessas pouses ostensivas.
— Ana! - diz meu nome encurtado me deixando com a língua sobre os lábios dançante. - Já chegou em Suquamish? - pergunta.
Rolo os olhos a um par
de homens que ficam me encarando intensamente, faço logo um gesto de
pouse sensual e ignoro aqueles olhos indiscretos me focando mais na
conversa com Christian, já que de todos era o único que me prende
atenção e importa.
— Chegamos à 10 minutos!
- respondo. - Ai Chris, nem imagina o que eu vi quando cheguei no meu
apartamento, mas sinto receio até de contar. - mordo o lábio imaginando
um montão de reações previsíveis.
Não sei como podia
contar que havia visto o membro de Elliot para o irmão. Imaginem só como
fico no meio disso, é embaraçoso. "Cala, conta é logo" o meu
subconsciente opina farto do cliché.
— Então? O que aconteceu? - a sua curiosidade se acende como rastilho de pólvora.
— Peguei seu irmão com a
minha melhor amiga em maior pegação no sofá! - levo a mão à boca
reprimindo uma gargalhada, pois apesar de ser uma cena embaraçosa, foi
super engraçada. - Convenhamos que sem qualquer roupa no corpo se é que
me entendo... - faço questão em esclarecer.
— LELLIOT? - a sua voz
altiva em risos que me deixo invadir facilmente rindo igual que nem uma
desalmada. - Esse moleque não toma juízo nunca! - comenta ainda
gargalhando. O que até foi uma reacção melhor do que estava à espera. -
Mas ainda bem que liga... - pendo a nuca querendo saber o que ele iria
lembrar agora. - Minha irmã, sabe, Mia... - balanço a nuca lembrando do
detalhe de ter uma irmã mais nova, visto que havia mencionado isso
naquela noite que enfim, não vou entrar em detalhes. - Então ela está me
Paris e me convidou não sei quantas vezes para a visitar, só que nunca
deu... - o interrompo.
— Nunca deu? Ou será que anda evitando, Chris? - intervenho tentando demonstrar o óbvio da situação.
Podia imaginar que
algumas das razões que o haviam levado a evitar viajar fossem por mim,
mas não sou totalmente convencida a esse ponto de me achar o centro da
lua. Apesar de ter uma ligeira impressão de que ele vive demais para o
trabalho e pouco para o resto do mundo. O que devia realmente mudar,
talvez esse seja um ponto que devo dar um empurrãozinho. E juntá-lo mais
ao cara de 27 anos que ao homem de 40 que se transforma sendo tão
responsável e de família.
— Err, sim confesso que
andei evitando, mas só porque o trabalho anda comendo muito do meu
tempo! - enrola como já calculava. - Só que estive pensando e talvez
seja uma boa ideia viajar esse final de semana. Dar uma visita merecida à
caçula, é que portei mal com ela na última vez que nos veio visitar...
Faço um bico imaginando
Christian lá tão longe de mim e isso me deixou com o coração pequeno e
esmagado, porque só tem mulher interessante em Paris, mulheres
tipicamente elegantes, gostosas e altamente chiques. "Não fala bobagem!
Esse cara ai não quer nenhuma francesa no pedaço, não entendeu, né?" o
meu subconsciente apela ao meu bom senso, mas confesso que não me sentia
tão confiante quanto ele relativamente a esse ponto. Afinal vou ficar
por Seattle chuchando no dedo, enquanto ele pega um voo entrando na
Europa brilhando, ostentando e seduzindo. "MERDA" penso sentindo uma
pontinha de ciúme.
— Isso quer dizer que a gente nem se vai ver... - falo num fio de voz triste que não deu nem para evitar.
— Ana é claro que sim! - ergo a sobrancelha com a sua confiança tão óbiva.
— Pois é por essa mesma
razão que quero que venha comigo passar esse final de semana em Paris! -
o meu sorriso se rasga totalmente nos lábios.
Eu com Christian me
Paris? Nós dois juntos visitando aqueles museus, lugares maravilhosos
dos filmes. Parece até um sonho, mas melhor não sonhar demais, pois não
tenho seguro contra todos os riscos. "Exatamente" confirma o meu
subconsciente.
— Está falando sério? -
mudo a posição das pernas piscando algumas vezes os olhos como luzinhas
de pisca pisca de natal. - Nós dois em Paris? Com sua irmã? - a última
parte me assustou um pouco.
Ir com Christian a algum
lugar dançar, comer ou simplesmente conversar é algo que se tornou um
hábito constante nesse nosso retorno, agora viajar para fora dos E.U.A, é
estreia e confesso que anseio muito por essa viagem, pois estou afim
de tirar algumas lasquinhas dele. "Que tal apimentar um pouco mais a
nova conversa?" penso com alguma malícia. A minha deusa faz um stripe em
cima da cama, já com a calcinha entre os dentes venerando a ideia.
— Sim, nós dois em Paris
com Mia! - confirma confiante. Isso me deixa mais acesa. - Não me diga
que não gostou da ideia, sei que é bem cedo conhecer as pessoas da minha
família, que a gente é só amigo e que quer ir com... - o interrompo no
meio da sua frase tão incontrolada e nervosa, pois sinto a tensão logo
daqui.
— Adorei a ideia! - digo para o acalmar. Ele acaba suspirando causalmente.
— Vai ser bom para nós
sair desse lugar um pouco e passear junto! Conhecer sua caçula que sei
que ama e que quero muito conhecer, já que conheço Elliot! - rio com a
última imagem que tenho dele. - Enfim, acho que tem tudo para ser um
ótimo final de semana, mas só se você me prometer uma coisa...
— O quê? Faço qualquer coisa!
— Mesmo? - pergunto mordendo o lábio inferior tendo pensamentos maldosos.
— Sim, Ana! - responde. - Qualquer coisa e deixe de me torturar, por favor.
— Sabe que gosto quando
pede por favor? - rio gostando dele todo pidão, dado que andava
aprendendo direitinho comigo. - Então, quero que me tire a calcinha com
os dentes...
Provoco esperando saber
qual seria a sua reacção a isso. Christian começa a pigarrear do outro
lado da linha. Isso me deixa ainda mais divertida e confiante que foi
uma deliciosa ideia.
— A calcinha com os
dentes... - repete como se estivesse pensativo. - hum... - fecho um olho
fazendo um biquinho. - Sabe que isso é um caminho que se eu o tomar,
não tem como parar... não sabe? - fala como fosse uma ameaça.
— Quem falou que terá
que parar? Quero que você nesse momento cale a boca e só coma. - levo o
indicador aos lábios os tilintando ali. - Acha que dá conta do recado? Ou
terei que contratar um outro cara para o serviço?
— Não, nem pensar... sou Christian Grey, para você, o Chris e será um honra servi-la Anastacia, err, Ana.
Estava quase derretendo
com toda essa conversa quando vejo a mão de Kate no ar lá no fundo
saindo do elevador e me levanto ajeitando os cabelos meio emaranhados.
Concentro melhor as atenções e com uma espiadinha lateral no espelho
traço um mecha atrás da orelha exibindo as bochechas rosadas.
— Veremos se é isso tudo
que está falando... - tento provocá-lo só um pouco mais. - Minha amiga
está chegando, err, então amanhã você me espera no aeroporto?
— Estava pensando em
pegá-la no seu apartamento... - faço um bico desleixado aproximando de
Kate que me estreita o olhar querendo saber com quem estaria falando no
celular.
— Chris terá todo o
tempo do mundo nesse final de semana... - realço sorrindo de canto para a
minha amiga que segue na frente assim que abandonamos o hotel. - Só me
envie uma SMS com a hora do voo, sim?
— VOO? - Kate intromete virando a cabeça por cima do ombro. Faço sinal com o indicador sobre os lábios para que fique calada.
— Falarei com Taylor
para reservar um voo de 1 classe para nós dois e um hotel para que
possamos nos hospedar. - explica. Acho a ideia meia satisfatória.
— Claro que com dois
quartos... - faço uma careta sabendo que é tudo provocação, pois ele
está sabendo contornar melhor que o esperado.
— Achei que iríamos
ficar no apartamento de sua irmã, mas acho até mais confortável assim. -
afirmo abrindo a porta do carro de Kate assim que o destrava. - Então
até amanhã.
— Até amanhã, Ana! Faça
uma boa viagem de volta a Seattle e por favor venham com cuidado! - rio
com os seus conselhos. - Estou falando sério.
— Fique tranquilo, a gente sabe se cuidar nessa estrada! Beijo.
E desligando a ligação a
minha amiga liberta os cachorros, pois sabia pelo pouco que escutou da
nossa conversa que estaria fora com Christian.
— Vai viajar e não falava nada para mim? - Kate me faz uns olhos cheios de malícia ao entrar na interestadual sentido Seattle.
— Só me fez o convite à
pouco e não pensa bobeira, Katherine! - repreendo, apesar de saber que é difícil não se pensar desse jeito quando sou a própria a quebrar a
minha conduta de regras.
— Quer saber, acho que
faz super bem! - diz ela me olhando algumas vezes. - Merece distrair,
ser feliz... - concordo com um aceno. - Só eu não vou a lugar algum...
quer dizer, até vou, mas é tão longe que não tem nem avião que aguente.
— E posso saber até onde você viaja que o avião não aguenta? - tento parecer o maior irónica possível, pois dai vem merda.
— Marte, Ana! Marte com fogo e enchente! - faço uma careta levando as mãos à nuca.
Gostaram?
O que tem a dizer sobre essa escandalosa surpresa? Err, Ana pegou Elliot e Kate na maior pegação no sofá. haha somente rindo.
Espero que gostem, porque o próximo capítulo é já Paris.
Até ao próximo capítulo, Lucy.

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